Consequência do golpe
Sem querer comprar vacina, com muita demagogia e cinismo, Bolsonaro e sua base de golpistas levam o País para o caos, com mais de 260 mil mortos

Por: Redação do Diário Causa Operária

Foto: Marcello Zambrana/Agif / Estadão

Nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, às 20h, o consórcio de veículos de imprensa (G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S. Paulo e Uol), a partir de dados das secretarias estaduais de saúde, divulgou novo levantamento da tragédia do Covid-19 no País: 1786 mortes em 24h. O Brasil já contabilizava, até a sexta-feira (5), 10.796.506 contaminados e um total de 261.188 mortos. Essas mortes diárias tiveram uma pequena queda com relação aos dois dias anteriores. Apesar da ligeira queda, a tendência é de alta. A média móvel de mortes dos últimos 7 dias é alta, com 1.361.

Em comparação aos últimos 14 dias, a variação de alta foi em torno de 30%, segundo o consórcio de imprensa. Os números da tragédia infelizmente não param de crescer. São 43 dias seguidos de média móvel acima de mil, com 7 dias acima de 1,1, há cinco dias com mais de 1,2 mil e seis recordes diários seguidos desde sábado passado. Só nas últimas 24 horas 74.285 pessoas foram contaminadas. Dezesseis estados e o DF estão com altas no número de mortes, 8 estão estáveis e apenas 2 em queda (Amazonas e Amapá).

Até agora apenas 7.671,525 foram vacinados com a primeira dose, o que equivale a 3,62% da população brasileira. A segunda dose foi aplicada em apenas 2.463,894 pessoas (1,16% da população). O total de doses aplicadas é de apenas 10.135,419. Todos esses dados alarmantes ficariam maiores se não houvesse as subnotificações, uma realidade em todo mundo, sobretudo no Brasil.

Com esses números indicando que já estamos beirando o caos, a vacinação em massa, que deveria ser uma operação de guerra para diminuir essa alta, continua a conta-gotas, com sabotagem do presidente fascista Jair Bolsonaro (sem partido, ex-PSL) e muita demagogia e pouca ação dos prefeitos e governadores aliados, os quais sabiam com antecedência que esse caos viria, porém sentaram, juntamente com sua base de deputados e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), em cima de dezenas de pedidos de impeachment. Mantiveram Bolsonaro no poder para ele comandar o genocídio.

Toda essa tragédia estava anunciada e ninguém fez quase nada, apenas demagogia e transferência de responsabilidades. De fora a fora do país, a inércia era grande. Não foram realizados testes, o aumento de leitos hospitalares foi lento, auxílio emergencial insuficiente e agora não agem em conjunto para vacinar a população. A Rússia ofereceu exportar 10 milhões de doses para o Brasil e a Anvisa (Agência Nacional e Vigilância Sanitária) não aprovou a vacina.

Não investem na pesquisa para produzir nossa própria vacina, não quebram as patentes, o que é um crime de lesa pátria e agora fingem comprar vacina, como se estas estivessem disponíveis a qualquer momento, quando sabemos que hoje a produção mundial está aquém da necessidade, com boa parte dos produtores servindo primeiro seu mercado interno. A vacinação em boa parte dos países capitalista está muita lenta, o que mostra o fracasso e imoralidade desse regime quando se trata de salvar vidas.

No Brasil, o fracasso é intencional. Os apenas 3,6% de vacinados é uma vergonha para o país que já fora, antes do golpe de 2016, um exemplo em suas campanhas de vacinação. O país agora caminha para 300 mil mortes e o presidente golpista continua fazendo chacota com o povo brasileiro, sobre quem não nutre nenhum respeito,  não demonstra luto pela perda desses 260 mil brasileiros e ainda cria uma farsa de que é a favor do trabalho, dos pequenos comerciantes e do povo.

Quando se trata em dar auxílio emergencial, ele recua, e manda o povo para as ruas se contaminar. Ataca o uso de máscara, não promove o isolamento para todos, fica à mercê dos grandes capitalistas, não vacina, impede a aquisição de vacinas e ainda quer convencer a população brasileira a levar uma vida normal, como se nada estivesse acontecendo, seguindo a ideia do “morra quem morrer”. Bolsonaro  é um aliado da morte e ainda está na presidência por causa de toda classe política burguesa e da inoperância da esquerda pequeno-burguesa, que está sem direção, esperando 2022 para tentar vencer todo esse regime fascista composto por Bolsonaro e as instituições que cinicamente o mantém no poder.

Esperar 2022 acreditando nessas instituições antidemocráticas, bolsonaristas, para mudar a situação, é deixar o País sob mais um ano de retrocessos e ataques por parte do Estado brasileiro, com mais mortes e com a possibilidade real de nem ter eleições em 2022, visto o endurecimento do regime que já está visível mesmo para quem acredita que as instituições burguesas estão funcionando.

É preciso organizar o povo para ir às ruas e pedir a queda desse presidente genocida, juntamente com todos os golpistas que o apoiam, os mesmos responsáveis pelo golpe de 2016 e que continua fazendo demagogia contra Bolsonaro, mas o apoia e o usará para fazer todo o jogo sujo e genocida contra o Brasil. Impeachment de Bolsonaro e de todos os golpistas que o apoiam, com o povo organizado nas ruas, e contra as arbitrariedades do Estado, é uma condição urgente para que a sociedade brasileira possa ser de fato vacinada.

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