O Boletim Comunista

Dia 12, em São Paulo

Às ruas por Lula presidente com vice das lutas populares

Vamos todos realizar um combativo Ato Nacional por Fora Nacional e Lula presidente, por um governo dos trabalhadores

Pintar a Avenida Paulista de vermelho e impulsionar uma grande mobilização nacional – Foto: Arquivo DCO

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Dia 12, na Avenida Paulista, trabalhadores e estudantes vão soltar o grito de Fora Bolsonaro e Lula presidente, com um vice de luta, dos trabalhadores

Na medida em que se aproximam as eleições, crescem os ataques de todos os tipos contra a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato com maior apoio popular, por sua trajetória, identificada com a vida e as lutas do povo brasileiro.

Sem Lula, foi fraude!

Lula, por certo, seria o presidente atual da República, se ele e todo o povo brasileiro não tivessem sido vítimas de um golpe de Estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, eleita com seu apoio com mais de 54,5 milhões de votos, deposta sem qualquer crise.

O regime de arbítrio imposto com o golpe de Estado, intensificou a perseguição política contra a esquerda, de um modo geral, e – principalmente – contra o ex-presidente, que com condenações fraudulentas (que foram todas anuladas) e prisão ilegal, por 580 dias, foi impedido de ser candidato e até mesmo de fazer campanha para o candidato substituto do PT. Assim, e somente assim, a direita conseguiu impor a “vitória” do candidato fascista Jair Bolsonaro, com apoio de toda a direita golpista.

Violento retrocesso

O resultado dessas derrotas, foi o maior retrocesso nas condições de vida do povo brasileiro de todos os tempos. Nos governos de Temer e Bolsonaro foi imposto a economia nacional retrocedeu como nunca e  as condições de vida, já precárias do povo trabalhador, chegaram a níveis nunca vistos com recordes de fome, miséria e desemprego.

O regime golpista de conjunto foi o responsável pela morte de mais de 620 mil mortos (em números oficiais) na pandemia. Resultado direto dos cortes violentos nos gastos públicos, na privatização crescente da Saúde, como de todos os serviços essenciais.

Pela primeira vez em nossa história, a maioria dos trabalhadores ou não tem emprego, ou vive de serviços temporários (bicos) ou são submetidos ao regime de escravidão da “pejotização”, no qual o trabalhador é obrigado a abrir uma “empresa” (um CNPJ) e vender sua força de trabalho em troca de valores que, na maioria das vezes, não dá nem para comer. Dentre os que trabalham, a maioria está sem carteira assinada,  sem contratos formais e com direitos destruídos.

Para piorar as coisas, a inflação disparou e está roubando parte considerável dos salários. Tudo sobre, menos o salário. Em 10 anos, o salário médio do trabalhador brasileiro teve seu poder de compra reduzido em mais de 60%. O trabalhador está sendo expropriado, para sustentar os banqueiros parasitas e outros grandes monopólios capitalistas e suas máfias politicas e das cúpulas do judiciário etc.

Junto com Bolsonaro, a direita que deu o golpe de Estado, continuou aprovando “reformas” que pioram ainda mais a vida do povo; como as privatizações que buscam completar a obra devastadora da famigerada “era FHC” no final do século passado, quando boa parte da riqueza nacional foi entregue para os tubarões capitalistas a “preço de banana”. Foi o caso das privatizações da telefonia, da maior parte da Petrobrás, da maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce etc. etc.

Graças a essa entrega, retomada e acelerada com o golpe de Estado de 2016, o povo brasileiro, verdadeiro dono de riquezas como a imensa reserva de petróleo e outros minerais, paga um dos preços mais altos do mundo pelos combustíveis como gasolina e gaz de cozinha, para garantir os gordos lucros dos especuladores e golpistas que tomaram conta da Petrobrás e das nossas riquezas.

Da mesma forma, mesmo sendo o Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos, mais de 120 milhões de brasileiros estão passando fome. Somos o maior produtor mundial de carne, mas milhões de pessoas ficam vários dias sem comer carne ou estão tendo de comer osso ralado, carcaça e pé de frango, porque os capitalistas – com aval do governo golpista –  estão exportando tudo para ganhar em dólares.

Nosso País é cada vez mais o paraíso dos banqueiros, com os bancos  batendo recordes de lucros e embolsando mais de 42% do orçamento público, cerca de R$2,5 trilhões do orçamento federal apenas nesse ano, enquanto eles alegam que não há recursos para a Saúde, educação, moradia, aposentadorias e tudo mais que interessa ao povo.

Repressão e confusão política da esquerda

Todo esse retrocesso vem sendo imposto com o  crescimento da repressão e de todo tipo de cerceamento da liberdade do povo. Vemos a volta da censura e se intensifica a matança de pobres e negros nos bairros operários. Só no ano passado, a polícia matou (em números oficiais) mais de 6.400 pessoas, em sua maioria jovens, pobres e negros. Vivemos uma ditadura, um regime de exceção, um regime que precisa ser derrubado para por fim ao caos e o gigantesco sofrimento que eles estão impondo à maioria do povo.

Os mesmo que deram o golpe, querem impor uma terceira etapa do golpe, impedindo a vitória do candidato com apoio popular e a derrota dos inimigos do povo, antes e nas eleições do próximo ano.

Cada vez mais, enorme parcelas  do povo brasileiro, compreendem acertadamente a importância da derrubada do governo de fome, miséria e repressão de Bolsonaro e de todos os golpistas. Por isso os partidos tradicionais (PSDB, MDB, PSD, PTB, DEM – que mudou de nome para “União Brasil” etc.) e seus chefes (como Dória, Temer, Aécio, ACM, Rodrigo Maia etc.)  não têm apoio popular. Há uma clara evolução polarização e uma evolução politica, que pode ter como consequência a eleição de Lula como presidente, pois ele é a maior liderança popular e representa a luta do povo contra toda esse regime.

Isso desespera a direita que tenta golpear, confundir e dividir o povo. Os setores mais poderosos do imperialismo e da burguesia “nacional” gostariam de substituir Bolsonaro por outro politico de maior confiança da direita tradicional. Se não puderem impor esse golpe, apoiarão – novamente – Bolsonaro contra a esquerda.

Por isso, durante este ano, tentaram impedir que o povo saísse às ruas pelo fora Bolsonaro, com a campanha criminosa de que o povo só poderia sair para trabalhar e morrer contaminado, mas não para lutar e se defender. Agora mesmo, estão tentando impedir os protestos populares, querendo cancelar as festas de fim de ano e do carnaval, para impedir o povo de se manifestar livremente.

Tentaram impor, com o apoio de setores da esquerda pequeno burguesa (como o PCdoB, PSOL e a direita do PT) a política de “frente ampla”, a aliança com os partidos e políticos golpistas do PSDB e de outros partidos da direita que derrubaram o governo Dilma em 2016, condenaram e prenderam Lula e ajudaram a eleger Bolsonaro.

Essa política foi amplamente repudiada pelos setores combativos da esquerda, do PCO, do PT, da CUT e de outras organizações de luta do povo, que se mobilizaram contra a infiltração da direita nos atos. Os direitistas foram repudiados, vaiados e até colocados para correr dos atos da esquerda.

Nos últimos meses eles vem tentando acabar com as mobilizações, como o Movimento Fora Bolsonaro, semear a divisão, realizando pequenos atos de “setores” distintos, quando a força dos trabalhadores e dos explorados está na sua unidade, nas sua mobilização aos milhões nas ruas. Queriam  impedir que os atos se manifestem livremente pela derrubada de Bolsonaro, pelas reivindicações do povo e por Lula presidente. Tentaram calar a voz do povo. Fracassaram de novo!

A esquerda combativa já deixou claro que não quer saber de “terceira via” e de outras manobras que visem conter a mobilização popular, como a tentativa de sabotar a candidatura de Lula, impondo por meio de chantagens o apoio a candidatos reacionários nos Estados e um vice golpista, inimigo dos trabalhadores para o candidato dos trabalhadores, como é o caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), para quem a direita faz campanha para que seja o vice de Lula.

Partidos burgueses, da direita e da “esquerda”, como o PSB, querem, de forma absurda, impor condições para apoiar Lula e querem enfiar – “goela abaixo” – das bases do PT, da CUT etc. candidatura de um golpista, inimigo dos trabalhadores, como vice de Lula.

É preciso denunciar e derrotar essa politica.

Para isso chamamos todas as organizações do movimento operário e popular e os partidos de esquerda a se unirem imediatamente, sem impor nenhuma condição, nem exigir nada em troca, na defesa da candidatura de Lula;

É hora de passar à criação de milhares de Comitês de Luta por Lula presidente, de Norte a Sul do País e no exterior, visando colocar em marcha um amplo movimento, uma verdadeira mobilização popular nos locais de trabalho e moradia, em todas as cidades, em todos os lugares em torno da candidatura de Lula;

A  esquerda rejeite a infiltração e a sabotagem da direita golpista no Movimento Fora Bolsonaro. Se opor à dissolução deste Movimento que foi erguido pela esquerda e levou centenas de milhares de pessoas às ruas. Recusar sua subordinação à política de derrotas dos partidos que fingem fazer oposição a Bolsonaro mas apoiam sua política contra o povo trabalhador e atuam – das mais diversas formas – para manter Bolsonaro no governo e tentar impor um governo que dê continuidade à política do regime golpista contra o povo brasileiro e a economia nacional.

É preciso também lutar por um programa de luta dos trabalhadores para a mobilização e por um vice de luta, dos explorados para a candidatura de Lula.

Para defender essa política, no próximo domingo, dia 12, a partir das 14h, vamos todos com nossas faixas, camisetas e bandeiras vermelhas,  milhares vai ocupar a Avenida Paulista em um combativo Ato Nacional por Fora Nacional e Lula presidente, por um governo dos trabalhadores.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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