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Após inúmeras manifestações populares de repúdio ao golpe de 2016, Temer baixou, no último dia 16 de fevereiro, o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, sob o falso pretexto de “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública”, nomeando como interventor o general Walter Souza Braga Netto, conhecido por sua longa trajetória militar no estado e pela rigidez de sua atuação.

Em agosto de 2017, numa palestra no Centro Cultural Justiça Federal, do TRF2, o militar já havia defendido genericamente a eficiência das operações de Garantia de Lei e Ordem (GLO), embora seus custos atinjam dezenas de milhões de reais, segundo dados do Ministério da Defesa[1].

Com o decreto de intervenção, ele apenas afirmou que o comando vai entrar numa fase de planejamento, buscando “fortalecer ainda mais o sistema de segurança do Rio de Janeiro, para voltar a atuar conforme merece a população carioca”, sem explicar exatamente o que isto significaria.[2]

Do que se sabe sobre sua carreira, o general natural de Belo Horizonte/MG está nas Forças Armadas desde 1975, e já comandou o 1º Regimento de Carros de Combate no Rio; a 5ª Brigada de Cavalaria Blindada, em Ponta Grossa/PR, e atuou em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Braga Netto também ocupou o cargo de adido militar do Brasil na Polônia, de 2005 e 2006, tendo sido promovido a general de divisão em novembro de 2009. Logo em 2012, atuou nos Estados Unidos e Canadá e passou para a posição de general de Exército. Em seguida, no ano de 2013, exerceu a função de diretor de Educação Superior Militar, no Rio de Janeiro, e recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Mérito Militar.

No estado do Rio também foi o responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, quando assumiu o Comando Militar do Leste.

Considerando a trajetória do general, Ciro Gomes, um direitista disfarçado de nacionalista, saiu imediatamente em defesa de sua nomeação como interventor, classificando o brucutu como “Sério, competente e com elevado espírito público, [que] deve ter o apoio de todos nós”.

Mas quem acompanha a liquidação que vem sendo feita do patrimônio nacional por parte do governo ilegítimo de Michel Temer, com a entrega das estatais e de todo o conteúdo tecnológico nacional ao capital estrangeiro, sabe que os militares nada fizeram neste período em favor do Brasil, tampouco saíram em defesa do país contra qualquer intervenção estrangeira em nosso domínio público.

Ao defender estes militares traidores da pátria, Ciro Gomes só confirma o que há muito se sabe: não passa de um político oportunista, cínico e golpista como todos aqueles que apoiaram a derrubada de Dilma Rousseff em abril de 2016.

 

[1] https://www.poder360.com.br/wp-content/uploads/2018/02/levantamento-operacoes-GLO.pdf

[2] https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43079115

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