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Crime de guerra
Radioatividade detectada no Iraque ligada as forças armadas dos EUA
Invasão imperialista contra o Iraque em 2003 destruiu o país para roubar seu petróleo com a desculpa inventada de que Bagdá possuía armas de destruição em massa
Iraqi Freedom
Crime de guerra
Radioatividade detectada no Iraque ligada as forças armadas dos EUA
Invasão imperialista contra o Iraque em 2003 destruiu o país para roubar seu petróleo com a desculpa inventada de que Bagdá possuía armas de destruição em massa
Criança iraquiana com blusa do Brasil olha soldado americano durante a ocupação. Foto: U.S. Army
Iraqi Freedom
Criança iraquiana com blusa do Brasil olha soldado americano durante a ocupação. Foto: U.S. Army
Bagdá, 28 de novembro (Prensa Latina) Investigadores independentes descobriram que, desde a invasão do Iraque pelo Pentágono em 2003, mais bebês nascem com malformações congênitas do que nunca, foi relatado aqui hoje.
Os especialistas publicaram na British Environmental Pollution os resultados do exame de dezenas de crianças iraquianas nascidas perto da base aérea de Tallil, pertencentes a uma coalizão militar que chefia os Estados Unidos.

Segundo o estudo, aqueles com defeitos congênitos graves tinham níveis elevados de tório, uma substância radioativa que deriva da decomposição do urânio empobrecido.

Portanto, os efeitos negativos à saúde no Iraque podem ser atribuídos ao uso frequente das forças americanas de munição com esse tipo de substância.

Por ser mais denso, o urânio empobrecido confere maior eficácia às balas e projéteis contra veículos blindados, embora seja um risco para os civis onde o Pentágono está em guerra e até para seu próprio pessoal.

Toda a atividade militar deixa uma marca nos sistemas ecológicos e, no caso do Exército dos EUA, é particularmente grande.

Após a presença de soldados em quase todo o mundo, há um traço tóxico de substâncias químicas ou radioativas como resultado das quais ocorrem mutações no DNA, como é o caso do Iraque.

Uma equipe liderada por Mozhgan Savabieasfahani, pesquisador independente de origem iraniana, com sede em Michigan, Estados Unidos, descobriu altas taxas de câncer, abortos espontâneos e envenenamento em pessoas que residem perto das bases americanas ou onde houve combates sangrentos.

O cientista estima que o aumento dessas doenças ocorreu com o uso de milhares de bombas e munições revestidas com urânio empobrecido.

‘Quando uma bomba revestida com urânio empobrecido atinge seu alvo, o fogo causa emissões de pequenas partículas radioativas que o vento pode transportar por muitos quilômetros e poluem o ar que pessoas inocentes respiram’, disse Savabieasfahani.