Quem é Paulinho e sua Força Sindical?

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Paulo Pereira da Silva, mais conhecido como “Paulinho da Força”, é metalúrgico e começou sua carreira política no PT, ainda em 1984. Ficou por lá até 1996, quando migrou para o PTB. Lá, foi candidato à vice-presidência nas eleições de 2002, na chapa encabeçada pelo “abutre” Ciro Gomes, que na época estava no PPS.

Sua trajetória sindical é marcada por iguais níveis de peleguismo. A Força Sindical, entidade da qual Paulinho é presidente desde 2000 até hoje, foi criada em oposição à CUT.

É curioso notar que a FS foi aliada ferrenha de Fernando Collor de Mello, sendo um dos últimos setores a abandonar a defesa do presidente deposto. Já na era FHC, a Força continuou apoiando a política neoliberal da burguesia, o que resultou em ganhos políticos (leia-se cargos e verbas) para as suas lideranças e perdas históricas para todos os trabalhadores do Brasil.

Após a “aventura” nas eleições de 2002, se filiou ao PDT sem conseguir ser eleito até 2006, quando conseguiu o cargo de deputado federal por São Paulo. Tentou ser candidato à prefeitura de São Paulo em 2012, mas falhou miseravelmente.

No ano seguinte, 2013, criou seu próprio partido, o Solidariedade, em uma articulação com todas as entidades ligadas à Força Sindical. Em 2014, seu partido apoiou Aécio Neves, em coligação com o PSDB, nas eleições contra a candidatura de Dilma Rousseff, que já estava sob ataque dos golpistas.

Já em tempos mais recentes, reafirmou sua posição de “cão de guarda” dos patrões e votou a favor do golpe contra Dilma, sendo um dos principais aliados e defensores de Eduardo Cunha durante todo o período. Já durante o governo golpista de Michel Temer, Paulinho votou a favor da PEC do Teto dos Gatos Públicos, que congelou os gastos em saúde e educação por 20 anos.

Ou seja, fica fácil perceber que Paulinho e a Força Sindical são herdeiros políticos das lideranças e entidades pelegas que colaboravam para a opressão dos trabalhadores durante toda a ditadura militar. Ele segue cumprindo esse papel com maestria, sendo aliado próximo dos golpistas e apoiador de todos os ataques brutais que estão sendo levados a cabo contra os trabalhadores.