Juliano Lopes

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Membro da Direção Nacional do PCO. Secretário de Negros do Partido. Advogado.

Futebol arte

Por que defendemos Neymar

Atacar Neymar neste momento é crucial para os negócios imperialistas do futebol, um dos mais lucrativos de todo o mundo.

É corrente no meio da esquerda pequeno-burguesa a aversão ao futebol e aos seus jogadores, especialmente neymar, o maior craque do esporte em atividade.

O PCO é famoso por defender Neymar e o futebol brasileiro, e vou tentar colocar aqui da maneira mais clara possível as razões disso.

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O “football” como era chamado em seu início, efetivamente teve como fundadores gente da classe mais nobre. No Brasil era comum que apenas os integrantes da elite praticassem o esporte, que naquela altura possuía nome das posições todos em inglês.

Com a chega ao Brasil, o negro e o trabalhador brasileiro revolucionaram o esporte e o tornou o que conhecemos hoje, um esporte de paixão mundial, e muito caro à classe trabalhadora. Pelé é o símbolo máximo dessa revolução, por isso, incomparável.

Essa revolução no futebol fez com que, nesse esporte, as potências imperialistas, os europeus e outros países poderosos, finalmente pudessem ser derrotados em algum âmbito da vida social, e é o que vimos desde então, com o Brasil sendo o maior campeão do mundo.

Neymar, bem como Ronaldo Fenômeno, Romário e outros em outras épocas, é o representante deste futebol vitorioso, revolucionário. Que usa o drible para escapar da violência. A finta para escapar da força bruta, arma tão comum dos poderosos.

O imperialismo nunca se contentou em deixar o Brasil neste posto, de melhor do mundo, de celeiro dos melhores jogadores do mundo, pois pretende que tudo isso seja, também, como todo resto, dos poderosos capitalistas. Por isso a campanha contra Neymar, contra a seleção, contra o futebol brasileiro.

Além da campanha do imperialismo, a esquerda pequeno-burguesa também se somou à campanha, ela mesma odiosa do futebol desde sempre, afinal. As acusações de bolsonarismo, machismo, alienação e outros, que a esquerda pequeno-burguesa acrescentou, servem para fazer frente com a imprensa burguesa.

Neymar é alvo de uma ampla campanha contra sua pessoa porque representa, no momento, o futebol campeão de cinco taças do mundo, o futebol arte que sempre se livrou da truculência das seleções europeias. Ele faz coisas que os outros jogadores não conseguem fazer, como disse Zinedine Zidane, um dos poucos ídolos europeus (de origem argelina) que praticava um futebol mais parecido com o brasileiro. Só não enxerga isso quem não gosta de futebol, e, neste caso, não gosta de um patrimônio do povo brasileiro.

Atacar Neymar neste momento é crucial para os negócios imperialistas do futebol, um dos mais lucrativos de todo o mundo. Significa impor a fórmula europeia de conjunto, como o futebol feio, duro, de correria, e também a privatização de tudo que envolve o esporte, a transformação dos clubes em S/A, o futebol sem torcida organizada, longe do povo, perto dos investimentos, das ações, do mercado especulativo.

As acusações extra-campo são da mesma natureza, e cumprem a mesma função de atacar o futebol brasileiro, que deve ser visto como um patrimônio do povo, na luta pela soberania nacional, por isso a defesa do esporte feita por este diário. Nesse sentido, o que pensa Neymar sobre a política é secundário. Ele não é político profissional, é jogador de futebol, e precisa ser criticado como tal.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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