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O golpe de Estado de 2016 contra o governo petista eleito com mais de 54,5 milhões de votos não foi – como muitos tentam fazer crer – um episódio acidental na trajetória “democrática” do país. Traduzindo para uma linguagem popular, o golpe teria sido – para determinados setores – uma espécie de “tropeço” da democracia brasileira. Nada mais falso e distante da realidade.

Se assim fosse – depois do afastamento do governo eleito – a vida política e institucional do país poderia ter voltado ao normal, sem maiores sobressaltos. A realidade, no entanto, não só se apresentou de outra forma como o que vem acontecendo desde o golpe é o exato e mais completo oposto disso.

A burguesia, a direita e o imperialismo (todos golpistas) – é preciso deixar registrado – são muito profissionais no que fazem e o golpe de Estado de 2016 obedeceu regiamente um plano, um projeto, uma perspectiva de poder. Seria uma grotesca ingenuidade acreditar que os golpistas montaram todo um sofisticado esquema político-jurídico somente para afastar um governo que supostamente teria cometido um crime contra a lei orçamentária, as chamadas “pedaladas fiscais”.

Os donos do golpe – muito diferente do que pensam setores da própria esquerda – não são amadores aprendizes de golpistas. Os articuladores e financiadores do golpe têm como perspectiva e projeto algo muito maior e mais ousado. Trata-se de uma luta política para impor uma supremacia de poder, um projeto econômico, de dominação, que é o oposto do que vinha sendo realizado – ainda que de forma muito moderada – pela esquerda brasileira através do PT.

A perseguição implacável à personalidade política que simboliza e encarna, neste momento, a reação aos golpistas, é apenas um episódio na luta de vida ou morte que o imperialismo e a burguesia travam contra a idéia de retorno a um governo de esquerda no país.

A luta por neutralizar Lula enquanto candidato que expressa a reação das massas populares ao golpe é uma questão chave para a burguesia, a direita e o imperialismo. Os tribunais golpistas e suas decisões nas várias instâncias não deixam dúvidas sobre o que está em jogo neste momento no país. A condenação recebida pelo ex-presidente expressa de forma muito clara o significado da luta levada adiante pela burguesia e o imperialismo para esmagar a reação popular contra o golpe.

Mesmo diante da hipótese do não registro da candidatura do petista ao cargo máximo do país (hipótese bastante provável neste momento) a burguesia – e isto precisa ficar claro – não toleraria nenhuma outra candidatura, até mesmo um nome que possa ser considerado representante dos setores da esquerda moderada dentro do partido.

Os golpistas trabalham não só para impedir o ex-presidente de ser candidato, mas o objetivo vai muito além disso. A burguesia e a direita querem neutralizar o PT e o conjunto da esquerda enquanto instrumento de resistência aos planos de destruição e entrega do país ao grande capital. É esta a perspectiva que está colocada e para a qual os golpistas estão agindo.

Em seu último discurso, Lula enfatizou de forma clara essa ofensiva dos golpistas. Não se trata apenas de deixá-lo de fora do processo eleitoral. Para levar adiante a ofensiva contra as massas populares, os arquitetos do golpe de estado sabem muito bem que em primeiro lugar é preciso conter e aniquilar a reação dos explorados. E muito mais do que qualquer esquerdista do PSOL, do PSTU e de outras variantes da esquerda pequeno burguesa, os golpistas sabem que o Partido dos Trabalhadores é o pólo aglutinador desta reação ao golpe de estado, mesmo  com todas as críticas que possam ser feitas às formas como esta luta é conduzida.

Todas as etapas do golpe estão pautadas pela firme determinação da burguesia de avançar contra os direitos e as conquistas dos trabalhadores e das massas populares. Para isso, no entanto, é preciso remover os principais obstáculos que impedem os golpistas de irem adiante na sua luta para consolidar o golpe e impor o seu plano de destruição e terra arrasada ao país.

O que está colocado, portanto, é intensificar a luta através das mobilizações e de uma vigorosa campanha de esclarecimento junto à população sobre as verdadeiras intenções dos golpistas. Em primeiro lugar é preciso ampliar e fortalecer a luta contra a prisão do ex-presidente Lula, defendendo o seu direito à candidatura.  Neste sentido, as mobilizações e as campanhas de esclarecimento são os únicos instrumentos  eficazes capaz de enfrentar e derrotar os golpistas, a direita, a burguesia e o imperialismo.

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