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Conferência Sindical

Veja como foi a Conferência Sindical da Corrente Causa Operária

A conferência nacional da Corrente Sindical Causa Operária reuniu trabalhadores de todo o país e definiu um programa de luta para os trabalhadores diante da grave crise.

Trabalhadores de todo o país e da Europa participaram e aprovaram um programa combativo. – Fotos por: Arquivo DCO.

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No último final de semana, dias 15 e 16 de janeiro, ocorreu em São Paulo a Conferência Nacional da Corrente Sindical Causa Operária, reunindo trabalhadores de diversas categorias como servidores federais, estaduais e municipais, professores, técnicos em educação, metalúrgicos, ecetistas, bancários, técnicos em saúde, de todo o país e também de fora do país, como os representantes de Londres, Barcelona e Viena.

A conferência teve início no sábado (15) às 10:30 com as saudações iniciais aos participantes e apresentação da proposta de cronograma da conferência. Em seguida o companheiro Antônio Carlos Silva, coordenador nacional da corrente sindical causa operária, fez o informe político sobre a situação do movimento sindical nos últimos anos. Destaque na sua fala para o que chamou de “paralisia das direções sindicais” que desde o início de 2020 estão numa posição e prostração, com os sindicatos fechados, fazendo atividades pela internet e deixando os trabalhadores totalmente reféns da política da direita. Outro destaque em sua fala foi sobre a oportunidade que a candidatura do ex-presidente Lula representa para os trabalhadores romperem essa paralisia das direções e reivindicarem um programa que atenda de forma ampla as demandas materiais dos trabalhadores, duramente atacados desde o golpe de 2016, programa que esta conferência deve discutir e aprovar, disse Antônio Carlos.

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Em seguida foram abertas as falas para as colocações gerais dos participantes, as quais expressaram total concordância com a análise política apresentada e incrementaram as posições, como os companheiros do ramo da educação, que lembraram que a necessidade de recuperar as perdas salariais de professores e técnicos a nível nacional e estadual, como em São Paulo, que estão há muitos anos aumento salarial. Os companheiros bancários que citaram a importância de incluir no programa de lutas a reivindicação pela estatização do sistema financeiro nacional para estancar a sangria do orçamento público. Os companheiros metalúrgicos que lembraram como greves históricas da categoria, foram responsáveis por ajudar a derrubar o regime da ditadura militar, mostrando que o caminho é a mobilização dos trabalhadores. Os ecetistas que reforçaram a necessidade de lutar para substituir as direções sindicais pelegas, burocratizadas, envelhecidas, por direções revolucionárias que adotem uma política de real enfrentamento dos patrões, da burguesia, e não de acordo constante com esta, citando que isto é fundamental para a reversão e fim da política de privatizações.

Após estas considerações mais gerais sobre a política do movimento sindical houve a pausa para o almoço das 14:30 às 15 horas. Retornando do almoço alguns companheiros que haviam se inscrito anteriormente, fizeram suas colocações. Às 16 horas uma nova pausa para que fosse acompanhada a Análise Política da Semana, apresentada pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO, com alguns companheiros participando da análise diretamente dos estúdios da COTv. A Análise Política é fundamental pois além de ser feita exatamente para a orientar a luta da classe trabalhadora, permite fazer as conexões necessárias com outros acontecimentos do Brasil e no mundo que impactam a luta de classes no país. Ao fim da análise e vários esclarecimentos feitos ao movimento, os companheiros retornaram para o local da conferência e teve início a confraternização com roda de música, seguido por uma partida de futebol organizada pelos militantes do PCO, à partir das 20 horas.

No domingo (16) as atividades tiveram início às 10 horas com a discussão do documento “Um programa para a luta dos trabalhadores diante da crise” um documento que visa colocar em prática a luta dos setores mais combativos da esquerda proletária. A discussão do documento, com um texto base apresentado pela coordenação da corrente sindical causa operária, foi das 10:00 até às 12:30 h com várias intervenções e propostas de inclusões pelos participantes. Ao final do debate a o documento foi votado e aprovado por unanimidade.

Um Programa para a Luta dos Trabalhadores Diante da Crise

Pontos Centrais:

  • Redução da jornada de trabalho para o máximo de 7 horas por dia, 5 dias por semana (35 horas); trabalhar menos para que todos trabalhem;
  • Proibição das demissões e readmissão de todos os demitidos na pandemia; ocupação e controle dos trabalhadores sobre as empresas que demitam ou ameacem fechar;
  • Salário-desemprego igual ao último salário recebido para todos os trabalhadores demitidos;
  • Passe-livre nos transportes para desempregados (a partir do fim do recebimento do auxílio desemprego) e trabalhadores da economia informal que deve ser garantido com o fim de aberrações como o subsídio de R$ 1 trilhão para em[1]presas do petróleo e o auxílio moradia para juízes;
  • Proibição de despejos e cortes de serviços essenciais (como água, luz, gás etc.) para todos os desempregados.

Os demais pontos aprovados serão publicados com a versão final do documento.

Destaque para a participação dos companheiros da Europa e para o informe do companheiro Cláudio de Barcelona, o qual fez um panorama da reforma trabalhista espanhola e a decisão do governo espanhol pela sua revogação, mostrando que esta já não atendia os interesses dos principais setores empresariais do país. O companheiro também aproveitou a oportunidade para denunciar a perseguição aos trabalhadores metalúrgicos de Cádiz, pela polícia e governo local, estando muitos dirigentes presos.

Em seguida foram formados grupos de trabalho por categorias para discutir propostas para o desenvolvimento da corrente causa operária em cada categoria e na região de cada um dos participantes, de forma a expandir o trabalhado da corrente em todo o país. Foram discutidas a realização das reuniões, a elaboração de boletins e formas de financiamento, a atuação nas redes sociais e atividades sociais.

Destaque para a corrente sindical Educadores em Luta que apresentou um programa específico completo para a categoria com propostas como: recomposição de 100% das perdas salariais; piso salarial de pelo menos 7 mil reais; máximo de 25 alunos por sala; manutenção do piso salarial com o um terço das atividades extraclasses para todas as redes, entre outras.

Por fim, foram apresentadas as propostas discutidas em cada grupo de trabalho e aprovadas. Por volta das 17 horas foram feitas as considerações finais, o agradecimento aos participantes pela mesa dirigente (a coordenação da corrente sindical causa operária), as falas finais dos companheiros. Após o encerramento dos trabalhos, uma confraternização com música ao vivo e cerveja gelada ocorreu até o início da noite.

A Conferência Nacional da Corrente Sindical Causa Operária mostrou que é preciso acabar com a política defensiva das direções em não realizar atividades presenciais, em não mobilizar os trabalhadores em seus locais de trabalho e que é preciso chama-los a intervirem na situação já, em defesa da candidatura de Lula, de um programa que atenda os interesses dos trabalhadores concretamente e melhore suas condições de vida.

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