Fortalecimento dos monopólios
Enquanto aumenta a riqueza dos mais privilegiados, a pobreza avança a passos largos para um número cada vez maior dos trabalhadores.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
3165148492_51eba606f0_c (1)
Fazendo compras | Foto: Reprodução

Como amplamente noticiado neste jornal, a crise econômica e posteriormente a piora dela com a pandemia, são sinais de que o sistema capitalista está chegando ao final da vida.

Isso é comprovado pelos estudos das instituições como Câmara de Comércio dos EUA, FMI, Cepal e diversos economistas consultados para elaborar a matéria do UOL Economia desta semana.

Apesar de jogarem a culpa da crise ao covid-19, os dados apresentados indicam que a crise já vinha de quatro décadas e portanto só piorou com a pandemia. Ali começou o processo de aceleração da desigualdade social.

Indicam inclusive que a recuperação deverá ser do mesmo tipo que ocorreu após a grande depressão de 1929. O que prova que novamente apenas quem está no topo da pirâmide será beneficiado, algo como os 10% mais ricos. 

E foi essa concentração de capitais que permitiu que algumas poucas empresas sobrevivessem e pudessem assim abrir filiais em outros países, que ficaram conhecidas como as empresas multinacionais.

Esses estudos apresentados indicam que os setores mais rentáveis hoje são o financeiro e bancário, telecomunicações, software e alguns serviços, enquanto os em situação mais precária são os de lazer, hotelaria, viagens e alimentação.

Já os impactos sobre a classe trabalhadora são equivalentes ao sofrido na grande depressão, perda de emprego, miséria e um empobrecimento gigantesco. A matéria aponta que o impacto maior ocorre sobre os negros, mulheres e latinos nos EUA, e observamos que são válidos para o Brasil igualmente e possivelmente em todos os países. E lembram que os subsídios do governo estão chegando ao seu final.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) diz que os países latino-americanos deverão ter queda do PIB de cerca de 10% este ano, e a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) diz que cerca de 30 milhões voltarão para abaixo da linha de pobreza.

Economistas discutem a forma de recuperação que ocorrerá na economia, e alguns acham que alguns conseguirão recuperação acelerada enquanto outros setores continuarão em queda vertiginosa. De qualquer forma não falam quando ocorrerá a recuperação.

Notamos que discutem a forma que poderá ocorrer a recuperação, quando não encontram saída para retornar ao crescimento. Quais medidas poderão ser tomadas para sair da crise? A resposta até agora é nenhuma.

Essa discussão, fora da realidade concreta, está servindo apenas para criar cortina de fumaça para cegar o povo, que é o maior prejudicado pela ganância desenfreada das empresas monopolistas.

O consenso até agora aponta para o fato, já em processo de realização, de que ocorrerão muitas falências de empresas e que outras sairão ilesas e fortalecidas da crise. É a notória concentração de capital, característica fundamental do funcionamento da economia capitalista.

Enquanto a crise se aprofunda, essas notícias desviam a atenção da população para coisas secundárias. E o principal fato da crise é o de que grande parte dos trabalhadores perdem o emprego e muitos deles não terão como retornar um dia ao emprego. 

A massa de desempregados será em número muito maior do que o anterior a crise. Indo para baixo da linha de pobreza e criando um problema sério para os governos. Geram revoltas, movimentos sociais intensos e ameaçam com a destituição dos governos, podendo chegar a revoluções.

Na verdade é o que já deveria ter acontecido, pois há meses os conflitos de rua são intensos mundo afora, e mesmo com a pandemia. Os trabalhadores precisam cobrar suas lideranças em sindicatos e movimentos sociais para ter uma proposta de luta e assim reverter esse quadro de desemprego e miséria que estão sofrendo.

As lideranças de esquerda até agora preferiram aderir a acordos com as classes dominantes do sistema, deixando os trabalhadores jogados à própria sorte, enfrentando o desemprego, a fome e a pandemia sem nenhum tipo de reação por parte de suas lideranças. Estão sós, mas em massa, nas ruas e sem orientação, sem rumo, à deriva, enquanto a classe burguesa retira todos os direitos e empregos dos trabalhadores, por isso é preciso organizar a luta do povo através de um partido revolucionário. 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas