A reta final das eleições: o que pode acontecer?

Fora banqueiros

Os bancários não podem ter ilusões na terceira via

Os bancários precisam sempre ter presente o que efetivamente é um governo da direita golpista que, ao longo do tempo vem liquidando os direitos dos bancários

Lula presidente – Foto: Reprodução

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O cenário político ainda demonstra uma grande crise no interior da burguesia. A direita ainda não definiu completamente o seu candidato e vem ventilando novos nomes com o passar do tempo. O principal favorito, durante a maior parte do tempo, foi João Doria, governador de São Paulo, uma das principais figuras do PSDB atualmente.

Nas prévias do PSDB, realizadas no final do ano passado, Doria acabou vencendo Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, com uma votação apertada, o que já denotava a disputa de nomes para o pleito presidencial.

No momento atual, a chapa que está sendo proposta é entre Simone Tebet, do MDB, e Eduardo Leite, para presidente e vice, respectivamente. No final das contas, o plano verdadeiro é preparar a chapa com Leite na presidência e Tebet como vice.

Nesse sentido, sempre é bom relembrar o que representou e representa os governos desse setor fundamental da burguesia, ligada umbilicalmente aos interesses dos grandes capitalistas, banqueiros internacionais e ao imperialismo, que levou os trabalhadores bancários à atual situação de miséria e de exploração.

Foi na gestão dos governos do PSDB, na década de 1990, que os banqueiros realizam os maiores ataques aos trabalhadores bancários, através das privatizações, demissões, arrocho salarial. Ataques esses até então nunca visto pela categoria.

Foi nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, que os trabalhadores, no geral e os bancários, especificamente, sofreram os piores ataques contras as suas condições de vida. Já no início, no governo de Itamar Franco, tendo FHC a frente do Ministério da Fazenda, o plano FHC 2 entra em sua segunda fase com o início da circulação do real com claros sinais do seu fracasso em realizar a anunciada estabilização da economia, ou seja, em constituir-se em uma alternativa que, ao menos, contivesse o aprofundamento da crise naquele período.

O “plano de estabilização da economia” diminuiu drasticamente o poder aquisitivo dos trabalhadores: enquanto os preços, que tiveram violentos aumentos antes da URV (unidade real de valor, desindexador que transformou a moeda de cruzeiro real para real) e que permaneceram sem nenhum controle durante sua vigência, os salários, que antes do plano acumulavam perdas de 51%, sofreram um novo confisco na conversão e permaneceram congelados em URVs.

No governo de FHC a política de privatização atacou em cheio os bancários com a entrega dos bancos estaduais para as mãos dos banqueiros nacionais e internacionais. Os maiores exemplos da entrega a preço de banana do patrimônio do povo brasileiro, foi a privatização do Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) que, depois de, através do PROER (programa de estímulo à reestruturação e ao fortalecimento do sistema financeiro) ter doado mais de R$ 20 bilhões aos banqueiros; operou a rapina dos cofres públicos em favor dos banqueiros.

Por R$ 311 milhões, o Banerj foi adquirido pelo Banco Itaú, em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, mas desembolsou apenas R$ 150 milhões porque utilizou moedas de privatização (diga-se moedas podres) adquiridas com deságio médio de 50%. É preciso considerar que, na época, o Banco Bozano Simonsen recebeu R$ 36 milhões pela administração do banco durante um ano e mais 5% sobre os R$ 311 milhões, totalizando R$ 51 milhões. Enquanto isso, o governo de FHC recebeu pela “venda” do Banerj algo em torno de R$ 99 milhões, por um banco que só em patrimônio líquido estava orçado em R$ 181 milhões. Isso significou que o governo pagou ao Banco Itaú R$ 82 milhões, sendo que o Banerj lucrou, no ano antes da privatização, R$ 100 milhões.

Para os bancários do Banerj, com a intervenção do Banco Central para entregá-lo à iniciativa privada, ocorreram mais de 5.000 demissões e fechamento de agências, aprofundamento do arrocho salarial, liquidação do fundo de pensão dos funcionários, entre outras medias.

A privatização do Banerj abriu caminho para a privatização de outros bancos estatais: Credireal, Meridional, Banco do Estado do Ceará, Banco do Estado do Pará, e vários outros. Mas, o que chama mais atenção foi a negociata federal em torno da “venda” do Banespa (Banco do Estado de São Paulo).

O Banespa, nos governos do PSDB de São Paulo, de Mário Covas, e no governo federal, de FHC, assinaram na época um protocolo de intenções que deram um tiro de misericórdia em um dos mais importantes bancos do País. Pelo protocolo, o banco passava imediatamente para o controle federal e, em troca, era transferida a dívida do estado paulista com o banco para a União, sendo esta gerida por uma instituição privada.

Trocaram o banco por uma dívida em torno de R$ 44 bilhões, referente a dívidas estaduais e sequer foram estipulados os valores das ações da instituição, o que caracteriza uma espetacular fraude: transferir uma instituição financeira, responsável pela maioria dos negócios do mais rico estado da federação, para ser gerido pela iniciativa privada sem sequer estipular seu preço.

A operação foi realizada por Covas e FHC, ambos do PSDB, como uma manobra para facilitar a privatização do banco e beneficiar os amigos do governo na compra do Banespa. Com a privatização do banco, 19.000 trabalhadores foram demitidos ou aposentados com os salários congelados. E, esse, que era um patrimônio fabuloso do povo paulista, acabou caindo nas garras dos banqueiros imperialistas espanhóis, o Santander.

Foi no governo do reacionário FHC que houveram os famigerados PDVs (Plano de Demissões Voluntárias) no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, que colocou milhares de trabalhadores na rua, através das tais “reestruturações”, demitindo naquele período, só no Banco do Brasil, mais de 16.500 bancários.

As demissões não foram, de forma alguma, voluntárias. Na época, a direção do banco armou um esquema de coação sobre os funcionários através de ameaças de demissão por inadimplência (o bancário ainda é a única categoria em que o trabalhador pode ser demitido por justa causa se estiver inadimplente com o banco), fenômeno que atingia um grande número de funcionários, que não podiam quitar as suas dívidas. A quebra de qualquer perspectiva funcional; o constante rebaixamento salarial; a ameaça de que, se as demissões não forem voluntárias, seriam feitas pela própria direção do banco, não deixava nenhuma escolha ao funcionário.

Nos governos de FHC, os bancários do Banco do Brasil e da Caixa no período dos seus oito anos tiveram reajuste zero, quando foi implantado nas campanhas salariais a política de abonos. Essas medidas levaram os funcionários desses bancos a terem perdas salariais que chegaram a 100%. Hoje, o salários de um bancários do BB e da CEF estão valendo um quinto do valor salarial de antes do plano real.

Os bancários precisam estar atentos ao que está por vir com as próximas eleições gerais. A terceira via é a volta do aprofundamento da política neoliberal, imposta pelos países imperialista, reflexo da profunda crise capitalista internacional. Para barrar a ofensiva da burguesia, através dos seus candidatos, tanto da direita, quanto da extrema direita, é preciso uma ampla campanha, uma mobilização de características verdadeiramente revolucionárias, por Lula Presidente. A classe trabalhadora de conjunto apoia a candidatura Lula e, para os bancários não é diferente.

Para derrotar o golpe, na atual situação, não há outra alternativa que não seja a palavra de ordem Lula Presidente. Os bancários devem organizar, em cada local de trabalho, comitês de luta, que coloque a candidatura de Lula como forma do atendimento das reivindicações da categoria e por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo.

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