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Na noite da última segunda-feira (27), o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), tradicional político do regime político burguês, atacou, mais uma vez, o maior líder popular do país – o ex-presidente Lula – e um dos maiores partidos de esquerda do mundo, o Partido dos Trabalhadores (PT). Há muito tempo, Ciro Gomes já vem expressando uma colaboração escancarada com os capitalistas que estão saqueando toda a América Latina: o pedetista culpou o PT pela ascensão de Bolsonaro, apoiou à tentativa de golpe na Venezuela e apoiou a intervenção militar no Rio de Janeiro. A novidade dessa vez foi aliar os ataques ao PT às tentativas de intimidação à deputada federal Maria do Rosário.

Os ataques de Ciro Gomes se deram durante uma mesa-redonda promovida pelo I Congresso de Policias Antifascismo, que teve início na manhã do dia 27, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Aparentemente, a intenção de Ciro Gomes não era causar grande confusão com suas declarações, mas a reação à sua conduta bolsonarista quase provocou o fim da atividade.

A infiltração cirista

Durante a tarde do dia 27, isto é, algumas horas antes do início da mesa-redonda em que Ciro Gomes participou, o I Congresso de Policiais Antifascistas promoveu um debate com policias e especialistas em Segurança Pública. Durante essa atividade, apenas um terço do auditório se encontrava lotado (cerca de 90 pessoas). No entanto, com o passar do tempo, dezenas pessoas começaram a chegar e formaram uma longa fila de espera para a atividade seguinte, que seria uma mesa-redonda com a participação do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e de Ciro Gomes, além de dois membros do Movimento Policiais Antifascismo”.

Embora a mesa-redonda fosse composta por integrantes do PSOL, do PDT e do PT, as pessoas que se enfileiraram na entrada do auditório tinham, em geral, um mesmo perfil. Não eram ligados ao Movimento Policias Antifascismo – estes eram os que já estavam no auditório -, nem eram estudantes e professores da UFPE, nem mesmo militantes da luta contra o golpe ou curiosos atraídos pela presença dos parlamentares. Com algumas exceções, eram a maioria elementos trazidos pelo PDT para atuarem como “claques” de Ciro Gomes ou militantes do PSOL. A Juventude do PT (JPT) contava com menos de dez militantes na atividade.

Parte considerável das pessoas que estavam na fila de espera não demonstravam nenhum interesse em defender a liberdade de Lula. Além disso, vários “claques” de Ciro Gomes vieram de uma atividade pregressa, ocorrida na Universidade Católica de Pernambuco, e que serviu para articular os ciristas para se infiltrarem massivamente na mesa-redonda da noite. O objetivo era claro: encher o auditório de claques para criar uma farsa – a de que Ciro Gomes seria popular na UFPE.

Lula ou Hitler?

Os organizadores do evento, ao iniciar a mesa-redonda, solicitaram que cada integrante fizesse um fala inicial. Após intervenções de aproximadamente 25 minutos de cada participante, chegou, então, a vez de Ciro Gomes, que ficara por último, fazer o seu discurso.

Usando seus velhos cacoetes de político burguês, Ciro agradeceu e elogiou inúmeras pessoas e entidades e, por fim, começou a falar sobre Segurança Pública. Contudo, em determinado momento, Ciro Gomes veio com o discurso golpista da autocrítica, dizendo que a esquerda não poderia condenar o fanatismo e a idolatria da extrema-direita se havia idolatria e fanatismo pelo ex-presidente Lula. E os ataques não pararam por aí: Ciro Gomes ainda afirmou que Lula foi quem escolheu Michel Temer e Antonio Palocci para integrarem os governos petistas e que o PT sabotou a candidatura de Marcelo Freixo à Presidência da Câmara.

Depois de muito atacar o PT – em trinta minutos de discurso em que Bolsonaro mal foi citado -, Ciro Gomes ainda soltou uma frase que, sabia ele, seria manchete no dia seguinte: “unidade é o cacete!”.

“Quer falar? Então toma!”

A ideia de Ciro Gomes de atacar o PT e sair sob aplausos da UFPE poderia ter dado certo, se apenas houvesse seus apoiadores no público. Mas não foi isso o que aconteceu. Assim que Ciro atacou Lula pela primeira vez, a deputada Maria do Rosário se revoltou e saiu em defesa do ex-presidente. Parte do público, em resposta, começou a gritar “Lula Livre!”. Não satisfeito, Ciro atacou novamente Lula e foi respondido por Maria do Rosário.

Nesse momento, a calmaria que permeara a mesa-redonda até então chegou ao fim. Alguns “claques” que vieram única e exclusivamente para aplaudir Ciro Gomes começaram a gritar “Lula está preso, babaca”, sendo respondidos por militantes do PCO e pessoas que estavam na plateia. Os ânimos se exaltaram e uma briga se tornou iminente.

Apesar dos acontecimentos na plateia, o debate continuou. E os ataques de Ciro Gomes também. Quando Maria do Rosário se mostrou indignada com os ataques, Ciro Gomes gritou, de maneira agressiva e intimidadora: “quer falar de novo? Então toma!”, oferecendo o microfone para a deputada gaúcha. Em outro momento, Ciro Gomes falou, ironicamente, provocando Maria do Rosário: “quer falar de novo?”. Diante da conduta de Ciro Gomes com Maria do Rosário, impossível não lembrar da intimidação de Bolsonaro à deputada…

Os ataques continuaram e, diante da indignação de Maria do Rosário, Ciro Gomes gritou: “eu não falei mal do Lula, p***!”. A partir daí, a confusão na plateia se generalizou e o debate foi interrompido. Ciro Gomes, com medo de uma reação violenta aos seus ataques, pediu que o deputado federal Túlio Gadêlha ficasse ao seu lado. A atividade foi encerrada momentos depois, com algumas considerações finais de membros do Movimento Policiais Antifascismo.

A tentativa de Ciro Gomes se passar por uma figura popular na UFPE não só fracassou completamente, como o pedetista foi obrigado, mais uma vez, a tirar sua carapuça. Ao se confrontado por Maria do Rosário, tentou partir para a intimidação com gritos, palavrões e gestos agressivos, sendo seguidos por seus apoiadores, que se mostraram tão defensores da prisão de Lula quanto Bolsonaro e seus capangas.

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