Racismo eleitoral nos EUA: republicanos tomam medidas para reduzir votos de negros

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Representando cerca de 59,2% do eleitorado americano; negros e latinos – 133 milhões de pessoas- podem vir a sofrer com medidas que visam reduzir a participação política dessa parcela da população no processo eleitoral. A medida que um setor faz demagogia com a situação de opressão desses setores para uma inclinação à sua política, na contra partida, os setores que representam o imperialismo norte americano deixam claro que, querem vetar a decisão política desse setor expressivo irrestritamente.

Um dos pontos que referendam  a medida, está na iniciativa de fechar locais onde se faz registro dos eleitores, aqui especificamente em áreas onde a população negra é maioria. Logo, impossibilitando o acesso dessas pessoas em relação ao registro e finalmente na decisão do processo eleitoral em suma. Além disso, há outras implicações: como a dificultação com documentos de identificação, sabendo que esse é um problema presente com relação aos negros e latinos que compõe em sua maioria a população mais pobre.

Isso demonstra o avanço da extrema-direita, que muito claramente representa  toda uma política de compactuação com a opressão da população negra e demais setores como os latinos, mulheres etc. A tentativa de excluir essa grande parcela da população das eleições está colocada desde 2013 quando houve a invalidação de trechos do ato de direitos ao voto, que fora estabelecido em 1965 no intuito de barrar a discriminação eleitoral. Com isso, abriu-se um leque para a criação de leis restritivas, que incisivamente se expressavam contra a população afro-americana, ou seja, uma perseguição aberta, tal qual está colocada novamente neste momento.

Com intenção de vetar essa participação, o senado republicano quer acabar com a eleição antecipada, a mesma que ocorreria no último sábado – dia em que a maioria dos negros costumam votar- sendo a terça-feira o dia oficial (6 de novembro) para realização da eleição. Com o avanço de medidas votadas na Suprema Corte, diversos estados adotara mais medidas restritivas com relação ao voto, que vão desde a exigência de comprovante de residência até ter votado em duas eleições federais seguidas. Um exemplo prático está no Texas, que hoje somente permite o voto desde a apresentação de carteira de motorista, passaporte ou documentos emitidos pelo governo, isso reflete principalmente nos latinos que costumam não ter essas identificações e que propriamente sofrem com dificuldades para adquiri-las.

É preciso ir na contra partida de medidas restritivas como essa, e chamar a população negra e a parcela dos demais oprimidos a se organizarem na luta política para que assegure o direito ao voto de cada indivíduo e barre o avanço daqueles que são personagens principais na sua opressão.