Privatizações
A Copel Telecom, empresa que lidera o ranking de banda larga no estado do Paraná, foi entregue pelo governo bolsonarista de Ratinho Jr (PSD) ao fundo Bordeaux
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COPEL | Foto: Reprodução

A Copel Telecom, empresa que lidera o ranking de banda larga no estado do Paraná, foi entregue pelo governo bolsonarista de Ratinho Jr (PSD) ao fundo Bordeaux, que pertence a Hélio Costa, um elemento da direita golpista, do chamado “centrão”. Este é empresário e político burguês do MDB, foi do PFL (atual DEM), indicado pela burguesia para ser ministro das comunicações durante o governo do PT, para fazer lobby com as empresas monopolistas do setor, como Oi, Vivo, Tim e Claro.

Outra empresa pública já havia sido entregue pelo governo do Paraná ao fundo Bordeaux, a Sercomtel.

A justificativa do governo para a privatização da empresa é os recursos obtidos com a venda da unidade de telecom serão investidos no core da COPEL, que é geração e transmissão de energia, e com foco no Paraná.

Mas as desculpas caem por terra quando verifica-se que os planos de entrega do patrimônio da COPEL já era antigo. Há 20 anos, em 1999, o governo Lerner (ex-PFL) iniciava o processo de privatização da Copel. A venda da empresa de energia do Paraná foi impedida em 2001 por conta da mobilização dos movimentos sindicais e da população. Movimentação essa que completa 18 anos no próximo dia 15 de agosto. Decisão acertada do povo. Há poucos dias, a empresa divulgou lucro de R$ 1,1 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2019.

A empresa entregue ao fundo é uma jóia ná área de comunicação. A Copel Telecom possui 100% de sua tecnologia em fibra ótica e é líder deste mercado no Paraná. A subsidiária está presente nos 399 municípios do Estado com 36 mil quilômetros de cabos que levam internet de alta velocidade a 170 mil clientes.

É assim que age o neoliberal, transfere o patrimônio público para o privado, capitalista, retirando além das empresas, os benefícios sociais como Previdência, saúde, escolas, etc. do povo e transferindo para os empresários. Retiram do povo e enviam para os já ricos empresários capitalistas.

Isso ocorre devido à crise do sistema capitalista, em que as empresas não conseguem mais gerar lucros e se agarram no estado para continuar a sobreviver. Aumenta o lucro das empresas à custa do sangue e suor dos trabalhadores.

Privatizar empresas lucrativas é mostrar que o estado é burguês e está a serviço da burguesia. Os trabalhadores para impedir isso, só tem como opção  ir às ruas e lutar contra esse estado e impor o estado operário, assumindo o controle dele.

As privatizações são um crime contra a população e requer autodefesa por parte dela. Os paranaenses e o povo do Brasil precisam dar um basta ao desmonte do estado.

Como para quase tudo hoje necessitamos do uso da internet, e a pandemia acentua essa necessidade, entregar esses setores estratégicos para o capital estrangeiro é algo inadmissível. Coloca o país nas mãos dos capitalistas imperialistas e perdemos autonomia enquanto nação.

Tanto o governo federal como os governos estaduais e municipais estão fazendo uma política que favorece o domínio e a exploração do imperialismo. Transferem tudo ao capital estrangeiro deixando o nosso país e os demais que estão em desenvolvimento completamente dependentes dos países centrais.

Com toda essa crise é necessário que o povo se volte contra essa política, senão haverá muita miséria a mais, fome, desemprego e mais doenças.

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