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Campanha salarial

Para a burocracia, vitória dos banqueiros é vitória dos bancários

A miséria dos bancários contrasta com os lucros dos banqueiros. O lucro dos quatros maiores bancos brasileiros subiu 90% em um ano e é o 3º maior resultado de toda a história

Greve – Foto: Reprodução

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A burocracia sindical da categoria bancária vem entusiasticamente cantando vitória em relação ao reajuste, rebaixado, de 10,97%, migalha essa atirada da mesa dos banqueiros, com se fosse uma grande conquista da categoria bancária.

Com efeito, como entender que a categoria bancária, que protagonizou grandes mobilizações nacionais que chegaram a arrancar conquistas salariais, direito de organização; que construíram sindicatos reconhecidos, com recursos materiais e humanos extraordinários antes jamais sonhados, dirigentes liberados; hoje se verifica um claro retrocesso na sua organização.

A explicação de tal fato deve ser buscada na ação conciliadora que fundamenta a política do conjunto das direções sindicais e políticas.

Na campanha de 2020, mesmo em plena pandemia do novo coronavírus, várias categorias saíram às ruas com objetivo de defender os seus direitos e reivindicações, como foram os casos dos metalúrgicos da Renault, trabalhadores em aplicativos, condutores, Petroleiros, Correios, etc. O mesmo se pode dizer neste ano, com várias categorias organizando movimentos paredistas ou mesmo se encontram em greve hoje, como é o caso dos petroleiros de Santos, que pararam a produção pelas suas reinvindicações.

Mesmo com os diversos ataques dos banqueiros à categoria bancária, ao longo dos últimos dois anos, a categoria não teve campanha salarial neste ano, em consequência vimos a consolidação, sem luta, o arrocho salarial, quando os banqueiros reajustaram os salários em apenas 0,5%, mais a reposição da inflação, que todo mundo sabe manipulada pelos órgãos oficiais (INPC entre 1º de setembro de 2020 e 31 de agosto de 2021)

A campanha deste ano se deu apenas de forma virtual; tudo bem que a luta pode se desenvolver de diversas formas, mas nenhuma delas pode substituir uma grande mobilização de toda a categoria, uma agitação real, de massa, nos espaços públicos, com os sindicatos abertos com objetivo de atender a demanda dos trabalhadores. Afinal de contas, os banqueiros e seus governos não ficaram nem um pouco sensibilizados com as “mobilizações” virtuais, sendo que, se houvesse uma real mobilização com certeza o desfecho desta campanha traria consequências bem mais significativas para os bancários.

O que há, na verdade, por trás dessa política é a total paralisia dos sindicatos, que em sua esmagadora maioria insistem na política de isolamento, mantendo as entidades fechadas, quando os trabalhadores estão em seus locais de trabalho.

A categoria dos bancários, em virtude de suas características numérica, nacional e sua natureza central na economia capitalista na atual etapa, poderia deslanchar um importante movimento nacional de luta, unindo-se, inclusive, ao conjunto de outras categorias de trabalhadores (Correios, Petroleiros, Metalúrgicos, etc.) contra o governo, banqueiros e capitalistas. Somente uma luta unitária dos bancários nacionalmente por suas reivindicações poderia abrir perspectiva de reversão do atual quadro. No entanto, em função da política de capitulação da burocracia sindical nas mesas de negociações com os banqueiros, não impulsionou uma campanha salarial realmente de luta pelas reivindicações da categoria. Ao invés de impulsionar uma campanha real buscaram acordos com a Fenaban que trouxe um enorme prejuízo para o conjunto dos bancários. Não avançaram na organização sindical e política da categoria na perspectiva de mobilização para a greve dos bancários.

Com o pretexto de que não era possível fazer assembleias, atos e mobilizações presenciais durante a pandemia, abriram mão da luta tradicional da classe trabalhadora e realizaram apenas movimentos virtuais. A “campanha salarial” no final das contas ficou reduzida em defesa da manutenção de direitos, que os banqueiros tentam a todo o custo retirar: 13ª cesta alimentação, diminuição nos valores da PLR, corte nos 5 dias abonados anuais, no caso do BB, etc. As demais reivindicações, como reajuste das perdas salariais, roubados pelos banqueiros, aumento real, estabilidade no emprego, dentre outras, embora constasse na pauta de reivindicações não passaram de mera formalidades, tanto foi assim que a primeira proposta de reajuste de 1,5% no ano passado e de 0,5% para este, apresentada pela Fenaban, de rebaixamento salarial, foi de pronto aceito pela burocracia sindical e, além disso, amarrou a categoria por dois anos quando assinam um acordo bianual, sendo que os banqueiros e seus governos estão numa ofensiva reacionária gigantesca contra os trabalhadores bancários, através das famigeradas reestruturações,  com as de demissões em massa, fechamento de agências, privatização dos bancos públicos, etc.

Apresentar que, com o “reajuste” deste ano, o salário de ingresso de um escriturário bancário passasse dos miseráveis R$ 2.255,15 para os também miseráveis R$ 2.467,53 como uma vitória da categoria é subjugar a inteligência dos trabalhadores, quando todo mundo sabe que um salário mínimo para suprir, apenas, as necessidades básicas de uma família trabalhadora, calculada pelo Dieese, não poderia ser menor que cinco mil e quinhentos reais. Além disso, a miséria da categoria contrasta com os lucros dos banqueiros. O lucro dos quatros maiores bancos brasileiros subiu 90% em um ano e é o 3º maior resultado de toda a história. Nos dois primeiros trimestre deste ano já lucraram cerca de R$ 44 bilhões.

Os bancários sempre têm sido um exemplo de combatividade entre todas as categorias atendendo sempre aos chamados de luta em todo o país, organizando grandes e combativas greves nacionais, mas estas têm sido constantemente golpeadas, pela política, de capitulação e de acordos com os patrões, de suas direções.

Nesse sentido é preciso combater essa política de capitulação das atuais direções das organizações dos trabalhadores, na perspectiva de uma nova direção, classista e de luta, que represente de fato os interesses da categoria. Unir todos aqueles dispostos a agrupar um ativismo de oposição que seja a expressão e representação dos interesses e da vontade da base da categoria.

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