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Mobilizando toda população

Dia 18: às ruas contra a reforma administrativa, Fora Bolsonaro!

A campanha deve ter um amplo caráter envolvendo todos os setores e criando um clima real de mobilização para este dia 18

Está nas mãos da CUT e dos militantes que de fato se colocam do lado da luta contra o golpe, fazer com que esta mobilização se expanda – Reprodução

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Com o encaminhamento por parte do governo federal da mais nova reforma administrativa a ser realizada contra os servidores públicos, a Central Única dos trabalhadores (CUT) definiu no último dia 30 um indicativo de greve geral dos servidores públicos a ser realizada no dia 18 de agosto. Impulsionando esta tendência de mobilização, a Frente Fora Bolsonaro aprovou a proposta feita pelo Partido da Causa Operária, e definiu o dia 18 como nova data nacional de mobilizações contra o governo Bolsonaro.

A nova reforma promovida pelo governo golpista afetará mais de 10 milhões de trabalhadores, atacando diretamente seus direitos trabalhistas e acompanhando a onda de privatizações e demissões realizadas nas principais empresas do país. O ato do dia 18 é assim uma data fundamental para a mobilização dos trabalhadores e a continuação direta da luta pelo Fora Bolsonaro.

A reforma contra os trabalhadores

A mobilização por parte dos trabalhadores servirá para colocar de vez a luta das principais categorias do país no movimento. Contudo, ao mesmo tempo em que a mobilização deu novos sinais de ampliação, um setor da esquerda pequeno-burguesa, representante da política da Frente Ampla com a direita burguesa, como PCdoB, PSOL, UP, entre outros, se colocou de maneira mais aberta pelo boicote da manifestação.

A proposta destes grupos consistia em realizar novas manifestações apenas em 45 dias, ou seja no dia 7 de setembro, quando já ocorrem tradicionalmente as manifestações do grito dos excluídos. Dessa maneira, a mobilização ficaria paralisada por mais de um mês, esfriando todo o movimento. Como justificativa desta política, os defensores da frente ampla traziam como base a “análise” realizada pela imprensa burguesa sobre as últimas manifestações, na qual as principais colocações equivocadas eram de que os atos estariam reduzindo de tamanho, como também, os manifestações estariam “cansados” das manifestações que não estavam dando o resultado esperado pela esquerda, supostamente.

Como não bastasse, mesmo após aprovar o dia 18 como data de mobilização nacional, este mesmo setor buscou divulgar para a imprensa burguesa, contrariando a principal decisão da reunião, que as manifestações só voltariam em setembro, um claro boicote às manifestações de agosto. Vazando para a imprensa burguesa antes mesmo do movimento passar a divulgar as novas datas, estes setores agem como fonte de informação direta para os golpistas.

O último ato realizado no dia 24 de julho mostrou de maneira mais visível as reais intenções destes grupos nas manifestações. Seguindo a política guiada pela imprensa burguesa, os defensores da frente ampla lançaram-se no chamado “Bloco Democrático” onde se juntaram com partidos da direita como PDT, Rede, PSB, entre outros, como também com o partido representante do golpe de estado, o PSDB.

Um golpe contra o movimento

A manobra consistia na tentativa de colocar os tucanos nas manifestações, aumentando a campanha em torno da terceira via, representada pelo governador do estado de São Paulo, o fascista João Doria.

A própria defesa do ato para o dia 7 consiste também em facilitar a política de alianças com a direita. Com a classe trabalhadora desmobilizada e os atos esvaziados, a manifestação pode ser mais facilmente tomada de assalto pelos principais partidos do golpe com a intenção de criar uma campanha artificial em torno da candidatura da burguesia para 2022.

Para impedir que isto ocorra é necessário se contrapor a toda a política de frente ampla. A única maneira de avançar contra a extrema-direita é passando por cima da direita tradicional, dita “democrática”, que encabeça a terceira via. Para isso, é preciso colocar na ordem do dia uma intensa campanha de mobilização política dos trabalhadores.

Este problema de classe é uma questão de extrema importância para a mobilização. Até o momento as mobilizações têm em seu interior em grande medida setores da classe média e militantes partidários, esta composição facilita a ação dos grupos da direita com o aval da esquerda pequeno-burguesa. No entanto, com a presença da classe operária mobilizada nos atos a relação de forças no interior do movimento se altera rapidamente, levando a mobilização muito mais à esquerda.

Com os trabalhadores, a frente ampla não tem vez

Com os trabalhadores presentes a ação da frente ampla se tornará praticamente inviável, graças ao grande repúdio que a classe operária tem aos setores que compõem essa frente, como também graças à candidatura de Lula, que representa a luta dos trabalhadores contra o regime golpista.

Por sua vez, para criar este movimento é fundamental impulsionar a realização de uma grande mobilização nacional neste dia 18. O correto chamado realizado pela CUT deve ser aproveitado para levar às ruas toda militância, sindicalistas, etc. entrando em contato direto com a população pobre e oprimida.

É preciso sair às ruas, realizar panfletagens nos centros urbanos, nas estações de ônibus e metrô, assim como nos bairros populares e nas fábricas das principais categorias atingidas pelo regime golpista. Com a mobilização dos servidores públicos, um dos setores mais à esquerda na luta contra o governo Bolsonaro, se torna ainda mais importante fortalecer a campanha nas categorias, sobretudo contra a reforma e também contra as privatizações, que já afetam algumas das principais empresas do país, como Petrobras, Eletrobras e Correios.

A campanha deve ter um amplo caráter envolvendo todos os setores e criando um clima real de mobilização para este dia 18, independentemente da política de boicote levada à frente por setores da esquerda pequeno-burguesa. Está nas mãos da CUT e dos militantes que de fato se colocam do lado da luta contra o golpe fazer com que esta mobilização se expanda e que o dia 18 seja um novo passo rumo a uma intensa mobilização da população, criando as possibilidades de uma nova greve geral e da derrubada do regime golpista.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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