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Impugnação de Bolsonaro: uma manobra dos sem voto

Joao Vitor Dauzaker

Joao Vitor Dauzaker

Redator e colunista do Diário Causa Operária. Dirigente do Partido da Causa Operária. Estudante de Letras na FFLCH-USP e coordenador nacional da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Como manda o ditado popular

Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode

Vacina para os ricos, morte para os pobres

Empresários que viajaram para EUA para se vacinarem – Reprodução Instagram Roberto Justus / Reprodução

Vacina virou item de luxo no Brasil. Prada, Gucci, Louis Vuitton antigas marcas queridinhas entre as madames brasileiras, hoje ficaram no chinelo. A moda do momento é pagar caro na vacina, pode ser da Pfizer, Johnson & Johnson ou outras, o que importa é ser imunizada. 

Apesar de sempre darem um jeitinho de passar por cima do povo e usarem o poder financeiro para se protegerem, no Brasil ainda não é possível comprar diretamente a bendita dose. Ocorre, no entanto, que podem fazer o chamado “turismo da vacina”.

Isto é, como no Brasil ainda não podem simplesmente comprar as doses, a saída foi viajar para o exterior, em geral para os Estados Unidos, para conseguirem a agulha no braço.

Mas isso não quer dizer que a possibilidade seja oferecida para qualquer um. Uma reportagem feita pela imprensa golpista revela as pomposas somas gastas por empresários brasileiros para tal fim.

Quase meio milhão de reais foi o custo que um empresário de São Paulo revelou ter gasto para levar toda a família para os EUA para se vacinarem. Levou consigo mais seis adultos e duas crianças. 

O pacote feito incluía 15 dias no México, como período de quarentena, depois seguia para Nova York. Como muitas fronteiras estão fechadas para cidadãos brasileiros justamente pela situação da pandemia e o caos da vacinação no país, a saída encontrada pelos bacanas foi passar um período de quarentena em outro país antes de finalmente chegar aos EUA.  

Para se ter noção, o valor gasto para se vacinar nove pessoas seria capaz de comprar 45 mil doses de CoronaVac. 9 contra 45 mil, a equação não fecha. 

Não quero dizer, obviamente, que esses empresários deveriam comprar a vacina no Brasil. Defendo, na verdade, que o governo garanta a vida do povo brasileiro as custas dos bancos, das empresas, dos exploradores do Brasil. Se é necessário expropriar grandes somas de grandes empresários para comprar vacinas para o povo, que faça. 

Por outro lado, no neoliberalismo, o sofrimento do povo pode gerar lucro para uma pequena parcela de sanguessugas. Empresas de viagens de olho no faturamento da campanha estão preparando pacotes para esse tipo de turismo para facilitar para o povo abastado. Naturalmente, a burguesia, por sua própria natureza, não trabalha.

Viralizou nas redes sociais essa propaganda de uma promoção, foto abaixo, no qual oferece um pacote para uma viagem para os EUA destinada a vacinação com um pequeno custo de quase R$20 mil. Isto é, um gasto de quase um salário mínimo por dia.

turismo da vacina

A situação da vacinação no Brasil é tão catastrófica que estamos alcançando a marca de meio milhão de mortos. 500 mil mortos. Temos míseros 8% da população vacinada, enquanto países ricos como EUA, Inglaterra, chegam quase a marca de 40%. 

Trocando em miúdos, os países imperialistas estão vacinando sua população as custas das milhares de mortes nos países explorados. 

O governo genocida de Bolsonaro permite tal situação. Os governadores, tanto os ditos “científicos”, quanto os bolsonaristas, também dividem parcela da culpa da catástrofe. 

O problema é que a conta, como sempre acontece, fica sobre os ombros do povo trabalhador. A parcela rica no Brasil procura seu jeito. 

Essa situação me faz recordar um trecho de um samba composto por Martinho da Vila: 

O seu bacana não engana

E gasta grana como quer

Mas quem é pobre já descobre

Um outro modo de viver

E a famosa frase tida como ditado popular:

Quem pode pode

Quem não pode se sacode

Aí está a fórmula para a saída positiva para a situação. E para o povo, que estão sendo tratados como cidadãos de segunda classe, cabe-lhes o ditado, quem não pode se sacode. Em outras palavras, se mobiliza. Exige as condições que permitam a segurança de sua vida. 

Quero dizer, apenas a mobilização popular que coloque a burguesia e seus governos contra a parede será capaz de impedir o aprofundamento do genocídio.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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