O Boletim Comunista

Dia dos Trabalhadores

Neste 1° de Maio, ouviu-se um brado retumbante: Lula presidente

Agora, é preciso manter o bloco na rua. Esta é a única forma de luta contra o golpe

Apesar do boicote, atos foram vitoriosos! – Foto: Reprodução

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Primeiro de Maio é, há mais de 100 anos, a data mais tradicional da luta dos trabalhadores de todo o mundo. É, justamente, o Dia dos Trabalhadores, um dia que, originado a partir da luta dos trabalhadores de Chicago, no século XIX, faz o planeta tremer com a mobilização da classe operária.

Aqui no Brasil, a situação já não é tão favorável quanto, por exemplo, na época do fim da ditadura. A esmagadora maioria das direções da esquerda nacional demonstram uma tamanha confusão que prova, de maneira irredutível, a tese de Trotsky acerca do Programa de Transição.

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Nos últimos dois anos, sob a desculpa da política grotesca do “fique em casa”, a esquerda pequeno-burguesa resistiu sair às ruas até o último momento possível. Então, o Partido da Causa Operária, convocou o maior ato desde o começo da pandemia, justamente no dia Primeiro de Maio de 2021. Logo, as direções pequeno-burguesas foram colocadas contra a parede e obrigadas, de uma vez por todas, a cessarem o seu coma.

Em seguida, gigantescas mobilizações foram convocadas em todo o Brasil. A perspectiva para o movimento pelo Fora Bolsonaro era extremamente positiva, o bloco estava, de fato, voltando às ruas. Até que, mais uma vez, uma dura campanha da burguesia contra as mobilizações conseguiu infiltrar elementos reacionários no movimento. Assim como no começo da pandemia, a esquerda estava novamente em casa.

Desta vez, a cada dia que passava, via-se a esquerda cair em mais armadilhas contra os trabalhadores. Algo que teve seu ápice com a aliança entre Lula e Alckmin, um verdadeiro pano quente na mobilização.

Como se em um loop eterno, seria papel do Primeiro de Maio – de 2022 – colocar o bloco (novamente) na rua. Passada a data, ainda é cedo para tirar qualquer conclusão fatal. Por isso, vamos nos restringir a uma simples apresentação dos fatos que, até o momento, demonstram uma vontade latejante do povo que, apesar das direções confusas, foram às ruas reivindicar, acima de tudo, Lula presidente!

Vejamos, então, algumas localidades.

Nordeste

No Nordeste, os companheiros do Partido da Causa Operária estiveram presentes em duas manifestações importantíssimas. Em Salvador e em João Pessoa.

Paraíba

Em Paraíba, o companheiro Camilo Duarte, colunista do Diário Causa Operária e militante do PCO, fez uma declaração no carro de som, levando a política do Lula presidente à manifestação.

Salvador

Já em Salvador, o Partido participou da manifestação colocando, também, a defesa da operação especial russa. Uma verdadeira política revolucionária contra o imperialismo.

Centro-Oeste

Distrito Federal

No centro do País, os companheiros do Distrito Federal marcaram presença na manifestação que ocorreu no meio da capital. Na ocasião, seguindo o centralismo do PCO, os militantes do Partido levaram as palavras de ordem do Lula presidente e, também, de todo apoio à Rússia.

Sem contar em sua tradicional banca que, vendendo produtos representando o “Z” da vitória russa, deram o que falar.

Sul

Santa Catarina

Um pouco mais abaixo, na região Sul, militantes do Partido da Causa Operária estenderam suas faixas gigantescas mostrando a política do Partido em Santa Catarina.

Além disso, assim como foi visto em quase todos os outros locais, os companheiros trouxeram bandeiras da Rússia, demonstrando, na prática, o apoio da militância revolucionária à ação russa na Ucrânia.

Sudeste

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, companheiros do PCO levaram a luta contra o golpe à capital mineira. Estenderam uma imponente faixa do Lula presidente, uma atuação verdadeiramente revolucionária.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a juventude compareceu em peso! Militantes da Aliança da Juventude Revolucionária, o coletivo de jovens do PCO, tomaram as ruas cariocas com faixas e bandeiras, tanto do Partido quanto da Rússia.

Além disso, esteve presente a já tradicional banca da Loja do PCO, agitando a manifestação e propagando a política da vanguarda do movimento dos trabalhadores no Brasil.

Por fim, São Paulo

São Paulo é, sem sombra de dúvidas, o estado mais importante de todo o Brasil. Possui, de maneira esmagadora, a maior concentração de operários de todo o País e, consequentemente, também mostrou o maior ato registrado em todo o território nacional.

Como não poderia ser diferente, o Partido da Causa Operária compareceu em peso à manifestação na capital paulista. A participação foi geral: esteve presente a Bateria Zumbi dos Palmares, o Café e Bistrô Jacobinos, a Loja do PCO, a AJR, o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, o Coletivo de Negros João Cândido, o Coletivo de Arte GARI e a Corrente Sindical Nacional Causa Operária.

Além disso, os companheiros presentes na manifestação, mostraram como não havia engano na cor do ato: era vermelho do começo ao fim, demonstrando a farsa da imposição do verde e amarelo.

Outro fato digno de nota, que atraiu milhares de pessoas à manifestação em São Paulo, foi a presença do companheiro Lula. Na ocasião, ele realizou um discurso, que pode ser visto na cobertura da Causa Operária dos atos.

Lá fora, o Partido também esteve presente!

Seguindo sua tradição internacionalista, o PCO também esteve presente em manifestações internacionais do Primeiro de Maio. É o caso da Suíça e de Praga, onde registrou-se a presença do Partido por meio de bandeiras e faixas.

E agora? Qual o próximo passo?

Assim como foi colocado no começo do presente artigo, qualquer conclusão imediata seria decerto precipitada. Não se sabe se, assim como no ano passado, o Primeiro de Maio cumpriu, efetivamente, o seu papel como oportunidade de mobilização massiva dos trabalhadores.

Entretanto, uma coisa é certa: as ruas comprovaram que o candidato do povo, da luta contra o golpe e, por extensão, contra o imperialismo, é Lula. E mais, comprovam a vontade do povo de se mobilizar contra os golpistas. Ou seja, fica claro que a situação está extremamente oportuna para a luta da classe operária brasileira.

Por outro lado, não se pode cair nas ilusões de que, a partir de agora, tudo será resolvido. Achar que Lula será, sem sombra de dúvidas, eleito não passa de um impulso dos mais infantis, uma verdadeira birra.

Decerto que a data impulsionou a campanha por Lula presidente. Mas, para que tenha resultados consequentes, deve ser sucedida de uma gigantesca campanha que coloque de maneira definitiva o povo na rua. É essa a lição mais importante que o Dia dos Trabalhadores deste ano nos deixou.

Caso contrário, se a esquerda permanecer enfurnada em suas tocas, o mínimo que podemos esperar é uma reeleição de Bolsonaro. Em outras palavras, um aprofundamento do golpe que pode ser mais devastador do que já presenciamos até este  momento.

A maior cobertura do Primeiro de Maio da esquerda nacional

Durante todo o dia, militantes do Partido trabalharam constantemente na cobertura dos atos do Dia dos Trabalhadores em todo o Brasil.

Transmitida na Causa Operária TV (COTV) e apresentada pelo companheiro Henrique Áreas, membro da direção nacional do Partido, a cobertura da imprensa partidária pode ser vista na íntegra no link abaixo. Não perca!

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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