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Rafael Dantas

Sobre o RAFAEL

Membro da direção nacional do PCO, é também Secretário de Relações Internacionais do partido.Atua na imprensa partidária desde que começou a militar, no início dos anos 2000.Chefia a redação do jornal Causa Operária, sendo um dos responsáveis pela publicação regular do semanário impresso do partido há 14 anos.Estudou Filosofia na USP, onde travou uma luta política ao lado de outros companheiros do PCO e da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) na liderança da ala extrema esquerda do movimento estudantil nas famosas greves com ocupação da reitoria em 2007 e 2011.Editou, de 2011 a 2014, o Jornal da USP Livre!, porta-voz da oposição à reitoria de João Grandino Rodas, da luta contra a Polícia Militar no campus e pelo poder estudantil na Universidade.Palestrante, ministrou aulas em diversos cursos da Universidade Marxista do PCO. Apresenta, na COTV, o telejornal Resumo da Semana, aos domingos, às 20h30.

Membro da direção do PCO. Secretário de Relações Internacionais do Partido. Chefe de redação do jornal Causa Operária

Exclusivo de Lugansk

“A ONU é um lixo americano”

Líder do Partido Comunista concede entrevista à equipe de Causa Operária no Donbass

─ Rafael Dantas e Eduardo Vasco, de Lugansk

A equipe da imprensa do Partido da Causa Operária na Rússia chegou hoje (12) à República Popular de Lugansk (RPL), no Donbass. Visitamos a sede do Partido Comunista da RPL, um prédio de dois andares que fica de frente a edifícios e casas completamente destruídos pelos ataques do exército ucraniano em 2014. A própria sede do partido ─ que tem na entrada um enorme busto de Lênin e outro de Stálin ─ sofreu ataques e ainda conta com inúmeros buracos de bala nas paredes.

Fomos recebidos pelo secretário-geral do partido, Igor Gumenyuk, acompanhado de dois membros do Komsomol, a juventude comunista. O líder dos comunistas de Lugansk nos explicou que seu partido foi fundado ainda quando a RPL não havia sido criada e era um Oblast da Ucrânia. No entanto, com o golpe de 2014, apoiou a independência do país. O partido não tem representação parlamentar na RPL.

O PCRPL mantém uma estreita relação com o Partido Comunista da Federação Russa e também com os seus pares de Donetsk. Juntos, têm desempenhado papel de destaque na organização do envio de ajuda humanitária à população do Donbass, o que não é feito por nenhuma organização internacional. “A ONU é um lixo americano”, diz Gumenyuk.

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Qual o papel do seu partido nesta guerra?

Somos civis, embora haja militares e oficiais entre os comunistas. Apoiamos o nosso povo em sua busca pela integração com a Rússia. Temos atuado em conjunto com o Partido Comunista da Federação Russa (PCFR) e estamos realizando muito trabalho de assistência humanitária à população nas áreas liberadas da República Popular de Lugansk, bem como assistência aos militares. Até a data, já conseguimos mais para ajuda humanitária mais de 60 toneladas de alimentos, farinha, cereais, massas e água.

Vimos vários outdoors do partido Rússia Unida…

É o partido do governo.

As organizações humanitárias internacionais ajudam o povo do Donbass?

Apenas em um pequeno volume. A Cruz Vermelha chegou a fazer alguma coisa. Mas basicamente toda a ajuda vem da Rússia.

Qual a sua avaliação do papel da ONU?

Ela é um lixo americano.

Os militantes do partido chegaram a pegar em armas contra os nazistas ucranianos?

O partido é uma organização civil, não militar. Mas certamente entre os voluntários da luta armada há membros do partido, embora não tenhamos essa estatística.

Qual a relação com o governo de Lugansk?

Somos uma oposição construtiva.

Vocês consideram que o que ocorreu em 2014 em Lugansk [a declaração de independência e o levante armado contra a agressão de Kiev] foi uma revolução dos trabalhadores?

Não. Foi um conflito civil que não tem uma essência de classe. A maioria dos habitantes do sul e do leste da Ucrânia estão prestes a se unir à Rússia. E os golpistas de Kiev estão empenhados em suprimir os direitos da população de língua russa.

Que resultado você espera dessa operação militar especial da Rússia?

O que o nosso povo quer é a paz em nossa terra e a preservação de nossos valores tradicionais, culturais e históricos.

Como é a colaboração do partido com o povo e o Partido Comunista de Donetsk?

Existe uma cooperação internacional estreita e frutífera. Os comunistas do Donbass são parte integrante da vanguarda do povo. Junto com o povo, esperamos a paz e o estabelecimento de um regime democrático, que são os princípios de uma sociedade livre.

Quantas famílias estão sendo ajudadas pelos esforços dos comunistas do Donbass?

Não temos esse número. Mas desde 2014, junto com o PCFR, nós prestamos ajuda com alimentos, roupas e remédios.

Outros partidos fazem algo parecido?

Sim. Nossas organizações públicas e os partidos e movimentos sociais russos também o fazem. Mas a primeira ajuda humanitária que chegou ao Donbass, ainda em 2014, veio do PCFR durante os três meses das mais ferozes hostilidades. Foi o primeiro a enviar insulina para os diabéticos e comida para os bebês. Desde 2014 prestamos essa assistência.

As pessoas afetadas pela guerra estão conseguindo reconstruir suas vidas? Existe emprego, moradia, escolas?

Nas condições de lei marcial há muitas dificuldades (moradias danificadas, problemas sociais, domésticos). Quando houver paz, ela contribuirá para a vida normal e pacífica dos cidadãos.

Houve mudanças econômicas desde a independência de Lugansk? Empresas foram expropriadas? O Estado assumiu uma parte da economia?

Sim. As mudanças nas condições de bloqueio econômico são uma etapa muito difícil. Mas a nossa república respeita o direito de propriedade. Não houve expropriação sem que tivesse de passar pelo aval do Judiciário. Antes de a Rússia nos reconhecer como república, as condições econômicas eram muito mais difíceis. A Ucrânia não tinha interesse em investir na economia de Lugansk.

O partido sofreu perseguição dos nazistas? O que aconteceu aqui na sede? Vimos buracos de balas nas portas…

Durante os combates em 2014, duas bombas atingiram o andar térreo do nosso prédio, deixando duas pessoas mortas e outras feridas. Na Ucrânia, isso é chamado de “descomunização” e como resultado não apenas as pessoas mas também os monumentos em homenagem aos defensores da URSS na II Guerra e a Lênin foram atacados. As ruas foram renomeadas com os nomes dos cúmplices de Hitler e de todos os tipos de canalhas.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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