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São Paulo, SP, 27 – 11 - 2017. Fórum Amarelas VEJA ao vivo. Na foto Luciano Huck, apresentador entrevistado por André Petry, diretor de redação de VEJA.
Foto Antonio Milena
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Da redação – O apresentador da Rede Globo e empresário Luciano Huck doou R$235 mil para oito candidatos fazerem campanha nessas eleições. No começo do ano, Huck aproximou-se do PPS e considerou candidatar-se à presidência por esse partido. O apresentador da Globo acabou desistindo, mas continua próximo da legenda comandada pelo paulista Roberto Freire, deputado federal que concorre novamente ao cargo.

Roberto Freire recebeu R$25 mil da quantia, toda destinada a políticos do PPS. Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura durante o governo golpista de Michel Temer, recebeu R$50 mil, mesma quantia recebida pelos candidatos Marco Marrafon e Humberto Vieira Barbosa Laudares Pereira. Outros candidatos receberam quantidades menores. A bancada de Huck disputará seus cargos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Esse é mais um caso que mostra o fracasso da lei que proibiu doações de empresas para campanhas. Os empresários podem fazer as doações diretamente para os candidatos. O fundamental continua o mesmo: o poder econômico dos capitalistas sobre as eleições é antidemocrático. Os candidatos da burguesia têm muito mais dinheiro para fazer campanha. Ao mesmo tempo, a legislação proíbe formas baratas de fazer campanha, garantindo por lei a predominância dos grandes monopólios capitalistas das comunicações.

Um levantamento apresentado em uma reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que, até agora, 93% das doações de campanha foram feitos por empresários de “alto patrimônio”, ou seja, por capitalistas. Em termos absolutos, foram R$42,4 milhões dos R$45,6 milhões de grandes doações (acima de R$300 mil) feitas até agora. A maior parte, R$30,4 milhões, foram “doados” por candidatos ricos para suas próprias campanhas. Uma situação que escancara um poder que a burguesia sempre exerceu sobre as eleições para conseguir passar por cima da vontade popular.

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