R$4

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A partir de domingo, dia 7, o paulistano pagará um novo preço pelas passagens de metrô e de ônibus. A viagem custará R$4. Para ir a um determinado lugar e voltar, serão gastos no mínimo R$8. Soa como uma provocação. O aumento é de exatamente 20 centavos, mesma quantia que motivou os protestos de 2013. Os responsáveis pelo aumento são dois tucanos: o prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Em 2013, o aumento da passagem foi impedido pelos protestos. No dia 13 de junho daquele ano, a polícia reprimiu o povo brutalmente, em defesa dos capitalistas e do aumento. As imagens da repressão repercutiram nas redes sociais e provocaram um crescimento exponencial do número de manifestantes.

Em 17 de junho, as ruas de São Paulo foram tomadas por um número exorbitante de pessoas. Imediatamente a direita começou uma operação para sequestrar a manifestação, incluindo o uso de bandos fascistas que obrigaram grande parte dos partidos de esquerda a abaixarem suas bandeiras. O PCO, corretamente, recusou-se a ceder aos coxinhas e fascistas. Em qualquer caso, a operação da direita funcionou. Os protestos que se seguiram foram se transformando em coxinhatos, e por isso logo perderam força, porque a direita é irremediavelmente impopular. Com o cancelamento do aumento, as ruas logo se esvaziaram de uma vez.

Embora as manifestações tenham sido sequestradas pela direita, no início elas expressavam uma revolta genuína contra o aumento da passagem, e depois contra a repressão policial, especialmente por parte da juventude. Uma revolta que permanece sempre latente, porque a polícia continua reprimindo e as passagens continuam aumentando.

Dessa vez, no entanto, o aumento da passagem é ainda mais penoso do que em 2013. Naquele ano, o aumento do salário mínimo foi de 9%. Muito diferente de agora, com um aumento no salário mínimo de 1,81%. O aumento do mínimo não paga nem a diferença do preço do gás, que ao longo de 2017 ficou 12,27% mais caro, chegando a custar mais de R$120 em algumas cidades. Além do aumento do gás, a gasolina também aumentou muito mais do que o salário, 9,16%, e a luz subiu 7% em São Paulo, com expectativa de aumentar mais 9% ao longo de 2018. A direita deu um golpe de Estado para esfolar o povo, e a vida tornou-se mais difícil.

A tendência para a revolta contra as condições de vida, portanto, é maior do que em 2013, porque a vida dos trabalhadores piorou, e muito, e vai continuar piorando muito mais. Por mais que a imprensa burguesa selecione dados econômicos aparentemente positivos e procure vender otimismo nas páginas de seus jornais, as dificuldades da vida diária continuamente penalizam a grande maioria da população. Uma situação que estimula as massas a se levantarem contra o regime político golpista em 2018, que será um ano extremamente agitado.

Para a burguesia, a situação coloca a necessidade de reprimir o povo com muita violência. Para isso a direita e o imperialismo deram o golpe, para modificar o regime político e torná-lo mais repressivo, única forma possível de impor aos trabalhadores tudo o que planejam. O próprio golpe, porém, despedaçou a direita e seus partidos. A burguesia está dividida e seus partido agonizam publicamente. É nesse quadro que o golpe militar começou a ser discutido abertamente pelos generais por meio da imprensa, com direito a colunas de opinião em espaço nobre e entrevista na TV Globo.

Essa é a única alternativa da direita para a crise política: esmagar os operários e camponeses, sindicatos e movimentos sociais, partidos e grupos políticos de esquerda em geral. Para a esquerda, perdura a mesma tarefa que acabou sendo negligenciada pelas grandes organizações de massa no ano passado: combater o golpe de Estado. As reformas não podem ser combatidas uma a uma, essa tática fortalece o movimento da direita em direção a uma ditadura. O golpe deve ser encarado de frente: contra a condenação do ex-presidente Lula e pela anulação do impeachment fraudulento e comprado da presidenta Dilma Rousseff. Por isso dia 24 é dia de ocupar Porto Alegre, contra o golpe.

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