Não podemos confiar nas pesquisas, é preciso sair às ruas

Contra as demissões

Metalúrgicos da Avibras devem realizar uma greve de verdade

PSTU/Conlutas foi obrigado a decretar greve, mas manobrou para que dure apenas 24h e ainda quer recorrer a Bolsonaro

Demitidos da Avibras aguardam decisão da justiça do trabalho – Foto: Reprodução

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A Avibras, indústria aeroespacial ligada à defesa nacional, anunciou na semana passada a demissão de 420 trabalhadores metalúrgicos de um total de 1500 empregados. Nesta segunda-feira (21), o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, dirigido pela CSP Conlutas, realizou uma assembleia nela foi aprovada uma greve. Entretanto, a direção buscou realizar uma paralisação de apenas 24 horas.

“A mobilização é uma forma de exigir da empresa o cancelamento das 420 demissões anunciadas semana passada e garantir estabilidade no emprego para todos”, diz a matéria no portal do sindicato.

Num panorama de severa crise econômica agravada pela pandemia, nível recorde de desemprego, perdas de direitos sociais, previdenciários e rebaixamento salarial, 24 horas de greve teria alguma possibilidade de sucesso? Por maior que possa ser a adesão dos empregados?

Ao mesmo tempo que foi anunciada a aprovação da greve, o sindicato informou em seu portal que se prepara para ir a Brasília, tentar contato com o governo federal para discutir a situação da Avibras, que recentemente entrou com pedido de recuperação judicial, sendo este o motivo das demissões.

O sindicato anuncia que por ser uma empresa estratégica para a soberania nacional, deve ser estatizada. A questão deve ser levada a debate público, diz o presidente do sindicato Weller Gonçalves.

A proposta de luta apresentada pelo sindicato está muito aquém do que a categoria metalúrgica precisa para reverter as demissões de cerca de 30% do quadro de funcionários e ainda garantir que novas demissões não venham a ocorrer. Para isso, é preciso manter a categoria mobilizada para novas retaliações prováveis, inclusive de fechamento da fábrica.

Na verdade, o que observamos é que o sindicato abandonou a luta dos trabalhadores para recorrer a negociações com o governo federal, do Bolsonaro e seus militares entreguistas e subservientes aos EUA imperialista. Isto porque agendaram para o mesmo dia de greve reunião com a direção da empresa.

Nessa reunião a empresa rejeitou o cancelamento das demissões e garantiu apenas dois meses de estabilidade para os que continuam empregados. Mesmo assim, o sindicato manobrou e fez uma reunião separada entre a categoria. Uma reunião pela manhã com os não demitidos, que aprovaram o fim da greve, e mais tarde com os demitidos para discutir um plano de lutas para reverter as demissões. Assim, entraram com pedido na justiça do trabalho e fizeram uma passeata dos demitidos pela cidade de São José dos Campos, terminando na prefeitura, quando a sede da empresa é em Jacareí. No mínimo, uma estratégia completamente aleatória.

Cada vez mais, fica claro que a CSP Conlutas é uma central sindical dos patrões, criada exatamente para acabar com o movimento dos trabalhadores e sabotar mobilizações que poderiam colocar o regime atual em crise. Afinal de contas, é simplesmente absurdo e, ainda mais, criminoso realizar uma “greve” de 24 horas em uma situação tão grave quanto essa.

O sindicato recorre aos aparatos estatais para resolver as questões de emprego e estatização de uma empresa privada. É um completo abandono da luta que pode realmente reverter as demissões em questão.

Diante da situação calamitosa que o capitalismo passa, em uma das piores crises da história, é simplesmente absurdo que a burguesia vai conceder gratuitamente algum tipo de direito aos trabalhadores. É uma ilusão digna daqueles que acreditam em duendes, algo que, a essa altura, deve provir de uma sabotagem consciente, ainda mais quando falamos do Conlutas.

A única coisa que o estado capitalista teme é o povo na rua, é a máquina parada. Por conseguinte, é absolutamente necessário que os metalúrgicos da Avibras, para ter sucesso em reverter as demissões e ampliar a segurança no emprego até pelo menos a próxima negociação do acordo coletivo, promovam uma greve por tempo indeterminado, façam uma ocupação da fábrica e só se desmobilizem quando todos os objetivos forem alcançados, sem recuar um só milímetro das reivindicações.

O sindicato ao invés de fazer arrecadação de alimentos para os pobres ucranianos nazistas que tanto defende, deve fazer arrecadação para manter o estado de greve permanente, já que a empresa atacará os trabalhadores sem piedade.

A luta de classes é o motor da história, e neste momento a luta está por demais acirrada. Assim, a classe trabalhadora precisa estar alerta e em estado de mobilização constante para poder combater o capital, que está tirando tudo o que conquistamos em décadas de lutas nas ruas, com mortos e feridos na luta. É hora de deixar quieta a ferramenta e lutar pela nossa sobrevivência e dignidade.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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