Raquel Dodge, funcionária do imperialismo e cúmplice da Lava Jato

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Na tarde da última terça-feira (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recebeu um grupos de procuradores ligados à Operação Lava Jato, dentre eles Deltan Dallagnol, a fim de expressar seu apoio e o apoio da PGR aos escândalos criminosos promovidos por esses agentes, revelados recentemente pelo sítio The Intercept.

De noite, a PGR publicou uma nota sobre o encontro, em que informou a posição de Dodge a respeito dos crimes da Lava Jato.

“O apoio institucional, financeiro e de pessoal ao combate à corrupção e ao crime organizado feito pela Força-Tarefa Lava Jato continuará, para que o patrimônio público seja preservado e a honestidade dos administradores prevaleça, pois o contraditório e a ampla defesa têm sido usados nas ações judiciais para assegurar que o trabalho feito com qualidade e eficiência, e que passou pelo crivo de várias instâncias judiciais e do Ministério Público, esteja apto a produzir efeitos legais válidos”, disse Dodge, segundo o documento.

Isso significa que a PGR continuará financiando os crimes da Lava Jato, evidenciando mais uma vez que é cúmplice da maior arbitrariedade dos últimos tempos no Brasil: o golpe de Estado e, especificamente, a prisão ilegal de Lula, montada por Sérgio Moro (juiz) em conluio com os procuradores e promotores (acusação), contra o ex-presidente (réu) na mais escancarada operação de perseguição política pelo menos desde o final da ditadura.

Além disso, a PGR enfatizou seu posicionamento contrário à anulação do julgamento contra Lula, pedido feito pela defesa do petista, que foi ilegal justamente pela conspiração orquestrada entre juiz e acusação. No último dia 21, Dodge enviou ao STF parecer contrário à anulação e a 2ª turma do Supremo o acatou, mantendo Lula preso ilegalmente.

A procuradora-geral recebeu os agradecimentos de Dallagnol, afinal ambos estão juntos nessa operação golpista e ambos são serviçais do imperialismo contra o Brasil.

É importante lembrar que, em dezembro do ano passado, a líder da PGR já havia recorrido à decisão do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, para derrubar a liminar que permitia a libertação imediata de Lula, em meio a uma intensa crise que quase fez explodir o Judiciário. Antes disso, em agosto, Dodge já havia contestado no TSE a validade do registro da candidatura de Lula nas eleições presidenciais, logo após, em um grande ato em Brasília, ele ter se registrado.

Raquel Dodge, vale recordar, é casada com Bradley Dodge desde 1992. Trata-se de um ex-professor norte-americano da Escola das Nações, órgão privado de ensino para filhos de diplomatas estrangeiros em Brasília, criado ainda na época da ditadura no prédio do Instituto Britânico Independente (IBI). Há quem diga que Bradley fosse muito próximo da Embaixada dos EUA, devido ao seu trabalho. Anos depois, Dodge obteve seu mestrado na Universidade de Harvard, a mesma onde “estudou” Sérgio Moro, um local de formação dos agentes do imperialismo norte-americano.

Especulações à parte, o desempenho de Dodge contra Lula e a favor da Lava Jato, mesmo quando essa operação já está absolutamente desnudada, mostra que ela é, de fato, uma funcionária do imperialismo Brasil. Da mesma forma que são todos os agentes da Lava Jato, encabeçados por Dallagnol e Moro.