Juliano Lopes

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Membro da Direção Nacional do PCO. Secretário de Negros do Partido. Advogado.

Conferência de Negros

O falso debate do fim da PM

Ninguém da favela se coloca contra as reivindicações apontadas pelo programa do Coletivo João Cândido, especialmente a questão do fim da polícia e Lula presidente

Neste final de semana foi realizada a Conferência de Negros do PCO, no Jacarezinho (RJ), onde foram discutidas as questões fundamentais da luta do negro, bem como aprovadas resoluções em torno da luta por Lula presidente e o fim da repressão, o fim das polícias.

Desde o momento da chegada dos ativistas na atividade até o final da mesma, entre os participantes e a população do Jacaré, não havia uma discussão sobre o fim da polícia e a eleição de Lula. Essas são questões unânimes, ou seja, não existe um debate, mas a necessidade de se fazer algo a respeito.

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Ao longo desse tempo militando pelo PCO, eu tive a oportunidade de debater a questão do fim da polícia, seja dentro dos nossos órgãos de imprensa, seja em outras oportunidades, e se colocaram uma série de outras questões: acabar com a PM? E depois, quem vai fazer a segurança? Desmilitarizar não é melhor? Polícia cidadã, com formação em direitos humanos não é a saída?

Chegamos praticamente escoltados pela PM. Seja na entrada da favela do Jacarezinho, seja durante o evento, que teve, só no sábado, a “vistoria” de pelo menos oito agrupamentos do BOPE. Até drone foi destacado para a atividade e um sentinela ficou a alguns metros da atividade. Sempre com fuzis, sempre apontando para todos os moradores.

De mamando a caducando, como se diz, ninguém da favela se colocava contra as reivindicações apontadas pelo programa do Coletivo João Cândido, especialmente a questão do fim da polícia e o fim da repressão. É natural, ali o povo está debaixo da bota dos policiais 24 horas por dia.

Esse “debate” foi colocado pela esquerda pequeno-burguesa, que não consegue imaginar a sociedade sem a polícia da burguesia e, por consequência, sem as prisões, sem o sistema penal, responsável por quase um milhão de almas encarceradas no atual momento. Em grande medida, essa esquerda classe média concorda e defende que determinado setor da sociedade viva sob repressão, essa é a verdade.

Mas dentro do povo favelado, esse debate não existe. O que existe é uma vontade de fazer alguma coisa sobre o problema.

Estivemos no Jacaré por dois dias e a presença da PM foi regular e constrangedora. Mesmo no segundo dia, realizado na sede da escola de samba do Jacarezinho, a PM passou várias vezes, sem falar que um QG da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) estava instalado justamente à frente da escola.

Essa presença serve, dentre outros, para impedir que o negro favelado não se organize em torno dos seus direitos mais fundamentais. Para os que lá estiveram foi fácil perceber que a situação do negro é um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento e colocar abaixo todas as imposições do regime.

A tarefa do momento é organizar esse povo, da maneira que for possível, para expulsar a PM das comunidades, das periferias, das favelas. Organizar comitês de defesa, para que ninguém mais seja morto por ações arbitrárias da polícia. Acabar com o “debate”, que, conforme foi visto, é um papo furado.

Outra discussão que não existe na periferia é a questão do Lula presidente.

É unânime o apoio ao ex-presidente na favela do Jacaré, e, naturalmente, em qualquer favela brasileira. Se a esquerda enrola na questão do apoio ou mesmo é contra, a população favelada é totalmente a favor ao retorno à presidência do líder máximo do PT, e totalmente contra Jair Bolsonaro, e exatamente por isso a campanha precisa sair às ruas imediatamente.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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