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A vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, foi executada na noite da última quarta-feira com nove tiros, quatro na cabeça. Junto da vereadora estava o motorista, Anderson Pedro Gomes, que também foi morto.

Marielle integrava a Comissão da Câmara, que tinha como principal função fiscalizar a ação dos militares no Rio de Janeiro. Em uma das audiências na Câmara dos Vereadores no RJ, Marielle denuncia as arbitrariedades cometidas pelo Exército na favela da Maré, onde a vereadora nasceu. Abuso de autoridade, violência contra os moradores, invasão de residências e mortes, são algumas das denúncias feitas por Marielle.

A vereadora também chegou a denunciar as ações ilegais dos polícias do 41°Batalhão do Rio, conhecido como “Batalhão da Morte”, em uma das comunidades do Rio, onde policiais estariam humilhando e agindo com violência contra os moradores.

A morte da vereadora, portanto, não está desconectada dos últimos acontecimentos que estão ocorrendo no Rio de Janeiro e no país, na realidade é uma consequência dos fatos.

Após o carnaval, o governo golpista autorizou a entrada dos militares nas comunidades cariocas, nomeando, inclusive, o general Braga Neto, como secretário de Segurança do estado. Logo após essa ação, os militares passaram a centralizar todas as forças de segurança do Rio de Janeiro, como a Polícia Militar.

Os generais do alto comando do exército começaram, então, a demonstrar o verdadeiro caráter da ação militar no Rio. O alto comandante do exército, general Villas Bôas, em declaração à imprensa, afirmou com todas as letras: “Temos que ter a garantia de que não surja uma nova Comissão da Verdade”, em referência à comissão  criada em 2011, e encerrada em 2014, para investigar os crimes cometidos pela ditadura militar.

A declaração de Villas Bôas é um pedido de licença para matar. Marielle integrava uma Comissão da Câmara que tinha por objetivo averiguar as ações do Exército no Rio, uma espécie de “Comissão da Verdade” estes são os fatos.

Marielle é vítima da ditadura que está se impondo novamente no país, a qual não tolera, como bem disseram os generais, nenhum incomodo em sua dominação. A morte da vereadora é uma execução política. Contra essa ditadura, é necessário convocar uma mobilização contra repressão, a intervenção militar e o golpe de Estado no país.

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