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Renovar, lutar e conquistar: unidade e democracia no Andes-SN

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Publicamos nesta edição a Carta Convite do movimento Renova Andes, oposição sindical no Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior.

Educadores em Luta, núcleo sindical dos docentes da Corrente Sindical Nacional Causa Operária –  PCO e simpatizantes -participará da Convenção do Renova Andes, no dia 23 de janeiro em Salvador, durante o Congresso do Andes.

Reforçamos o chamado por uma nova direção para o Andes. É preciso agrupar todos os setores que participam da luta contra o golpe nas universidades brasileiras para recuperar o sindicato nacional docente para a luta da categoria contra o golpe e a destruição do ensino público.

Uma tarefa fundamental é reconstruir a entidade sindical dos docentes para a luta, superando a paralisia  imposta pela diretoria atual do Andes, constituída pela esquerda pequeno-burguesa, que levou o Andes para uma política pró-golpe.

 

“Carta convite

Renovar, lutar e conquistar: unidade e democracia no Andes-SN”

 

“Companheiros e companheiras docentes, nós que, ao longo dos últimos anos constituímos o Fórum Renova ANDES, decidimos apresentar uma chapa às próximas eleições do Sindicato Nacional.
Esta decisão decorre da extrema preocupação com os rumos que nosso Sindicato vem tomando há anos, o que se agrava frente à aguda conjuntura política de nosso país e as ameaças às Instituições públicas de ensino. Precisamos de um sindicato renovado, que recupere sua capacidade de mobilização e, portanto, de enfrentamento efetivo aos principais ataques desferidos contra a democracia e os elementos do Estado de Direito que ainda temos, que atue na defesa das conquistas populares, das garantias constitucionais dos trabalhadores, bem como atenda às reivindicações específicas dos docentes do Ensino Superior. Numa situação tão grave, uma proposta de ação renovada deve incluir a busca da mais ampla unidade com as organizações representativas dos trabalhadores, tanto do setor público como do setor privado.

No atual cenário de avanço destrutivo sustentado na drástica redução do Estado em setores essenciais à vida dos cidadãos, é vital reconhecer e reagir ao golpe que claramente abriu caminho a um conjunto sem precedentes de ataque às conquistas e aos direitos. Um ANDES-SN renovado é necessário para responder à imposição do Estado policial-judicial que vem suspendendo os direitos individuais, negando o devido processo legal e o direito de defesa, atingindo políticos da oposição, bem como gestores e professores das universidades públicas, como nos recentes casos da UFSC e da UFMG. A defesa dos atingidos pela “justiça” de exceção é a defesa dos direitos de todos nós à livre organização, à manifestação e às garantias jurídicas elementares.

No plano da luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, capaz de incluir a todos, precisamos igualmente renovar nossas ações e reconquistar o lugar do ANDES-SN nos espaços unitários de debates sobre os destinos da educação, como a Conferência Nacional Popular de Educação na qual estão engajadas as mais representativas entidades sindicais e associações científicas do setor. O ANDES-SN também precisa jogar peso no movimento Ciência sem Cortes, erguido diante do mortal contingenciamento de recursos imposto por Temer para a pesquisa e o Ensino Superior, quando, na nossa tradição sindical, o Sindicato deveria estar na vanguarda destas iniciativas, liderando um amplo movimento com a sociedade em defesa das universidades.

Isso posto, reafirmamos o reconhecimento do ANDES-SN como o legítimo representante dos professores das instituições de ensino superior. A reorientação política que propomos visa a fortalecer o ANDES-SN! Qualquer tentativa de nos associar a outro sindicato representa ou desconhecimento ou discurso desesperado ou de má fé, feito com o intuito de desqualificar e anular o contraditório e a evidente necessidade de mudança.

De fato, entendemos que o ANDES-SN necessita de uma nova orientação. Nossas críticas, fundamentadas na analise dos rumos tomados pelo sindicato, nos leva a uma proposta de aproximação com o conjunto de professores e com movimentos sociais e populares na perspectiva de trazer o ANDES-SN novamente ao protagonismo que faz parte da sua história: na luta por direitos, pela ciência, pelas instituições públicas de ensino, por nossa carreira, pela democracia e pela educação laica, crítica, pública e de qualidade socialmente referenciada. E é nesse sentido que buscamos colaborar na Renovação do ANDES-SN.

Por isso, consideramos necessária uma diretoria para o Andes-SN que:

– Reconheça que vivemos um golpe de Estado, e que lute para derrotá-lo, para que se restabeleça a democracia no Brasil, com instituições que permitam um terreno mais favorável para que os trabalhadores possam seguir combatendo por seus direitos e reivindicações.

– Favoreça o reatamento do ANDES-SN com a ação unitária ao lado das organizações representativas e majoritárias do movimento sindical, popular e da juventude contra as contrarreformas de Temer, em particular, neste momento, contra a da previdência, que o golpista marcou para ser votada em 19 de fevereiro: “se botar pra votar, o Brasil vai parar!”.

– Fortaleça as iniciativas comuns de defesa da educação e do Ensino Superior, como a Conferência Nacional Popular de Educação e o Ciência sem Cortes.

– Concentre esforços na realização de uma verdadeira campanha salarial dos Setores, discutindo índices objetivos de reajuste e avançando nas demandas das carreiras, para além de repisar os princípios que já fixamos e que são a base para uma pauta de reivindicações concretas e imediatas.

– Esteja à frente de um movimento nacional em defesa das universidades estaduais, ora submetidas a um processo galopante de desmonte, como demonstram os casos da UERJ, da UERN, da UEPB e das Estaduais paranaenses.

– Dê respostas a outras esferas do Ensino Superior, universitário e técnico-tecnológico, como as demandas dos professores dos IFs, ali onde o ANDES-SN os representa, e dos Colégios de Aplicação e instituições correlatas.

– Construa efetivamente a luta unitária em defesa de orçamentos, salários, carreiras, condições de trabalho, de formação, organização e de assistência estudantil, à altura dos desafios deste tempo histórico, envolvendo sem restrições o conjunto dos setores, de profissionais de diferentes níveis e modalidades de ensino concernidos no nosso sindicato, bem como o conjunto das entidades estudantis e sindicais que congregam profissionais da educação, sem restrições.

– Realize um balanço democrático, legitimado em assembleia da categoria, destes mais de 10 anos de filiação do ANDES-SN à CSP-Conlutas, filiação que se mostrou um obstáculo no momento da luta contra o golpe.

– Afirme um Sindicato Nacional como espaço democrático e sem exclusões de debate e deliberação das lutas da categoria, capaz de voltar a atrair e encantar a base docente, hoje afastada do ANDES-SN, desgastada pelo exclusivismo e sectarismo que predominam há anos na entidade.

– Fortaleça as regionais e reafirme a aproximação efetiva com a base, visitando os campi, ouvindo as demandas da categoria e construindo através do diálogo um sindicato de base, de luta e de conquistas.

Estas são algumas das razões pelas quais consideramos necessário o lançamento de uma chapa de oposição nas próximas eleições do Sindicato Nacional. Mas há outras. Muitas serão debatidas em nossa Convenção, quando do debate de nosso programa eleitoral, e no processo de luta pela chapa, queremos que muitas outras sejam trazidas a nós por você, companheiro e companheira docente.
Sinta-se convidado, então, para a Convenção do Fórum Renova ANDES que se reunirá durante o Congresso do ANDES-SN, no dia 23, às 18h, nas dependências da UNEB, em Salvador – BA. Os docentes que não poderão estar presentes, podem contribuir também, enviando apreciações, sugestões e propostas para nossa plataforma (veja e-mail abaixo) e disponibilizando seu nome para esta difícil batalha de edificar a chapa de oposição.

FÓRUM RENOVA ANDES – Na defesa de direitos e conquistas da classe trabalhadora. “

CONVENÇÃO DO FÓRUM RENOVA ANDES

Data: 23 de janeiro de 2018, 18h

Local: UNEB, Salvador – BA

Contato: renovaandes@gmail.com

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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