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Demissão em massa

Itaú aumenta a ofensiva contra os bancários com mais demissões

Banqueiros do Itaú/Unibanco demitem de uma só vez mais de 70 trabalhadores bancários cujo o objetivo é aumentar os seus lucros às custas da miséria da categoria

Bancários devem organizar uma mobilização contra as demissões – Foto Reprodução

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A ofensiva reacionária dos banqueiros avança a passos largos nos bancos através das demissões em massa na categoria bancária.

Os banqueiros golpistas do Banco Itaú/Unibanco acabam de demitir mais de 70 funcionários do setor do Centro Administrativo Tatuapé (CAT), localizada na zona leste da cidade de São Paulo. Em resposta a mais esse ataque dos banqueiros aos trabalhadores, a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou nesta terça-feira (22) uma paralisação das atividades do banco naquele centro administrativo, na parte da manhã, contra as demissões.

Mais essa leva de dezenas de demissões no Itaú é parte de uma política de conjunto dos banqueiros em despejar, nas costas dos trabalhadores, toda a orgia dos patrões para satisfazer os interesses de meia dúzia de parasitas. Recentemente, o banco anunciou um Plano de Demissão “Voluntária”, cujo o objetivo é demitir mais de 300 trabalhadores os quais o banco quer se ver livre. Os “elegíveis ou colaboradores” do famigerado PDV, como são denominados, são aqueles com igual ou superior a idade de 60 anos, que ocupam diversas funções na empresa, inclusive Técnicos Administrativos.

O golpe dos patrões em relação às demissões consiste em pressionar os trabalhadores que “gozam de estabilidade provisória no emprego decorrente de retorno de período de afastamento por motivo de saúde (doença ou acidente) em que tenham recebido auxílio-doença previdenciário”; “afastado por doença ou acidente há 30 dias ou mais”; “mesmo com alta do INSS do benefício de aposentadoria por invalidez, continuavam afastados há 30 dias ou mais em razão do médico do trabalho da Empresa ter constatado a inaptidão para o trabalho em exame de retorno realizado após a comunicação pelo empregado de alta da aposentadoria”; “estavam afastado do trabalho por doença ou acidente há 30 dias ou mais aguardando decisão de recurso administrativa ou de ação judicial já propostos até 31.01.2022 contra o INSS para reconhecimento ou reestabelecimento do auxílio-doença”; o prazo de vigência e para adesão ao programa será de 31/03/2022 a 29/04/2022.

A desculpa esfarrapada do Banco Itaú, de demitir essa leva de mais de 40 bancários, é que “uma das áreas atingidas foi a do segmento de veículos. O banco alega o baixo desempenho do setor. Também houve um processo de automação, o que diminuiu o serviço” (site spbancarios 17/03/2022)

Todo mundo sabe que os banqueiros vêm sistematicamente aumentando a ofensiva reacionária contra os trabalhadores bancários com a política de demissões. Somente no ano de 2021 os banqueiros demitiram, mas de 15 mil bancários, isso em plena pandemia, passando, inclusive, por cima dos acordos com os sindicatos da categoria em não demitir em quanto durasse a pandemia. Bem… A pandemia ainda não acabou e os bancos continuam demitindo à rodo.

Todas essas demissões no Itaú, política essa que não é exclusiva deste banco, diz respeito às reestruturações em andamento em praticamente todos os bancos, que vem ocasionando milhares de demissões de trabalhadores. A justificativa dos banqueiros é de se “adequar à realidade de mercado” que, na verdade, diz respeito ao aumento dos lucros dos banqueiros em cima do aumento da miséria da categoria.

É necessário organizar, imediatamente, a luta dos trabalhadores em uma gigantesca mobilização contra a política de demissões da categoria que visa única e exclusivamente encher os bolsos dos banqueiros sanguessugas, verdadeiros parasitas dos trabalhadores e de toda a população. Caso contrário, as demissões continuarão e o direito dos trabalhadores será cada vez mais suprimido pela burguesia.

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