Rebeldes do Donbass denunciam preparação de ofensiva do regime ucraniano

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Moscou, Prensa Latina – A direção da autoproclamada república de Donetsk chamou ontem (17) a comunidade internacional a impedir uma agressão da Ucrânia a partir da região de Mariupol, com um agrupamento de 20 mil militares.

Chamamos toda comunidade internacional a pôr em prática medidas para evitar um ataque das forças armadas ucranianas contra Donetsk, anunciou o porta-voz da Milícia Nacional da referida república rebelde, Eduard Basurin.

De acordo com nosso serviço de inteligência, na zona de Mariupol, as forças armadas ucranianas concentram seis brigadas, entre elas uma motorizada, fusileira e uma de desembarque, com 120 tanques e 260 peças de artilharia e sistema de foguetes, afirmou.

Ademais, Kiev transportou para a região de Mariupol pelo menos quatro aviões de assalto SU-25, informaram meios de imprensa locais.

Basurin assinalou que as denúncias feitas na semana passada pegaram de surpresa a chefia militar ucraniana, obrigando a adiar sua ofensiva prevista para o dia 14 deste mês, com o fim de lançá-la em um futuro próximo.

De acordo com nossas fontes, Kiev decidiu criar uma situação informativa mais favorável para uma operação militar, com uma campanha sobre uma suposta preparação de uma ofensiva de Donetsk contra a Ucrânia, comentou.

Para isso, o Governo ucraniano realizou consultas com seus sócios da Organização do Tratado do Atlântico Norte para no caso de realizar uma provocação contar o apoio midiático e político necessário, denunciou o porta-voz rebelde.

Assim, Basurin apontou que Kiev fala agora de uma operação no dia 24 ou 25 deste mês por parte da milícia de Donetsk, embora na realidade seriam as tropas ucranianas as que lançariam a postergada ofensiva, apontou.

A data é compreensível, afirmou, porque ocorre um dia antes de cumprir-se o mês da lei marcial, decretada pelo presidente Piotro Poroshenko, depois da provocação orquestrada por Kiev no último dia 25 de novembro no estreito de Kerch.

Segundo os acordos de Minsk, pactuados em fevereiro de 2015, as partes devem respeitar o cessar-fogo, retirar a 70 quilômetros da linha de confronto seu armamento pesado, realizar uma anistia e o intercâmbio de prisioneiros.

Em maio de 2014, Donetsk e a autoproclamada república de Lugansk realizaram dois referendos de independência, apoiada pela grande maioria de suas populações.