Racismo a serviço da exploração: negros ganham em média R$1,2 mil a menos do que brancos

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Não é preciso fazer uma busca muito vasta para entender e ver que a situação da população negra no país é de extrema precariedade. No mercado de trabalho está o maior reflexo da opressão dos negros no Brasil, último país abolir a escravidão, e o que se sabe sobre isso, que ao contrário de uma emancipação, a população negra continua sendo explorada, isso está demonstrado no abismo da diferença salarial em negros e brancos, que em média recebem R$ 1,2 mil a menos. Essa é a característica geral do racismo e propriamente da opressão, o lucro em detrimento a exploração de um setor, aqui em específico a população negra.

O Brasil é composto por mais de 200 milhões de habitantes, e a população negra compõe mais do que a metade deste número. Nos mais diversos relatos acerca do racismo no pais, sempre se ressalta a questão de como um país onde a população é composto quase que majoritariamente  por negros, ainda se perpetua o preconceito e a desigualdade. Em um primeiro momento, assim como dito acima, a população negra não foi verdadeiramente libertada, uma vez que, a abolição não lhe concebeu nenhum direito senão a “liberdade”, a população negra fora totalmente desemparada, onde não teve acesso a direitos básicos como a educação, saúde e segurança e portanto permaneceu marginalizada.

Todos os índices hoje presentes em pesquisas, estudos, etc sejam eles acerca da educação, mercado de trabalho e ou renda, mostra explicitamente a população negra presente nos índices mais baixos, esse é o resultado da constante e sistemática política de massacre dos negros no país. Um exemplo de como o ataque a população negra é algo que transcende até mesmo os níveis de escolaridade ou qualquer qualificação, está no caso de Eliad, mestre em Teologia e História, onde estudou na Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Em uma situação onde estava desempregada ela e uma colega, e por meio de uma amiga em comum havia a oportunidade de trabalhar como coordenadora de um projeto social em uma instituição pública, mas que no fim lhe foi oferecida a vaga de doméstica na casa da amiga, enquanto a vaga de coordenadora foi concedida a sua colega -sendo ela branca.

O cenário colocado, demonstra que desde então tem sido essa a imagem passado por aqueles que tem papel fundamental na opressão dos negros, e muito claramente este é o perfil de diversas empresas e instituições que representam essa política. Nesse sentido, a questão que fica latente neste momento, é a luta do povo negro por sua libertação imediata, é preciso estar organizado diante de uma pauta política que unifica a população prontamente no movimento de luta, ele que irá garantir direitos elementares contra o serviço de exploração dos golpistas fundamentados no estado burguês.