Capitulação intelectual
Teoria e conceito identitário, que mais confunde que resolve o problema do racismo no Brasil, vista e analisada sob a base classista
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
maxresdefault
Silvio Luiz de Almeida, intelectual do racismo estrutural no Brasil | Jornal Grande Bahia

Antes de qualquer coisa, o racismo estrutural é uma teoria acadêmica, que influenciada pelas universidades norte-americanas, se espalhou pelas universidades latino-americanas, como uma teoria confusa e contraditória, originada da teoria geral do classicismo estrutural.

O racismo é uma ideologia, que basicamente é o que uma determinada pessoa pensa de uma outra pessoa, ou o que um determinado grupo social pensa de um outro determinado grupo social, como por exemplo, brancos que possuem a ideia de que os negros são inferiores.

Por ser uma ideia, o racismo não pode ser estrutural, pois toda ideia é um reflexo de uma realidade, em última instância de uma realidade econômica. Como colocou Marx, a estrutura econômica são as relações econômicas e sociais, e é sobre essa estrutura Econômica que se ergue uma superestrutura política, que é o marco de um conjunto de instituições e fatos que dependem dessa estrutura e são condicionados por ela.

É dessa estrutura econômica, que a superestrutura ou a sociedade forma um conjunto de ideias, que são as formas como ela compreende e como ela se apropria dessa realidade material. Assim, o pensamento ou a ideia não é uma realidade material, portanto não pode ser uma estrutura material, mas uma consequência da própria conjuntura econômica, ou melhor, do capitalismo.

A ideia do racismo estrutural é confusa, porque é feita sem essa consideração. Quando estes ideólogos dizem do racismo, dizem como uma coisa que já deveria ter ido embora, como um fenômeno psíquico de uma parte da sociedade de considerar o negro assim e assado. Apregoam, como se na sociedade capitalista todos fossem iguais, mas que a ideia do racismo permanece porque existem variadas manifestações ideológicas dentro da sociedade, as quais se forma uma estrutura que continua alimentando esse preconceito.

Resumindo, o conceito do racismo estrutural acredita que todos somos iguais nesta sociedade de classes, mas que algumas pessoas vivem a ilusão de que nós não somos iguais, e que são portanto, as pessoas é que devem ser atacadas ou reprimidas, mas não a estrutura econômica capitalista de classes.

Acreditam portanto, seguindo esta lógica, que o racismo então é somente um problema de educação da população, que se acabando com essa educação, como inclusive reescrevendo certo livro que fala, por exemplo “nego véio”, se acabaria com o racismo. É um ultra-idealismo da esquerda, pois o racismo no Brasil existe porque o negro não é igual ao branco economicamente em primeiro lugar, por consequência também não o é politicamente, e por conseguinte, culturalmente.

É nesse amálgama que se está construído também todo identitarismo. Elaborado sobre essa premissa fundamentalmente falsa. Como por exemplo os ataques aos monumentos públicos ou a pessoa que um determinado intelectual acredita que seja responsável por essa situação degradante do negro.

No Brasil, derrubar a estátua do Pedro Álvares Cabral, que nada tem a ver com a escravidão, fora o fato de que ele era português e os brancos portugueses depois dele há 50 anos trouxeram os negros escravizados para o Brasil, não significa nada além do apagamento da história e da cultura material do país. Não acabará com o racismo, mas pelo contrário, irá dificultar o acesso à História do povo brasileiro, assim como também apregoa a ideologia fascista.

Outro exemplo, é Silvio Almeida, o Papa do racismo estrutural no Brasil.

Almeida, que escreveu o livro Racismo Estrutural, foi chamado pelo Carrefour como se fosse uma pessoa que luta efetivamente pelo negro para sugerir mudanças na rede imperialista. A multinacional francesa que assassinou o negro João Alberto um dia antes do dia nacional da consciência negra, criou após o caso um Comitê Externo incluindo o intelectual. Logo após o impactante assassinato, Almeida propõe à contratação de seguranças próprios do Carrefour, absolvendo a rede de mercado pela morte do negro, colocando o racismo na conta não do imperialismo, mas sim das empresas de segurança privada.

Obviamente que a medida de Almeida não terá nenhum resultado positivo à população negra. O Comitê Externo do Carrefour, é portanto, mais areia nos olhos do povo, o que não vai modificar em nada a dura realidade enfrentada pela classe trabalhadora mais esmagada pelo capitalismo. Nesse sentido, está claro a utilidade do conceito.

O racismo estrutural, como parte da política identitária, não serve senão de mais um instrumento do imperialismo, ou seja, da classe dominante em confundir a população negra e suas organizações e movimento no sentido da capitulação e da derrota. Trabalhando como o fascismo, no apagamento da memória e da cultura dos povos, e no mascaramento do extermínio dos negros pelos órgãos repressivos da burguesia.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas