Quem paga a banda escolhe a música: milionários mandam nas eleições do Brasil

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Da redação – A “Reforma Política” que atribuiu apenas as pessoas físicas a possibilidade de realizar doações para campanha eleitoral tem seu resultado claro nas eleições de 2018: 93% dos R$ 45,6 milhões doados até agora são de banqueiros e milionários. Esse quadro beneficia, pois, candidaturas conservadoras e burguesas, aumentando ainda mais o poder político desse setor social.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ,  “somente pessoas físicas poderão fazer doações eleitorais até o limite de 10% dos seus rendimentos brutos verificados no ano anterior à eleição.  As doações eleitorais de pessoas jurídicas foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015”.

Isso implica que 97% da população brasileira, que recebe no máximo um salário mínimo (R$ 937), poderiam doar no máximo R$ 93,7 individualmente para financiarem campanhas com pautas progressistas que defendessem os seus interesses. Enquanto isso, os multimilionários podem doar milhões de reais individualmente para garantirem que sua supremacia política seja mantida. Na prática, como já apresentado, o que acontece é a candidatura milionária de burgueses a candidaturas paupérrimas dos setores realmente progressistas que não recebem financiamento burguês. Dessa forma os proprietários da Riachuelo, da rede shoppings Iguatemi e das empresas Localiza e Port Seguro, financiadores do golpe, se mantêm no poder e a esquerda iludida pelas eleições permanece alijada no centro político.

Essa é só mais uma prova que as eleições são uma fraude da burguesia para produzir uma falsa sensação de participação política popular. O povo só ganha poder pela ação das ruas. É preciso a mobilização popular contra o golpe e pela Liberdade de Lula.