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Governo dos trabalhadores

Por um Congresso da CUT para uma campanha de massas com Lula

Maior central sindical do País, com seus quase 4 mil sindicatos, precisa ser protagonista na mobilização popular por Lula Presidente

É preciso tomar as ruas imediatamente por Lula Presidente – Foto: Reprodução

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Nesta última terça-feira (25), em decorrência de um apagão, ocorreu a Análise Política da Semana com o companheiro Rui Costa Pimenta, a mais tradicional análise política de toda a esquerda brasileira.

Na ocasião, o companheiro Rui, Presidente Nacional do Partido da Causa Operária, anunciou que o Partido lançará em breve uma proposta formal à Central Única dos Trabalhadores (CUT): a convocação de um congresso nacional em preparação para a campanha de Lula deste ano.

O fato é que a CUT é a principal organização de massas do país. Ela abriga mais de 3.000 sindicatos, possui mais de 7.000.000 associados e representa mais de 22.000.000 de trabalhadores. Indiscutivelmente, possui uma importância absurda para a política da classe operária do Brasil, exatamente por ser um resultado direto da luta do povo brasileiro no final do século XX.

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Nesse sentido, é imprescindível que a CUT não só participe da campanha por Lula Presidente, mas sim protagonize a luta para garantir a eleição do ex-presidente. Cá está um ponto crucial de toda a luta da esquerda deste ano.

A presença da CUT na mobilização não representa somente uma mudança quantitativa. É, também, uma mudança qualitativa no momento em que transforma a luta pela eleição de Lula em um movimento social de massas. Ou seja, fortalece ainda mais os laços de Lula com os trabalhadores do País, com a possibilidade de transformar, se for eleito, seu governo em um governo controlado pelos trabalhadores.

Isso se dá pelo seguinte: com Lula eleito por uma mobilização nacional das massas operárias, estes mesmos trabalhadores terão um aumento de moral significativo. A experiência mostrará a eles que o povo nas ruas pode golpear profundamente a ordem burguesa vigente.

Além disso, devido às proporções dessa mobilização, será preciso formar milhares de comitês de luta por todo o País. Por conseguinte, os trabalhadores deverão estar organizados.

Somando um ao outro – organização mais moral elevado -, decerto que toda e qualquer decisão importante por parte do governo Lula será acompanhada de perto e, acima disso, vítima de escrutínio pelos trabalhadores. Será consideravelmente mais difícil que a burguesia faça um acordo com Lula, por exemplo. Estando fortalecidos, os trabalhadores dirão não.

Ademais, a consolidação dessa mobilização é também importante no sentido de manter a posição de Lula. Digamos, por exemplo, que Lula seja eleito sem muitos esforços – algo completamente distante da realidade, pois a burguesia fará de tudo para impedir sua eleição. Uma vez empossado, a burguesia poderá, simplesmente, aplicar mais um golpe de estado e, em último caso, até mesmo um golpe militar para expulsar Lula do poder.

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Se o povo estiver desmobilizado, por outro lado, a burguesia não encontrará grandes reações organizadas e os trabalhadores, então, estarão muito mais suscetíveis à repressão.

E uma coisa é certa: pelo exemplo de nossos vizinhos na América Latina, está evidente que o imperialismo não permitirá a ascensão de um governo nacionalista ao poder. Não é à toa que, em Honduras, Xiomara Castro está lutando contra um golpe imperialista em meio à sua posse. E os exemplos não acabam: no Chile, um presidente domesticado pelo imperialismo. Na Colômbia, um ditador sanguinário. No Peru, Pedro Castillo, que está se entregando ao imperialismo. Na Nicarágua, na Venezuela, em Cuba, ataques constantes contra a soberania nacional. Na Bolívia, um governo extremamente moderado de Luis Arce. E a lista continua.

Vale notar que os únicos lugares que conseguem se manter fortes contra o imperialismo – ou, pelo menos, seguem firmes na luta – são aqueles nos quais o povo se mobilizou em verdadeiras cruzadas contra a ingerência imperialista.

É precisamente daí que surge a necessidade pungente de um congresso nacional extraordinário da CUT. Finalmente, é uma oportunidades para organizar os trabalhadores e sua tendência à mobilização para pôr um fim definitivo ao processo golpista que assola o Brasil há anos. E a urgência disso está cada vez mais clara com o avançar da pandemia.

Principalmente nesses últimos dois anos, os trabalhadores sofreram perdas gigantescas no que diz respeito aos seus direitos e, de forma geral, à sua condição de vida. Pela primeira vez na história do Brasil, mais trabalhadores estão desempregados do que o contrário; 22% dos brasileiros precisaram escolher entre comer e pagar a conta de luz no ano passado; o Brasil voltou ao mapa da fome; mais de 600.000 pessoas morreram em decorrência do coronavírus; o salário mínimo ficou abaixo da inflação este ano; centenas de ocupações foram extintas pelas polícias; a população de rua aumentou exponencialmente; o Bolsa Família foi extinto. No final, um oceano de misérias.

Todos esses fatores são consequência direta do golpe de 2016. É a demonstração do que a política neoliberal imposta pelo imperialismo sobre o Brasil pode fazer. E que fique claro, isso ainda pode piorar!

Nesse sentido, se a luta pela candidatura de Lula é a única possibilidade de reverter este quadro e frear o saque do imperialismo, por que não voltar todos os nossos esforços para tal? Devemos perguntar à esquerda: que há de mais importante, neste momento, do que pegar o golpe pelo pescoço e estrangulá-lo antes que ele estrangule mais trabalhadores?

Qualquer um chegaria à óbvia conclusão de que não existe nada acima disso neste momento. E é exatamente por isso que todas as organizações progressistas do país devem entrar imediatamente na campanha por Lula Presidente. É por isso que a CUT, sendo a principal dessas organizações em âmbito nacional, deve liderar essa luta como principal arma dos trabalhadores.

A burguesia já está organizada. Sua mobilização é evidente, principalmente em torno da sabotagem da candidatura de Lula que, até o momento, tomou a principal forma na tentativa de emplacar Alckmin como seu vice a fim de golpeá-la por dentro. Enquanto isso, o que faz a esquerda?

Finalmente, só o PCO por enquanto declarou oficialmente apoio incondicional à candidatura de Lula. O que é tão importante que prende a atenção do resto da esquerda e a congela frente à principal campanha do momento? Qualquer malabarismo lógico não passa de demagogia e oportunismo. O fato é que esse setor permanece sem rumo. Em alguns casos de modo oportunista, mas, em outros, ingenuamente.

A necessidade da convocação de um congresso nacional extraordinário da CUT se mostra ainda mais urgente por esse lado. Além de tudo, será um enorme empurrão nas costas da esquerda nacional que, até o momento, continua com o rabo entre as pernas.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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