Crise capitalista
Crise de superprodução coloca o capitalismo, mais uma vez, em xeque. Trabalhadores do mundo todo devem se unir pelo fim deste sistema parasita.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Foto: Flickr/Jose Mesa Licença: CC BY 2.0
Foto: Flickr/Jose Mesa Licença: CC BY 2.0 |

O capitalismo é, na visão dos seus defensores, o “sistema perfeito”. Para muitos, o mercado é capaz, com sua “mão invisível”, de alocar os recursos de maneira inteligente. Entretanto, o que se vê é, repetidamente, o oposto. As crises constantes, somada a todo aparelhamento político-ideológico, fazem com que a população pague, seguidamente, a conta.

Repetindo o que aconteceu em 1929, a “mão” parece estar, mais uma vez com os dedos torcidos. O desenvolvimento da tecnologia e da organização voltada à produção, e não ao bem estar das pessoas, fez com que a produtividade aumentasse seis vezes mais do que os salários. Deste modo, os trabalhadores produzem muito mais, mas continuam ganhando verdadeiras esmolas como salários.

O impacto da distância entre produção e salários faz com que as pessoas não consigam comprar tudo que é produzido, levando ao problema da superprodução. O problema poderia ser mitigado facilmente com o aumento dos salários, a redução da jornada de trabalho e a contratação de mais pessoas. Assim, as pessoas teriam mais recursos financeiros e tempo para consumir. Entretanto, o capitalismo não funciona assim. Dar melhor condições de trabalho e salários não parece estar nos interesses da burguesia, classe dominante do capitalismo. Pelo contrário, ela parece, cada vez mais, decidida a atacar o trabalhador.

Sobre a questão de consumo, é necessário esclarecer, principalmente para os mais preocupados com o meio ambiente, que a população, em geral, consome pouco. Quem consome muito são os países centrais (EUA, Canadá, UE, RU, Austrália, NZ e Japão). Enquanto, nestes países, há produção de bens supérfluos e que acabam, muitas vezes, sendo jogados na lata do lixo, a população de África, América Latina, Caribe, Ásia e Oceania vive na miséria, sem, em grande escala, o mínimo necessário para ter uma vida digna. Então, mais uma vez, o problema não é a produção e o consumo em si, mas a má alocação destes pela “mão invisível do mercado”.

O capitalismo vem mostrando sinais do problema da superprodução já há algum tempo. Todavia, tornou-se claramente detectável desde 2019, quando volume de trocas mostrou-se abaixo da linha de tendência média, estipulado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Economistas capitalistas atribuirão a queda ao aumento das tensões entre EUA e China, todavia, isso não passa de uma análise superficial e mentirosa do problema. Estas tensões entre as duas potências foram, em grande medida, incentivadas pelo governo ianque. O que ocorre é que Donald Trump e sua equipe, sabendo da vindoura crise de superprodução, tentaram postergar a crise para o fim de 2020, mirando o sucesso eleitoral.

Entretanto, não esperavam pela a pandemia causada pelo COVID-19, que causou uma aceleração na retração da economia, colocando uma crise sobre a outra. Isto explica a tentativa frustrada de Trump de colocar a pandemia como algo a ser desconsiderado. Tentava ele postergar o problema, procurando manter sua parcela do eleitorado, principalmente os setores ligados à burguesia. Observando a situação sanitária, social e econômica dos EUA, fica bem claro que a “mão visível de Trump” errou e os EUA, agora, são o epicentro da doença e não possuem alternativa clara sobre o que fazer.

O Brasil pagará, no fim das contas, uma grande parcela dos custos da crise. A fuga de capitais do Brasil e de outros países de economia atrasada, em 2018 e 2019, já antecipava a crise. Este capital foi para os países centrais, especialmente os EUA, para tentar aplacar os efeitos da crise capitalista. Nos países mais pobres, o efeito foi o desemprego, a desindustrialização, a desvalorização das moedas perante o dólar e a ameaça de inflação elevada.

Portanto, fica claro que o capitalismo falhou com sua proposta de estabilidade e de crescimento ilimitado. A crise de 2008 não foi superada e agora tem-se uma crise de superprodução acelerada pela pandemia. A classe trabalhadora do mundo inteiro deve se erguer e dar um basta neste sistema parasita. A única saída é pela revolução socialista em escala global.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas