Mais escolas militares
O único esforço dos governos estaduais para a educação é transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológico, por meio da militarização das escolas
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
colegio-pm-970x550 (1)
Colégio da Polícia Militar em Curitiba | Reprodução

O projeto de lei para criação de 200 colégios cívico-militares no Paraná anunciado na última segunda-feira (14) pelo governador Ratinho Jr (PSD), mostra o avanço exponencial do processo de militarização das escolas.

Em 2019, o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares do governo ilegítimo do Bolsonaro, anunciou que o Paraná receberia duas escolas das 216 escolas previstas para todo o país, até 2023. Contudo, o governo do Paraná junto com a Assembleia Legislativa fez pressão para que o estado recebe-se pelo menos 20 instituições “abertas à colaboração dos militares”, uma para cada região.

No início do ano de 2020, o Paraná tinha oficialmente quatro escolas sendo adaptadas para a administração cívico-militar pelo programa, quando o calendário escolar foi substituído por aulas remotas por conta da pandemia. Agora, o estado pretende implementar o seu próprio programa com esse projeto de lei fascista, com 200 escolas.

O aumento no número de escolas cívico-militares não se dá apenas no ensino público. O Paraná já tem pelo menos sete colégios cívico-militares na rede particular de ensino, além das quatro escolas militares da rede pública.

Enquanto os estudantes, professores e comunidade escolar vem sofrendo com o desmonte da educação. Sendo forçados a fazer um ensino remoto, que já se mostrou uma verdadeira farsa, o único esforço dos governos estaduais para a educação é transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológico, por meio da militarização das escolas. Sem contar a pressão do mercado, acatado pelos governos fascistas para a volta das aulas presenciais.

A secretária de saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, anunciou que as aulas na rede municipal de Curitiba podem voltar antes da descoberta de uma vacina para a covid-19, no sexta-feira dia 11 de setembro. Entretanto, está havendo resistência! Professores e funcionários da rede estadual de ensino decidiram, no último sábado (12), que não retornarão para aulas presenciais em 2020. Em assembleia promovida pela APP-Sindicado, os servidores aprovaram a greve contra a retomada das aulas presenciais durante a pandemia do coronavírus.

Os estudantes, os que serão mais atingidos por esse projeto fascista, devem convocar a comunidade escolar, pais, professores, e todos os profissionais da educação a se unirem no combate a militarização das escolas. Pelo fim das escolas militares! Não ao ensino à distância! Volta as aulas só com vacina!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas