Mais escolas militares
O único esforço dos governos estaduais para a educação é transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológico, por meio da militarização das escolas
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Colégio da Polícia Militar em Curitiba | Reprodução
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Colégio da Polícia Militar em Curitiba | Reprodução

O projeto de lei para criação de 200 colégios cívico-militares no Paraná anunciado na última segunda-feira (14) pelo governador Ratinho Jr (PSD), mostra o avanço exponencial do processo de militarização das escolas.

Em 2019, o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares do governo ilegítimo do Bolsonaro, anunciou que o Paraná receberia duas escolas das 216 escolas previstas para todo o país, até 2023. Contudo, o governo do Paraná junto com a Assembleia Legislativa fez pressão para que o estado recebe-se pelo menos 20 instituições “abertas à colaboração dos militares”, uma para cada região.

No início do ano de 2020, o Paraná tinha oficialmente quatro escolas sendo adaptadas para a administração cívico-militar pelo programa, quando o calendário escolar foi substituído por aulas remotas por conta da pandemia. Agora, o estado pretende implementar o seu próprio programa com esse projeto de lei fascista, com 200 escolas.

O aumento no número de escolas cívico-militares não se dá apenas no ensino público. O Paraná já tem pelo menos sete colégios cívico-militares na rede particular de ensino, além das quatro escolas militares da rede pública.

Enquanto os estudantes, professores e comunidade escolar vem sofrendo com o desmonte da educação. Sendo forçados a fazer um ensino remoto, que já se mostrou uma verdadeira farsa, o único esforço dos governos estaduais para a educação é transformar as escolas em um ponto de controle social e ideológico, por meio da militarização das escolas. Sem contar a pressão do mercado, acatado pelos governos fascistas para a volta das aulas presenciais.

A secretária de saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, anunciou que as aulas na rede municipal de Curitiba podem voltar antes da descoberta de uma vacina para a covid-19, no sexta-feira dia 11 de setembro. Entretanto, está havendo resistência! Professores e funcionários da rede estadual de ensino decidiram, no último sábado (12), que não retornarão para aulas presenciais em 2020. Em assembleia promovida pela APP-Sindicado, os servidores aprovaram a greve contra a retomada das aulas presenciais durante a pandemia do coronavírus.

Os estudantes, os que serão mais atingidos por esse projeto fascista, devem convocar a comunidade escolar, pais, professores, e todos os profissionais da educação a se unirem no combate a militarização das escolas. Pelo fim das escolas militares! Não ao ensino à distância! Volta as aulas só com vacina!

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