Juliano Lopes

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Membro da Direção Nacional do PCO. Secretário de Negros do Partido. Advogado.

Blitz

Ela quer morar comigo na lua

Belo dia, no raiar do sol em Brasília (DF), "Xandão" decidiu fechar as redes sociais de um partido inteiro

Por muito tempo me chamou atenção a reverência que alguns setores da esquerda prestam para pessoas do Poder Judiciário. A presença de advogados em assembleias, como no caso da prisão de Lula em São Bernardo do Campo (SP), a confiança nos juízes, enfim, tudo isso eu olhava com bastante raiva.

Explico: nunca vi em setores populares essa admiração, muito pelo contrário. Juiz é uma das figuras mais odiadas pelo povo, pelo simples fato de que ele manda e desmanda na vida de uma pessoa comum. Pode acabar com a vida dela com uma simples assinatura, e é o que acontece todos os dias, por exemplo, na justiça penal.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) teve papel significativo na manutenção do regime durante toda a ditadura militar (1964-1985), e ainda cumpre bem essa tarefa, bastando, para nós, lembrarmos do golpe contra Dilma Rousseff (2016) e a prisão de Lula (2018).

A esquerda, em formato de capacho, deu para Moraes o apelido de Xandão, quando este começou a perseguir os bolsonaristas. Estava tudo certo: censura, fechamento de redes sociais, prisões, etc. Contra eles, tudo. “Xandão”… para um homem ligado à segurança pública de São Paulo, imaginem vocês onde a esquerda chegou.

Agora, como todos sabem, o PCO entrou na mira do “Xandão”. A ordem é fechar nossas redes sociais e que a Polícia Federal fizesse a oitiva de Rui Costa Pimenta, presidente do PCO. O crime? Chamar Alexandre de Moraes de Skinhead de toga, defender a eleição dos juízes e o fim do STF. Não se pode mais falar essas coisas. 

E todo esse clima me lembrou da minha infância. Juiz e policial sempre foram odiados lá nas minhas terras. No futebol, os boleiros sabem bem disso, juiz é profissão que precisa de auxílio periculosidade e insalubridade, além de escolta, se não apanha mesmo, se brincar, pelas duas torcidas do jogo. 

E com Xandão eu vi porque ninguém gosta. Belo dia, no raiar do sol em Brasília (DF), decidiu fechar as redes sociais de um partido inteiro, na cara dura. Porque fez isso? Porque ele pode, simples assim. E esse é o problema.

Como não tem ninguém que possa controlá-lo, na verdade, Xandão pode se considerar o presidente da República, se assim o quiser. Sua jurisdição é o Brasil todo, conforme já assentado em processos que tramitam naquela corte.

Essas poucas linhas podem render alguma sorte de censura, de processo civil ou criminal, quem haverá de saber? Essa é a desvantagem do crime de opinião (que não tem vantagem), que a esquerda esqueceu de denunciar. Faz pouco mais de 35 anos que tínhamos que ler jornais rasgados e ouvir discos riscados pelo DOPS, e a esquerda, agora, ajuda na censura.

Toda proibição, inquérito, processo e censura me fazem lembrar do Tio Lili, que certa vez, em meados de 1980, falava para nós crianças que, quando crescermos, andarmos com a carteira de trabalho no bolso. Isso era um salvo conduto para você tentar se livrar da repressão policial e de uma boa dura dos meganhas.

Lembro também do Blitz, e suas perigosas canções proibidas. Cheguei a ver um disco (As Aventuras de Blitz) com os conclames da própria banda, com medo, dizendo: “Por terem sido vetadas pela censura (D.C.P.D), as últimas faixas do lado B foram intencionalmente inutilizadas”. Uma raridade, uma pérola, vale uma nota hoje em dia, a expressão.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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