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Imprensa francesa se escandaliza por Venezuela controlar suas fronteiras, coibir ingresso ilegal e combater o coronavírus
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Caracas Vez 08 2020-  Presisente da Venezuela Nicolas Maduro durante reunião  fala dos 7 dias de flexibilização na Venezuela  e agora começamos com 7 dias intensos de quarentena necessária, consciente, radical, familiar e comunitária para cortar as cadeias de transmissão do Covid-19. É o nosso método de combater esta difícil batalha pela humanidade.Pr Venezuela
Governo da Venezuela se reune para tratar da pandemia de coronavírus | Foto: Presidência da Venezuela

O imperialismo faz uso massivo da propaganda para atacar as nações que não se submetem a seu julgo. Através de sua imprensa burguesa, calunia, mente, distorce, exagera e omite informações o tempo todo. O alvo mais uma vez é a Venezuela e seu governo, que está sendo atacado por combater o coronavírus, isso mesmo, o grupo de imprensa francesa RFI editou matéria intitulada “Com medo da Covid-19, Venezuela discrimina venezuelanos que voltam ao país”. Na matéria, o controle de ingresso na Venezuela é considerado “discriminação”.

Quando milhares de venezuelanos saíram do país, a imprensa burguesa internacional deu amplo destaque. Dizia que o povo fugia da miséria e de um governo ditatorial, mas omitia as sabotagens praticadas pelos países imperialistas, como o bloqueio econômico, o confisco de depósitos internacionais e a promoção de tentativas de golpes, o que impôs grandes dificuldades ao povo da Venezuela. Agora que o fluxo migratório se inverteu, escondem o fato destas pessoas terem encontrado situação muitas vezes pior nos países vizinhos, onde eram discriminados e deixados à própria sorte. Os venezuelanos retornam em busca do amparo governamental que implementa um plano de combate à pandemia, o que não ocorre em países como Brasil, Peru, Colômbia ou Chile.

O governo bolivariano de Nicolás Maduro, estabeleceu uma quarentena na fronteira para evitar que a pandemia de coronavírus se alastre pelo país, como acontece nos EUA e no Brasil. Rígidas medidas de isolamento social foram adotadas no país, como colocação de barreiras para impedir trânsito de veículos e a proibição de realização de festas, mas também foram tomadas medidas de proteção social como proibição de demissões e a construção de hospitais de campanha dentre outras ações.

A RFI se escandaliza porque o governo Maduro chama a Covid-19 de vírus colombiano, mas que outro nome usar se o fluxo infeccioso na Venezuela tem origem exatamente naquele país? Além do mais, a Covid-19 é tão colombiana quanto chinesa, esta sim, a forma pela qual a RFI e o conjunto da imprensa imperialista prefere denominá-lo.

Outro ponto destacado pelo jornal francês é o combate travado por Caracas contra os “trouxeros”, pessoas que cruzam ilegalmente as fronteiras. Para a RFI são perseguidos, mas como será que o governo francês recebe aqueles que cruzam suas fronteiras ilegalmente? Nós bem sabemos que não é com festa, flores nem tampouco com champanhe. O jornal cita como negativa a “destruição” de 21 “troxas”, pontos de passagens clandestinas na fronteira com a Colômbia. O governo de Caracas criou e-mail para identificar, de forma anônima, aqueles que ingressam ilegalmente no país, medida aliás largamente adotada em países como os EUA, inclusive em períodos anteriores à pandemia, mas isso nunca chocou a imprensa burguesa.

A Venezuela tem todo o direito de controlar o ingresso em suas fronteiras, sobretudo nesse momento de pandemia, além disso, sob constante ataque do imperialismo, que busca a qualquer custo um golpe de Estado no país, não é exagero prevenir-se de ataques biológicos, afinal os EUA já usaram armas químicas e biológicas contra o Vietnã por exemplo, e incendiaram plantações em Cuba para desestabilizar o país causando fome em seu povo.

O uso da distorção dos fatos pela imprensa burguesa como método de propaganda não nos surpreende, deve ser combatido com informação e pela denúncia constante, o que só pode ser feito por uma imprensa livre e a serviço da classe trabalhadora. É nesse sentido que é necessário denunciar mais esse ataque à Venezuela, cujo povo deve ser livre para conduzir sua própria história sem a intervenção estrangeira.

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