Raquel Dodge golpista: Lula não pode ser candidato, nem eleitor e nem ter opinião

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São mais de seis meses de perseguição implacável ao Lula, o principal líder político do país, isso se considerarmos apenas o tempo de prisão. Levando em conta o golpe, some-se a esse tempo pelo menos mais dois anos. Não foi sem motivo que o ex-presidente do Equador, Rafael Correa, declarou em entrevista o objetivo do imperialismo em aniquilar fisicamente as principais lideranças de esquerda latino-americanas.

Esse é o propósito com Lula. A grande imprensa golpista e o Judiciário são a ponta-de-lança de uma campanha diuturna em denegrir a imagem de Lula. “É um condenado por corrupção”, Tá na cadeia porque é criminosa”. Recentemente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a manutenção da proibição de Lula conceder entrevista, conforme pleiteado pelos jornalistas Florestan Fernandes Júnior e Mônica Bergamo, com o argumento que é a expressão de um país que vive um estado de exceção: “Foge à finalidade da pena permitir entrevista que objetive obter do entrevistado opinião sobre a ‘situação política, social e econômica do país, especialmente no contexto atual da disputa democrática eleitoral’. O fato é que ele é um detento em pleno cumprimento de pena e não um comentarista de política”.

Dodge foi “escolhida a dedo” para a PGR. Há várias denúncias de seu envolvimento com os órgãos de informações norte-americanos, inclusive a de que é casada com um agente da CIA que se traveste de professor de inglês. Assim como todos os golpistas, tipo Bolsonaro, não tem nenhuma relação com o Brasil. O seu papel é o de destruir a esquerda, em particular Lula, para abrir caminho ao saque do país pelo imperialismo norte-americano.

Os passos seguidos dos golpistas em direção à expansão dos seus tentáculos sobre o Estado brasileiro não foi obra exclusiva de figuras abjetas como Sérgio Moro, Temer, Eduardo Cunha e mais uma plêiade borra-botas tupiniquins. Todos são meros funcionários dos EUA.

O projeto de perseguição ao Lula e ao PT foi gestado fora do país. O que tivemos aqui foram os funcionários executantes. Um que menos importava em todas as etapas de perseguição e condenação do ex-presidente era a existência de provas, a legalidade dos procedimentos, os mínimos direitos democráticos de um cidadão e mesmo as prerrogativas constitucionais de um ex-presidente. Em caso de impasse, o verde “reluzente”do dólar ou a baioneta de um general a espetar a largas ancas dos bufões de todos os poderes para “convencer da justeza” dos propósitos do Tio Sam.

A perseguição ao Lula é implacável porque ele é a expressão popular da luta contra o golpe. Não fosse a capitulação do PT em substituí-lo por outro candidato, o regime político entraria numa crise profunda. Foi a sua exclusão que permitiu a fraude escancarada das eleições. Sequer permitir que tivesse direito a votar. Agora também não pode falar.

Rafael Correa tem toda a razão. Eles querem e vão eliminar o Lula se a esquerda não construir uma grande luta contra o golpe e pela sua liberdade.