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Desvalorização

O quadro dramático da situação salarial dos professores no Brasil

De acordo com levantamento da plataforma Catho, média salarial dos professores no Brasil não ultrapassa os R$ 5 mil.

Professora sendo reprimida pelos fascistas da Polícia Militar de São Paulo, sob comando do PSDB. – Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo.

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A plataforma Catho realizou um levantamento com dados a respeito doa salários dos professores brasileiros, segmentando-os por estados. No levantamento a respeito dos professores das redes particulares, incluindo os professores universitários, a média dos salários fica abaixo do 5 mil em todos os estados – apenas no Distrito Federal, ela fica um pouco acima.

No Rio Grande do Norte, os salários, em média, ficam abaixo dos 2 mil reais – incluindo os professores universitários na conta. Se se analisa apenas os professores do ensino fundamental, a média nacional é de R$ 3.035,21.

A desvalorização da profissão, tanto do ponto ideológico, quanto do ponto de vista econômico-material, é fruto da política da direita. A perseguição ideológica, muito promovida pelos fascistas do MBL com o “Escola sem Partido”, é a regra da política da direita para com os professores.

Vladimir Lênin já denunciava, antes da Revolução de 1917, a situação análoga dos professores russos, submetidos à ditadura czarista igual aos brasileiros hoje estão submetidos à ditadura golpista:

“A Rússia é pobre demais para pagar um salário decente aos trabalhadores honestos no campo da educação pública, mas a Rússia é rica o bastante para gastar milhões e dezenas de milhões com os parasitas aristocráticos, com aventuras militares”.

A política da esquerda revolucionária internacional sempre foi a de defender o avanço das condições materiais dos professores, isto é, os salários e seus direitos. Somente assim, poder-se-á ter, no campo político-social, uma valorização da profissão por parte da sociedade.

E o reflexo da desvalorização econômica encontra-se na desvalorização moral para com a profissão: cerca de 50% – isto é, a metade! – dos professores brasileiros sofre com síndrome de burnout ou síndrome de desvalorização da profissão, que são síndromes relacionadas à desmotivação com o trabalho.

Os governadores, nesse aspecto, enquanto servos da burguesia, seguem a política desta. Os baixos salários à nível nacional, chegando a ficar com média abaixo dos R$ 2 mil a depender do estado, são o reflexo disso. Não se trata de um ou outro estado isolado, tratam-se de todos e desde sempre. A média salarial fica abaixo dos países imperialistas – mesmo entre os professores universitários, que são os que mais ganham no Brasil, a média salarial é 50% menor que a média daqueles países.

São Paulo e Rio de Janeiro, que são os estados com maior economia no país, enquadram-se entre as remunerações mais baixas. O PSDB em São Paulo é famoso por agredir professores em manifestação com seus bandidos da Polícia Militar. Tanto em São Paulo, quanto  no Rio, a média fica em torno dos R$ 3,4 mil mensais, segundo o levantamento citado. Nesses estados, é vista com maior agudeza toda a desvalorização que a direita impõe à profissão.

Isso tudo revela qual é a política da burguesia e, portanto, da direita para a educação. Manter a educação privada, ou seja, uma ditadura para alunos e professores; desvalorizar politicamente, socialmente e, antes de tudo, economicamente os professores; direcionar os lucros para pequenos setores, os barões da educação privada, às custas da miséria de todo o setor da educação.

A política socialista representa a libertação de toda a sociedade, a libertação da educação das amarras do setor privado. Em relação aos professores, significa a sua elevação social, sua valorização por se tratar de pessoas que realizam seu nobre dom de ensinar. A libertação da perseguição que hoje sofrem pela direita nacional, com o “escola sem partido”, com o achincalhamento de sua função social constituem também resultados das relações socialistas de produção. Mas, antes de tudo, sua libertação econômica é, pois, a pré-condição para tudo isso.

Os professores ─ categoria das mais combativas ─ precisam elevar a mobilização a nível nacional. É necessário unir-se ao conjunto da classe operária, aos servidores, petroleiros, metalúrgicos, garis etc, e iniciar uma ampla movimentação concreta que combata nas ruas essa situação, lutando pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e pela construção de um governo dos trabalhadores, com Lula presidente, que rompa com a burguesia e garanta os direitos dos trabalhadores.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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