“Rodízio”
O desabastecimento de água já virou rotina em Curitiba e região, mesmo em plena crise sanitária
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Sanepar. Foto: Ângelo Rigon |

Enquanto a doença do novo coronavírus (Covid-19) avança, aumentando diariamente o número de óbitos em todo o país, em Curitiba e região, a Sanepar segue com o rodízio na interrupção de água.

No início, eram apenas alguns bairros afetados pelo corte temporário no abastecimento. Agora já anunciam que o fornecimento será interrompido em 93 bairros de Curitiba e região. Em pleno pico da pandemia estão negando um dos direitos mais fundamentais da população: o acesso ao saneamento básico para sua higiene e proteção contra a contaminação pelo vírus. 

A desculpa para a interrupção de água nesses bairros continua sendo a falta de chuvas, que “castigam” a região e o fato de que o Rio Miringuava, que as abastece, encontra-se com menos de 30% de seu nível. Mas a verdade é que não existe vontade política para se estabelecer medidas emergenciais que possam manter o abastecimento de água para toda a população.  

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca e os prefeitos dos demais municípios da região, estão impondo essa rotina perversa à população desde o mês de março, quando os rodízios começaram. Isso mostra o absoluto descaso pela situação dos moradores destes bairros, que terão de se virar sozinhos para se manterem com a higiene que a situação do coronavírus impõe. 

Até quarta-feira (13), a capital paranaense já contava com 31 mortes por Covid-19 e mais de mil casos confirmados de infectados. Num contexto nacional de subnotificação, podemos considerar que o número de óbitos é superior ao registrado oficialmente. Mas os governantes continuam insensíveis às necessidades básicas do povo e se negam a encontrar soluções práticas para que, mesmo com a longa estiagem que vem afetando os rios que abastecem a capital, os moradores de todos os bairros continuem a ter livre acesso à água para se protegerem do contágio. 

O rodízio afetará bairros de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Almirante Tamandaré, Colombo e Tijucas do Sul. Nos primeiros rodízios, as interrupções duravam cerca de 24 horas, agora a previsão é de que o serviço seja suspenso por até 2 dias, dependendo da área. 

Não bastasse isso, moradores de Curitiba estão sofrendo também com o aumento repentino e injustificável em suas contas de água. Mesmo sendo obrigados a economizar água por conta do desabastecimento. Os aumentos chegam a 300%, de acordo com a página da internet do Jornal Tribuna do Paraná, em plena crise do Coronavírus. 

Casos como o de uma pandemia, necessitam de medidas emergenciais e que beneficiem e protejam a população trabalhadora da forma mais efetiva possível para evitar o contágio e consequentemente o número de infectados e mortos.

O Partido da Causa Operária (PCO) vem apresentando um conjunto de medidas necessárias para fazer frente a esse tipo de situação provocada pela pandemia, como a proibição de cortes de luz e água pela população, uma vez que as próprias empresas estatais tem descumprido a proibição de suspensão de fornecimento durante a pandemia. A situação imposta à população não apenas torna impossível a proteção e a quarentena, mas é um atentado do governador Ratinho Jr. (PSD) contra a vida do povo.

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