Juliano Lopes

Membro da direção nacional do PCO e coordenador do Coletivo de Negros João Cândido.

Juliano Lopes é formado em Direito pelo Centro Universitário de Brasília, advogado e dirigente da Secretaria Nacional Jurídica do Partido da Causa Operária. Integrantes do Comitê Central do PCO, atuou durante anos como redator do Diário Causa Operária e é colunista do Jornal Causa Operária.

Coordenador do Coletivo de Negros João Cândido, o qual é responsável por elaborar e aplicar uma política democrática e revolucionária para o movimento negro, na organização da emancipação dos negros, que só pode ser completa com a revolução socialista e a abolição da propriedade privada e o fim da repressão estatal.

Membro da Direção Nacional do PCO. Secretário de Negros do Partido. Advogado.

Censura

Apesar de você

A luta contra a direita não tem nada a ver com o fim da liberdade de expressão

Eis que estou escrevendo uma coluna para defender a liberdade de expressão do Mamãe Falei, alcunha do Sr. Artur do Val, do Patriota. O deputado foi condenado por falar, por pensar e expressar que dois advogados bolsonaristas eram “gado bolsonarista”.

O interessante mesmo é que com o próprio Artur do Val o PCO já tivemos uma série de entreveros, corre corre, e já brigamos nas ruas de São Paulo e em outras cidades. E quando nos encontramos, é briga na certa, não tem jeito. E ele sempre corre suficientemente bem até achar a guarida da Polícia Militar, praticamente o Usain Bolt da direita. Muita gente perde a boa com ele. 

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Mas, percebam vocês como são as coisas da vida… Mamãe Falei gravou um vídeo, chamando dois advogados de gado bolsonarista, e o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que ele, do Val, deve indenizar os advogados no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) por expressar sua opinião. 

Diz a justiça (?): ​​“Claramente se vê que a intenção do deputado nessa entrevista nunca foi colher a opinião sóbria dos autores [do processo] sobre qualquer assunto, mas, somente, ridicularizá-los como ‘gado’.”

Dentro da condenação, o deputado ainda é obrigado a publicar uma retratação em suas redes sociais de quase um minuto. 

Do Val, um dos responsáveis pela ascensão do bolsonarismo (ele e o malandro do MBL), se torna, ele mesmo, vítima dos bolsonaristas e, bem pior, vítima de um sistema judicial que está fiscalizando a expressão alheia sem nenhuma legitimidade democrática, constitucional.

Alguém deveria mostrar onde está descrito que uma pessoa deve ou não deve pensar de tal ou qual maneira. Quem são as pessoas que fazem parte do Poder Judiciário? São deuses que sabem o que se deve ou não pensar, o que se deve ou não publicar? Oras.

Artur do Val, como qualquer outra pessoa, tem o direito de expressar qualquer opinião, por mais tacanha, conservadora e idiota que seja. O mesmo vale para os tradicionais bolsonaristas, e para o restante do povo e dos movimentos políticos.

Não se pode abrir a brecha do combate contra a direita através da censura, através do Poder Judiciário, sendo ele mesmo o responsável pelo atual estado de coisas. Quem assinou a deposição de Dilma Rousseff? Quem determinou a prisão de Lula? O Judiciário…

Não gostamos do Mamãe Falei, ninguém gosta. Temos nossas críticas. Ele é abusado, desbocado e portador de pouca inteligência, e sempre que necessário, reagimos à altura. E é isso. 

A liberdade de expressão deve ser irrestrita, nos dizeres de Trotski: “Mas seja qual for a situação na URSS, a classe trabalhadora nos países capitalistas, ameaçada pela sua própria escravidão, deve se posicionar em defesa da liberdade para todas as tendências políticas, incluindo seus próprios inimigos irreconciliáveis”, em texto escrito em 11 de março de 1939, quando a burocracia stalinista impunha uma gigantesca ditadura na União Soviética.

A luta contra a direita não tem nada a ver com o aumento da censura, da repressão ao pensamento, de novos crimes, seja sob qualquer pretexto: de combate ao racismo, homofobia, machismo, etc. A luta deve se dar nas ruas, com imprensa própria, com mobilização e manifestação do povo.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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