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A jornalista Rosana Batalha, 54 anos, denunciou nas redes sociais uma caso de racismo, cuja, vítima foi seu filho, Caio Batalha, de 19 anos. Segundo relato, na terça-feira (03), o rapaz, que saía do Colégio no Maracanã, tomou um ônibus em direção ao Méier. Durante o percurso foi acusado por uma mulher Branca de tê-la roubado: “esse moleque me roubou”, gritou ela. O rapaz foi imediatamente reprimido por outros passageiros que lhe seguraram.

Caio, que é músico e estuda segurança do trabalho, teve de abrir a bolsa e provar que não roubou nada. Caio foi acusado única e exclusivamente por que é negro. A acusação contra um negro é  convertida imediatamente em condenação sumária. Para o negro não existe de fato o direito constitucional da presunção de inocência, o que existe de fato é a presunção da culpa, princípio este que os golpistas estenderam, no direito penal, para os inimigos do regime, para a esquerda, para o povo.

Por que uma pessoas sente-se confortável para acusar de público alguém de ter-lhe roubado sem ter nem mesmo uma mínima evidência? Com o agravante de que esta pessoa pode ser presa injustamente, linchada, assassinada etc., o que é bastante comum.

A acusação contra Caio não é apenas uma iniciativa de um indivíduo preconceituoso, apesar de existir este componente, mas faz parte de todo um sistema de dominação; de subjugação econômica, social e política de uma população, no caso a população negra, dentro e pelo Estado nacional Brasileiro.

O racismo é uma manifestação ideológica perversa dessa dominação que atinge a todos nós, uma ideologia que justifica, explica, dá sentido e reproduz o sistema de dominação e exploração que o negro é vítima. A conhecida identificação entre negro e “bandido”, tão propagada pela imprensa capitalista, bela burguesia,serve, naturalmente, ao propósito de perseguição a população negra, somando-se a ela a também amplamente difundida sentença,  de que “bandido bom é bandido morto”, temos uma clara justificativa do genocídio do povo negro que atua na consciência social.

Os indivíduos sentem-se apontados para acusar e punir o negro pois há um sistema em que o negro é  sempre culpado, sempre passível de punição, se não por isso, por algo. Com o golpe de estado a situação fica mais dramática já que a direita aumenta o ataque contra a população negra é aumenta também também as manifestações racistas e violência.

Para que o que aconteceu com Caio e com tantos outros negros vítimas deste sistema racista, é preciso que a população negra esteja em pé de igualdade com o restante da população brasileira, é  lutar e impor pela força os direitos democráticos do povo negro a toda sociedade, que será mudança profunda, mas neste momento em primeiro lugar é preciso derrotar o golpe de Estado.

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