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Recessão nos EUA e Alemanha: etapa mais profunda da crise capitalista
Canadian PM Trudeau, German Chancellor Merkel, U.S. President Trump and Italian PM Gentiloni pose for a family photo at the start of G7 Summit at Greek Theatre in Taormina
Recessão nos EUA e Alemanha: etapa mais profunda da crise capitalista
Canadian PM Trudeau, German Chancellor Merkel, U.S. President Trump and Italian PM Gentiloni pose for a family photo at the start of G7 Summit at Greek Theatre in Taormina

Economistas de todos os países estão advertindo para uma nova grande crise econômica, maior que a de 2008. Já nos anos de 2017 e 2018, especulava-se uma crise mundial no ano de 2019. Essa possibilidade não foi descartada por uma boa parte dos economistas da própria burguesia.

Agora, aparece o dado de que cerca de 34% dos economistas norte-americanos temem que ocorra uma recessão econômica no país até 2021, segundo uma pesquisas divulgada nesta terça-feira (20) pela Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe, em inglês). Em relação a fevereiro, quando a opinião era de 25% dos economistas, houve um aumento das previsões negativas ou mais realistas da situação.

Além disso, o Banco Central alemão (Bundesbank) advertiu que economia da maior economia da zona do euro pode entrar em recessão também no 3º trimestre, segundo relatório do banco divulgado no último dia 19.

A economia alemã está sendo profundamente afetada pelas tensões entre EUA e China na guerra comercial e a iminente saída da Inglaterra da União Europeia, uma vez que a principal força econômica do país está, sobretudo, em exportações de alto valor agregado. Com isso, o país está à beira de uma recessão técnica, tendo tido recessão de 1% no 2º trimestre do ano.

Desta forma, as duas principais economias capitalistas, dos dois principais países imperialistas, estão à beira da falência. Ou seja, a crise é gigantesca. Vale lembrar que o capitalismo procura conter a crise nos países centrais, fazendo com que esta acabe explodindo nos países atrasados.

A extensão da nova onda da crise será portanto mundial, assim como foi em 2008. Com a diferença de que o capitalismo nunca conseguiu se recuperar da etapa de crise anterior, e que a futura será uma versão maior e mais expandida da passada.

Com isso, há uma clara tendência de aumento da política de golpes de estados e da tentativa dos capitalistas de impor uma intensificação da imposição da política neoliberal contra a maioria da população, de forma que quem sofrerá com as consequências serão os trabalhadores, tanto dos países atrasados como dos próprios países imperialistas.

A crise política, que já é intensa, tende a aumentar em todos os países, uma vez que a crise, e a luta por sobrevivência na selvageria capitalista, se aprofundará entre os setores da própria burguesia.

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