Juliano Lopes

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Membro da Direção Nacional do PCO. Secretário de Negros do Partido. Advogado.

Expressão

“Xandão” e o pau que bate em Chico

O Dops (Departamento de Ordem Pública e Social) também cumpria a função que o STF pretende cumprir

Observando a reação da esquerda diante do caso Daniel Silveira, me vem sempre à mente a ideia dos poderes eleitos e os não eleitos. Por qual motivo uma pessoa, que não foi eleita por ninguém, deveria exercer ou deixar de exercer um poder público? Prender ou soltar alguém?

Nesse sentido, não só o STF (Supremo Tribunal Federal), do “Xandão”, é totalmente arbitrário como todo e qualquer juiz, especialmente os ligados à justiça penal. Como uma pessoa que não teve um único voto de ninguém pode mandar alguém para a cadeia? Com que legitimidade ela faria isso?

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O judiciário brasileiro não é eleito, ao contrário do que ocorre em alguns países. É o único que não passa pelo crivo popular, nesse sentido é o mais fácil de controlar, ao contrário do que se pensa. É mais fácil corromper. É o poder que pode ficar nas mãos dos ricos sem muito problema, posto que ninguém precisa se submeter a um pleito popular, e ainda por cima são em número reduzidíssimo.

Nessa conta, a dura realidade é que Daniel Silveira tem mais apoio popular que “Xandão”, um dos ministros biônicos do STF. 

Isso para começar o debate. 

Para continuar, Daniel Silveira não fez absolutamente nada. Só falou. Falar não é crime. Toda e qualquer pessoa tem (ou deveria ter) o direito de falar o que quer que seja, por mais que isso incomode um determinado setor da sociedade, um poder, ou uma pessoa.

Por que uma coisa dita é boa e outra é má? Quem vai determinar isso? Quem vai determinar que uma coisa dita é crime e outra não? Os biônicos do STF ou do Superior Tribunal de Justiça? Do Tribunal Superior Eleitoral? Claro que não. Isso sim seria uma ditadura.

Estão tentando esticar a corda para tornar certas declarações e manifestações de pensamento em crimes de opinião, seja pela chamada apologia ao crime (você falar que tal pessoa deveria apanhar ou morrer seria crime), seja pela crítica aos órgãos do Estado burguês, agora transformadas em “atentados” contra a democracia. 

Ora, se o estado não pode ser afrontado nem mesmo por críticas ou ofensas, é uma verdadeira ditadura, de fato. Não se pode falar, criticar, xingar o estado burguês e seus representantes. Ora, porque? Só para não ofender aqueles que pisam na cabeça do povo em nome da burguesia? Oras!

O Dops (Departamento de Ordem Pública e Social) também cumpria a função que o STF pretende cumprir: combater crimes de ordem política contra o regime estabelecido. 

E não é à toa que o elemento mais ativo dessa ação no STF seja Alexandre de Moraes, homem que esteve com o PSDB ao longo de sua vida, tendo chefiado a macabra ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) entre 2015 e 2016, durante o governo do tucano Alckmin em São Paulo. 

Foi em sua gestão que a PM de São Paulo foi responsável por 25% das mortes violentas no estado. Foi ele quem determinou o uso, pela primeira vez, de blindados israelenses para enfrentar manifestações estudantis daquela época. Nada mais democrático.
E a esquerda bate palma para a prisão de Silveira a mando de Xandão. 

Pau que dá em Chico…

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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