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Demissão no Santander

Santander demite mais trabalhadores, desta vez no MS

Dando continuidade à sua política de demissão e de terceirizações, a direção golpista do Banco Santander demite bancários do estado do MS

Santander – Foto: Reprodução

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As demissões promovidas pelo banco Santander estão ocorrendo em todo o País. Desta vez, aconteceu no estado do Mato Grosso do Sul, onde cinco gerentes de atendimento, no último dia 19 de maio, foram demitidos. Quatro em Campo Grande, e um em Dourados.

Os banqueiros internacionais em solo brasileiro, além de executar uma política tradicional ao demitir os funcionários mais antigos e substituí-los por novos funcionários, com o objetivo de diminuir os custos na folha de pagamento da empresa; agora, depois da aprovação no Congresso Nacional, durante o governo do golpista Michel Temer, que estabeleceu a terceirização indiscriminadamente, estão utilizando desse recurso para aumentar os seus já fabulosos lucros. Mais ainda, o banco, com a política de fechamento de agências, está promovendo a fusão de várias delas. Com isso, abre-se o caminho para os patrões promoverem mais demissões na categoria.

Estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) apontam que o Santander encerrou o ano de 2021 com 48.834 empregados. O saldo entre contratações e demissões foi positivo nos três primeiros trimestres, mas, no quarto, houve uma redução de 452 postos de trabalho. No mesmo ano, o saldo positivo, com a abertura de 4.235 contratações, não passou de uma farsa. As mesmas foram contratações de terceirizados, e não de bancários. De acordo com o mesmo estudo feito pelo Dieese, no Santander, no período de dez anos, entre 2012 a 2021, houve uma redução de 5.198 posto de trabalho no banco. Isso significa que a empresa reduziu tal quantidade de funcionários definitivamente do seu quadro de funcionários.

A filial brasileira do banco, de origem espanhola, é a que tem mais lucrado nos últimos períodos, onde o banco atua no mundo inteiro. Somente nos três primeiros meses deste ano, o banco lucrou nada menos do que R$ 4 bilhões líquido. Tais números revelam que as justificativas para as demissões não têm o menor fundamento, já que o banco é o que tem mais lucrado no último período, lucro esse que é fruto do trabalho dos seus funcionários.

Na verdade, as manobras financeiras envolvendo as demissões representa a política dos banqueiros em substituir funcionários que recebem um salário um pouco melhor, por novos funcionários terceirizado com salários miseráveis, sem direitos garantidos no Acordo Coletivo da categoria bancária, por exemplo.

Os trabalhadores bancários se preparam para mais uma campanha salarial e, nesse sentido, é preciso organizar, imediatamente, uma campanha vigorosa contra as demissões, numa perspectiva de luta unitária e de conjunto de todos bancários com as demais categorias de trabalhadores. Organizar comitês de luta em todos os locais de trabalho para organizar uma gigantesca mobilização com o objetivo de barrar a ofensiva reacionária dos banqueiros e seus governos que vêm, sistematicamente, lucrando às custas da miséria dos trabalhadores e de toda a população em geral.

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