Reagendado a edição de hoje do programa Arte e Revolução

PL 1043/2019

Banqueiros aumenta a ofensiva reacionária à categoria bancária

Depois das diversas derrotas em aprovar o Projeto de Lei, os banqueiros retomam a carga, na calada da noite, para que o mesmo seja aprovado o mais breve possível

Carteira de trabalho – Foto Reprodução

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Está marcada para o próximo dia 02 de dezembro, a votação de mais uma medida dos banqueiros, e dos seus governos de plantão, que ataca diretamente um direito da categoria bancária, conquistada através de muito sangue e suor.

Trata-se da votação na Comissão de “Defesa” do Consumidor, no reacionário Congresso Nacional, do PLPL 1043/2019 1043/2019, cujo o autor faz parte do partido que é representante da Ditadura Militar na década de 1960, Arena e, hoje se esconde na legenda dos “Democratas” (DEM) de São Paulo, o golpista David Soares, que determina a abertura dos bancos nos finais de semana, cujo o deputado, também golpista, Fábio Ramalho, (MDB/MG) é o relator, e indicou a sua aprovação.

Depois das diversas derrotas em aprovar o Projeto de Lei, os banqueiros retomam a carga, na calada da noite, para que o mesmo seja aprovado o mais breve possível.

Uma das justificativas do Projeto do “nobre” deputado golpista, David Soares é que, “o horário de funcionamento das agências bancárias, contudo, é reduzido e se sobrepões à jornada de trabalho da imensa maioria das pessoas. Isso dificulta a realização de pagamentos, saques e outras transações bancárias”. (Justificação, Projeto de Lei site camara.leg.br)

Tal justificativa não deixa margem de dúvida de que esses deputados e governos estão, todos, nos bolsos dos banqueiros. Se o problema é de que o funcionamento das agências “se sobrepões à jornada de trabalho da imensa maioria da população”, porque não um projeto para estender o atendimento das agências bancárias ao longo dos cinco dias úteis da semana! Como inclusive é reivindicado pelo movimento sindical para que os bancos retornem ao atendimento ao público, como acontecia na década de 1990, das 9h às 17h. A resposta é óbvia: os banqueiros não admitem, de forma nenhuma, ter que contratar mais trabalhadores, ou seja, aumentar os custos na folha de pagamento, para que cumpram, no caso, dos dois turnos de trabalho. Ao invés disso, o que se viu foi a redução do horário de abertura das agências e em consequência, diminuição drástica do número de trabalhadores bancários que, passaram, desde os anos 90, do famigerado governo de FHC, dos mais de 800 mil para, nos dias atuais, um pouco mais de 400 mil bancários.

A ideia, com a abertura nos finais de semana, é aumentar, ainda mais, a superexploração dos trabalhadores com o objetivo de aumentar a pança de meia dúzia de banqueiros vagabundos, que vivem às custas da miséria dos trabalhadores e de toda a população.

A jornada de trabalho de 30 horas semanais foi fruto de uma conquista realizada através de muita luta, inclusive ceifando a vida de 9 bancários, a 92 anos atrás, na vitoriosa greve de 63 dias, em 1933, contra a extenuante jornada dos bancários e devido a grande incidência de adoecimento na categoria, que persiste até os dias de hoje e, devido a uma intensa pressão, o Congresso Nacional, na época, foi obrigado a aprovar a Lei que garante a jornada de 30 horas.

Hoje a situação de adoecimento na categoria não melhorou em nada, ao contrário disso, só piorou. Os bancários estão no topo da lista da categoria com maior incidência de adoecimento laboral, tanto físico quanto psíquica; a maior em incidência com problemas de alcoolismo e depressão, devido a situação de pressão pela qual os bancários passam todos os dias, com as agências lotadas com a falta de pessoal, quanto a pressão dos chefetes de plantão que tocam terror no bancário para atingir metas de vendas de produtos.

A abertura das agências nos finais de semana é mais uma investida, dos banqueiros e dos seus representantes nos governos e no Parlamento, contra a categoria, um profundo ataque aos bancários, que extingue um direito histórico da categoria, que deveria estendido para as demais categorias de trabalhadores.

Nesse sentido não basta realizar campanhas para “pressionar” parlamentares, que estão nos bolsos dos banqueiros e capitalistas. É necessário organizar, toda a categoria bancária, por uma gigantesca mobilização para barrar mais essa ofensiva reacionária da direita golpista. Fazer como fizeram os bancários, no período que conquistaram a jornada de 30h semanais, uma greve de toda a categoria. Somente desta forma que os patrões e seus lacaios deixarão de tentar por fim aos direitos dos trabalhadores.

Que os capitalistas arquem com a crise capitalista, da qual são os únicos e exclusivos responsáveis.

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