Raposa no galinheiro: presidente do Banco do Brasil defende a privatização da instituição

O vendilhão presidente do Banco do Brasil, o “chicago-boy” Rubens Novaes, voltou a atacar o Banco do Brasil e seus funcionários e a defender a privatização em evento realizado no Rio de Janeiro no dia 15/08.

Segundo Novaes, “empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica estariam bem melhores na mão do setor privado”. Disse ainda que o BB não tem capacidade de concorrer com os bancos privados. Que se sente com as mãos atadas e com a perna como se tivesse com bolas de chumbo por não poder demitir maus funcionários, entre outras afirmações, todas típicas de um charlatão.

Na verdade, as bolas de chumbo não estão na perna desse senhor, mas na cabeça desprovida de massa cinzenta e preenchida com uma massa opaca, sem vida, produzida na medida para ocupar as mentes de zumbis, que têm como única função produzir meros serviçais treinados para destruir a economia nacional em favor do capital financeiro associado ao imperialismo norte-americano.

Para esse senhor, sinônimo de competência e boa administração deve ser a Vale, antiga Vale do Rio Doce, que, com a política criminosa de seus dirigentes, acaba por ser responsável pelo assassinato de mais de 300 pessoas na região de Brumadinho em Minas Gerais, justamente porque a única sanha desses “admiráveis empresários” é rapinar as riquezas minerais e seus trabalhadores e a própria comunidade, sem sequer ter a preocupação de mantê-los vivos, como ficou atestado com o total descaso com as barragens de dejetos.

Pode-se, ainda, citar o caso do “chicago-boy mor”, dessa gangue que está no governo, e responsável direto pela indicação do senhor Novaes para o Banco do Brasil, o “eminente” ministro da Economia, Paulo Guedes, que como um capacho sem nenhum tipo de pudor acaba de declarar em viagem aos Estados Unidos que “Temos um presidente [Bolsonaro] que adora a América. Eu também. Adoro Coca-Cola e Disneylândia. É uma grande oportunidade para investir no Brasil. Eu os convido para essa nova parceria.”

Estamos de volta à época da ditadura militar em que o então político e militar brasileiro Juracy Magalhães, nomeado embaixador nos EUA pelo primeiro presidente militar depois do golpe de 64, Castello Branco,  declarou, sem pejo, que “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil“. Trocando em miúdos, “sejamos felizes como colônia dos norte-americanos”.

Os bancários do BB, assim como os da CEF e dos demais bancos públicos estão diante de uma situação objetiva: o governo do golpista de extrema-direita Bolsonaro quer destruir os bancos públicos. Tudo o que importa é entregar nossas riquezas para o grande capital nacional e internacional e liquidar com as mínimas condições de vida dos bancários com as demissões e com a condenação para que os trabalhadores sequer tenham direito à aposentadoria.

Por outro lado, a população está levantando a cabeça. O expressivo repúdio popular ao fascista Bolsonaro durante o carnaval é um demonstrativo da nova situação política que está se abrindo.

Os bancários devem fazer o mesmo. A vitória deles, será a derrota dos trabalhadores. A constituição de comitês de luta por local de trabalho e por banco pode ser o caminho para o início de uma grande mobilização da categoria. Motivos não faltam.

Os bancos públicos são do povo. Por um Banco do Brasil controlado pelos seus funcionários.