Querem desmontar a mobilização dos servidores, não à CPI do Iprem

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No dia dia 27 de março de 2018, os servidores da cidade de São Paulo conseguiram uma grande vitória, derrotaram João Dória em sua tentativa de impor a reforma da previdência municipal, através da aprovação junto aos vereadores do PL 621/16. Após a maior e mais combativa greve da história do funcionalismo municipal, conseguiu-se o adiamento da votação do projeto de reforma da previdência dos servidores, por 120 dias. Apesar da vitória, o governo, que controla a Câmara dos Vereadores manobrou quando percebeu que seria clamorosamente derrotado na votação, situação imposta pela mobilização diária de milhares de servidores, que foram para cima de todas as bases eleitorais dos vereadores paulistanos, conseguindo mudar o voto de vários deles, que faziam parte da base de apoio do governo almofadinha de Dória.

Durante a mobilização ficou claro as divergências e imprecisões nos dados apresentados para se justificar a reforma, bem como seus motivos, no entanto, um setor neste momento começa a propagandear a necessidade de uma CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) do IPREM(Instituto de Previdência Municipal).

O problema da CPI é quem vai investigar. Os vereadores favoráveis à reforma vão manipular dados. Logo, um dia após a estrodosa derrota, o governo Dória/Bruno Covas já iniciou o contragolpe, com anuncio de que se a reforma não for aprovada, os impostos serão aumentados, numa clara tentativa de jogar a população que apoiou os servidores, contra os mesmos.

E a CPI será a outra arma que os golpistas municipais precisam, deixando a resolução na mão dos vereadores que irão manipular informações, fazendo propaganda de que a previdência municipal está de fato falindo, o que é uma enorme mentira, mas assim pressionará com ajuda dos meios de comunicação de que o seu projeto de reforma está certo. A CPI pode ser uma faca de dois gumes. A melhor arma é a mobilização.

A proposta de CPI neste momento tem um claro objetivo que é desmobilizar a única força capaz de derrotar o governo, a mobilização popular que os servidores públicos impulsionaram cintra Dória. Não às CPIs, todo apoio às mobilizações de rua dos servidores para derrotar a reforma da previdência de Dória.