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Crime

Banco do Brasil determina retorno do trabalho presencial

A palavra de ordem dos sindicatos deve ser um vigoroso NÃO ao retorno ao trabalho presencial

Agência do BB – Foto: Reprodução

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A direção golpista do Banco do Brasil determinou, em reunião no dia 23 de novembro, a exigência do retorno ao trabalho presencial de todos os funcionários, inclusive aqueles que fazem parte do Grupo de risco, até o final do ano e, ainda decidiu em reduzir o afastamento mínimo para 1 metro entre as posições de trabalho.

Conforme este Diário vem noticiando sistematicamente, os banqueiros e seus governos estão retornando a volta ao trabalho presencial sem que a pandemia tenha efetivamente acabado.

Seguindo as orientações do governo ilegítimo Bolsonaro, os bolsonaristas, que hoje se encontram à frente a empresa, estão tocando o terror através de ameaça aos trabalhadores, para os mesmos retornem ao trabalho, sendo que a medida do banco, até este momento, de volta fosse de forma “voluntária”.

Como o trabalhador não é trouxa, foram poucas as pessoas que se arriscaram, mesmos com as ameaça, a retornarem. Agora, o banco resolveu, de forma autoritária, determinar que todos voltem aos seus locais de trabalho presencialmente.

Recentemente, conforme matéria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a cavalgadura do Presidente do BB, Fausto Ribeiro, visitou um dos blocos do complexo de prédios do Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp), na zona sul da capital paulista e “promoveu aglomerações e incentivou a dispensa de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) no momento que se pede ainda cuidados em relação à pandemia de covid-19”. (site spbancarios 22/11/2021)

Sempre é bom lembrar que a pandemia do coronavírus continua matando centenas de pessoas todos os dias e contaminando outras dezenas de milhares. São 22 mil casos de contaminação e cerca de 300 mortes diárias, isso sem falar que apenas 60,4% da população brasileira está totalmente vacinada, sendo que, conforme estudos científicos, para que se tenha certa tranquilidade é necessária que pelo menos 80% de toda a população esteja completamente imunizada.

Esses vagabundos genocidas, não levam em conta o número gigantesco de mortes e de contaminação na categoria bancária. A política desses banqueiros e de seus governos, para com os seus trabalhadores, é de que se lasque a vida das pessoas que, para eles, são considerados apenas como números, o que interessa é o lucro para satisfazer os interesses de meia dúzia de parasitas, que não se submeteram em momento algum qualquer tipo de risco em relação à pandemia. Estão em suas mansões, se deliciando dos prazeres da vida enquanto os bancários morrem feito moscas para manter os privilégios dessa cambada de sanguessugas.

A palavrada de ordem dos sindicatos deve ser um vigoroso NÃO ao retorno ao trabalho presencial. Volta ao trabalho só depois que 80% de toda a população estiver devidamente imunizada.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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