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Análise Política da Semana: EUA pedem golpe militar na Venezuela e o crescimento dos conflitos internacionais

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Análise Política da Semana, o programa semanal da Causa Operária TV com transmissão no Facebook, Youtube e Rádio, fez uma importante discussão sobre a principal tarefa da classe operária brasileira no início de 2018, a realização de um gigantesco ato em defesa de Lula em Porto Alegre no dia 24 de janeiro de 2018. Na última análise foi debatido longa e principalmente a questão da perseguição ao ex-presidente Lula e as ameaças dos militares de um aprofundamento do golpe no país.

O companheiro Rui C. Pimenta debateu com maior profundidade toda a questão política, econômica e social que envolve as ações levadas a cabo pelo imperialismo para criar condições políticas para enfrentar a crise econômica que aparece no horizonte.

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No trecho transcrito a baixo, o camarada coloca o problema de forma clara:

“Depois de ministro do Trump ter falado que na Venezuela o problema poderia ser resolvido através de um golpe militar e explicar que os militares latino-americanos, foram eles que sempre resolveram os graves problemas do pais, ele esqueceu de acrescentar  – logicamente –  que eles resolveram os graves problemas políticos do pais com: assassinato em massa, tortura, lapidação do Estado e tudo mais e crise total na economia, ele esqueceu desse detalhe. E ele disse que na Venezuela poderia ser resolvido assim.

Já essa semana, um dos concorrentes a candidatura presidencial dentro do partido republico, Marco Rubio, chamou abertamente os militares venezuelanos a dar um golpe de Estado, um golpe militar. Isso significa que os norte-americanos, os serviços de inteligência, forças armadas, CIA, estão organizando ativamente um golpe de estado na Venezuela.  Não é só que ele falou la, quando ele fala de público é que já tem essa situação. Quer dizer, uma situação extremamente critica na Venezuela, com os norte-americanos organizando um golpe militar que pode levar, primeiro, a uma crise total dentro da Venezuela dependendo do que acontece, pode levar a uma guerra civil e pode levar a um profundo deslocamento politico em toda América-Latina.

Quando a gente fala que esse negocio de que a politica do imperialismo é a política democrática e que isso ai ta errado e que eles entraram em uma fase em que o uso da força, dos golpes militares, inclusive das ditaduras militares está colocado na ordem do dia, isto fica claro na situação da Venezuela. Por que se houver um golpe militar na Venezuela, evidentemente, que dado o nível de polarização interna no pais, esse golpe teria que se traduzir numa ditadura militar bastante violenta contra as organizações populares que hoje em dia apoiam o chavismo, não haveria muita alternativa.

Então a ideia de que ditadura militares esta fora de questão, é uma ideia que não tem fundamento, é tudo uma questão de necessidade e de oportunidade. Eu digo isso por que muita gente não quis levar a serio as declarações dos militares brasileiros no sentido de que ‘se a situação escapar de controle’, ‘o STF não punir os corruptos’, as formas armas podem intervir, isso estaria fora de cogitação.

[…]

Se o nível de tensão política dentro de um determinado pais permitir estabelecer algum tipo de regime autoritario ditatorial, como esta acontecendo no Brasil, sobre uma fachada parlamentar ilegal, eles vão adotar isso ai. Mas se o nível de enfrentamento, se as contradições internas do pais forem muito agudas voe vai para o golpe militar e para a ditadura militar. Ficou claro que no cardápio politico do imperialismo as ditaduras militares não estão de forma alguma excluídas, elas fazem parte do cardápio. Como logicamente o imperialismo nunca atua apenas como uma única opção, por que seria um erro politico muito grave, eles trabalham com varias opções dependendo do nível politico da luta.

[…]

Outro caso que evidencia isso também, é notícia dessa semana – outra noticia negativa – é que a FARC está considerando de retirar o candidato das eleições por que eles não conseguem fazer campanha, eles são agredidos e mataram militante da FARC, eles não conseguem penetrar no interior e não conseguem fazer nada. Resumindo, não há um clima politico para que a esquerda faça campanha eleitoral.

Então, a FARC, que alimentou a ilusão de que iria se reintegrar no processo politico – e nós falamos que não haviam cronometrado bem essa politica ai -, esta se defrontando com uma situação que é óbvia na Colômbia, que é uma ditadura apesar de ter eleições.

[…]

E finalmente nós tivemos um conflito entre Israel, Irã e a Síria, onde com o pretexto de que um Drone teria invadido o espaço aéreo israelense, Israel bombardeou alvos na Síria – o que é um ato de guerra na realidade – e também teve um avião derrubado nessa tentativa. Isso não é casual, por que depois da derrota da guerrilha apoiado pelos EUA e pela OTAN há uma pressão muito grande na Síria. A Turquia disse essa semana que entraria em choque com setores que se opõe ao governo sírio, na fronteira entre a Turquia e a Síria. Na realidade a tensão está escalando, os israelenses procuraram os EUA e os países imperialistas para fazer uma coalisão e retomar a guerra na Síria e o que seria mesmo uma guerra entre os Estados.”

O programa de maior audiência da Causa Operária TV no YouTube e na Rádio Causa Operária, encoraja os trabalhadores a estudar a política para entender as contradições materiais de suas vidas, orientando a militância e a audiência em geral que queira lutar contra o golpe e o imperialismo. Além de poder acompanhar o programa on line, quem estiver em São Paulo está mais do que convidado a assistir ao programa presencialmente. A gravação acontece no Centro Cultural Benjamin Perét, na rua Serranos, 90, no bairro da Saúde, próximo ao metrô Saúde. A entrada é Franca.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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