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Antônio Carlos Silva

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Membro da Direção Nacional do PCO, Secretário Sindical do partido. Professor.

"Cavalos de Tróia"

Querem “roubar” o candidato dos trabalhadores

Com apoio de setores da esquerda defensores da frente ampla, setores da direita pressionam para apresentar Lula como um candidato do regime político

O aprofundamento da crise histórica do capitalismo em todo o Mundo tem intensificado a polarização política.

Por todos os lados, em oposição aos partidos identificados com o sistema vigente, o povo tem se deslocado para os pólos, como forma de se opor aos atuais regimes em decomposição que não representam uma alternativa real para a maioria diante da crise. 

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Diante da política vacilante – e em vários aspectos reacionária – de boa parte da esquerda, quem mais tem capitalizado esse deslocamento é a extrema-direita, como se vê – dentre outros – no caso recente das eleições francesas.

Enquanto a esquerda burguesa e pequeno-burguesa aparece defendendo a “democracia” e as falidas instituições burguesas, a extrema-direita fala de problemas reais da população e se apresenta como antissistema e até mesmo dos direitos democráticos do povo, por conta dos seus próprios interesses.

No Brasil, temos uma liderança de esquerda, popular e que enfrentou uma intensa campanha de perseguição, incluindo várias condenações fraudulentas e uma longa prisão de 580 dias. Uma liderança que se choca, independentemente da sua vontade, com a política imposta pelo imperialismo para o País. Lula representa para a imensa maioria do povo a oposição a todo o regime político golpista que vigora no País. Em outras palavras, é uma típica liderança antissistema e com enorme apoio popular justamente por isso.

Esse é um fator muito importante para explicar a popularidade de Lula. O povo enxerga nele uma contraposição à política de terra arrasada do neoliberalismo. Ao contrário da extrema-direita, sua defesa das condições de vida da população são genuínas.

Porém, seguindo a tendência mundial da esquerda, as direções que cercam a candidatura de Lula têm feito um enorme esforço para desperdiçar esse trunfo político e apresentar-lo com um “candidato do sistema”, do regime político em decomposição.

Sob pressão da direita, por meio principalmente do “Partido da Imprensa Golpista”, o PIG, e dos “cavalos de Tróia” infiltrados na campanha de Lula (que se apóiam em Lula para tentar recuperar parte do apoio perdido por suas trajetória anti-povo), buscam “enquadrar” Lula como um candidato do regime político, do sistema, como uma alternativa confiável para a burguesia. Criticam suas posições sintonizadas com a revolta e as necessidades populares, como quando da defesa da revogação da reforma trabalhista, da defesa do direito ao aborto, da oposição às privatizações, da crítica à Polícia etc. etc.

Quanto mais a esquerda se desloca para a direita, menos atrai o povo para seu lado na disputa com a extrema-direita que detém algum apoio popular por conta de aparecer, para muitos, como uma oposição ao atual regime decadente, da qual é um dos pilares.

Essa tentativa de setores da esquerda de aparecerem identificados com esse sistema que o povo odeia, adaptados ao regime político que atua contra os trabalhadores, vai tirando a esquerda de um dos pólos da situação. Misturada com a direita tradicional, a esquerda entrega o posto de “antissistema” de graça para as demagogias da extrema-direita.

Cada vez fica mais claro que a eleição deste ano não será um passeio, como muitos na esquerda vinham pregando. A direita conta com todo o poder da burguesia e das suas instituições. A esquerda só é capaz de equilibrar a disputa se tiver o povo mobilizado ao seu lado. Só com muita mobilização será possível impor uma vitória eleitoral de Lula e do povo trabalhador. Mas como levar o povo às ruas ao lado de Alckmin, Paulinho da Força e de outros bandoleiros da direita?

Como mobilizar a população, se nem mesmo no 1º de Maio, Dia de Luta da Classe Trabalhadora, a esquerda foi capaz de se impor nas ruas, de defender concretamente as reivindicações dos trabalhadores e de impulsionar a mobilização em torno do seu candidato?

Não haverá uma vitória de Lula e do povo trabalhador, sem uma intensa mobilização popular. Sem a derrota da direita, no terreno mais favorável para os explorados que é o da luta nas ruas, é mera ilusão e um caminho certeiro para a derrota, crer que Lula vai “enganar” a burguesia e se impor como candidato capaz de reconciliar o irreconciliável, os golpistas criminosos que levaram – e continuam levando – o País ao período de maior retrocesso, de recorde de mortes, fome desemprego e entrega da economia nacional – com os milhões de vítimas dessa política.

Lula e nenhum outro candidato pode desempenhar tal papel, porque ele é real, não uma farsa. É mera ilusão que a burguesia busca impor ao povo, de que seria possível reconstruir o País sem cortar os lucros dos bancos, sem barrar as privatizações e toda a ofensiva entreguista, sem enfrentar a reação da direita pró-imperialista etc. E isto não pode ser feito por meio de um acordo, de uma “frente ampla” com a direita golpista.

Para que a população se sinta estimulada a ocupar as ruas e eleger Lula, ela precisa saber que está batendo de frente com o sistema que a esmaga cotidianamente. O nível de vida do povo brasileiro não para de cair e contra isso os trabalhadores têm uma disposição cada vez maior de ir à luta.

Agora, se for para defender a “democracia”, que nunca existiu por aqui e que existe cada vez menos em um País dominado por uma ditadura dos banqueiros, dos monopólios, dos latifundiários assassinos, dos barões do agronegócio que deixam o povo brasileiro morrer de fome, para garantirem seus lucros com as exportações etc, quem irá se animar com tal perspectiva, a não ser aqueles que não tem qualquer capacidade de mobilização e que, por isso mesmo, ou precisam se apoiar em Lula ou precisam golpeá-lo para tentar se impor como alternativa na situação de crise por eles impulsionada. 

Para que o povo vai se mobilizar? Para defender esse sistema e suas instituições falidas? Para defender tudo de ruim que já acontece?

Isso só pode levar a um caminho de frustração e derrotas.

Para se colocar ao lado do povo e até mesmo para sobreviver, a esquerda precisa se descolar dos velhacos da direita tradicional, deixar de lados seus “conselhos”, romper com a farsa do regime político burguês, se apresentar como “antissistema”, como quem se contrapõe a toda patifaria que é feita com a população explorada.

Se não vão defender um programa revolucionário, que pelo menos façam uma defesa séria e decidida em torno dos interesses reais dos trabalhadores, de suas necessidades vitais, imediatas.

Depois das duas etapas principais do golpe de Estado, a derrubada da presidenta Dilma (2016) e a prisão de Lula e eleição fraudulenta de Bolsonaro (2018), a direita quer impor a terceira etapa do golpe, contendo Lula e a mobilização popular, para depois golpeá-lo mais uma vez, derrotando a esquerda e todo o povo, para impor a continuidade e aprofundamento do atual regime contra a alternativa dos trabalhadores.

Que a esquerda classista se articule em torno da luta contra essa perspectiva de desmoralização e derrota. Para isso, é fundamental construir em todo o País, milhares de Comitês de Luta, levar a campanha para as ruas, fazer dela uma tribuna de luta pelas reivindicações populares e por Lula presidente, por um governo dos trabalhadores, sem golpistas e sem patrões.

Para superar a política de adaptação das direções da esquerda, é hora de colocar na rua a campanha do Lula antissistema, o candidato dos trabalhadores.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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