Falcão da Guerra
Antony Blinken, recém-nomeado Secretário de Estado do governo Biden, é mais um falcão de confiança da burguesia imperialista
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Blinken após sua nomeação para Secretário de Estado | (REUTERS/Joshua Roberts)

Antes mesmo da vitória de Biden ser confirmada, o próprio já estava colocando as peças no tabuleiro para o ano que vem. Ao contrário do que acreditavam, e ainda acreditam, certos elementos da pequena-burguesia de esquerda, que apoiou o candidato democrata contra Trump na esperança de eleger o “mal menor”, Biden tem tudo para ser o maior dos males de 2021. O ancião da política estadunidense mostra a cada dia que passa que foi eleito para implementar, sem restrições, a política beligerante dos imperialistas. Suas escolhas para administrar o governo são todas voltadas para renomados e temidos Falcões de Guerra.

O termo Falcão de Guerra surge no início da guerra entre Estados Unidos e Reino Unido, foi cunhado naqueles que empurravam a situação para o confronto. Desde então o termo é usado para os articuladores e instigadores das guerras promovidas pelo país. Os EUA são conhecidos por seus crimes de suas incontáveis guerras ao longo dos anos, e podemos ter certeza que por trás de cada povo massacrado, cada bomba fabricada havia um falcão.

O novo Secretário de Estado, cargo equivalente a Ministro de Relações Exteriores no Brasil, Atony Blinken, é um conhecido de longa data de Biden, esteve envolvido nos governos Clinton e Obama, e foi peça fundamental nas guerras do Iraque, Líbia, Síria, e mais recentemente na guerra entre Iêmen e Arábia Saudita. Sua ficha corrida está intrinsecamente ligada aos grandes industriais de guerra norte-americanos.

Entre 1994 e 2001, durante o governo dos Democratas liderados por Bil Cliton, Blinken foi membro da equipe do Conselho Nacional de Segurança (NSC). Nos primeiros quatro anos (1994 até 1998) acumulou as funções de Assistente Especial do Presidente, Diretor Sênior para Planeamento Estratégico e Diretor Sênior do NSC para Redação de Discursos, já nos últimos três anos (1999 até 2001) continuou como assistente especial do presidente e passou a ser diretor sênior para assuntos europeus e canadenses. Nesses cargos esteve diretamente envolvido com a Guerra do Iraque. Seu posicionamento pró-guerra, junto à Joe Biden, na época senador de Delaware (1973 a 2009), foi fundamental para a guerra contra os iraquianos. Em 2003 foi um importante apoiador da invasão.

Nos mandatos de Bush, foi nomeado diretor de equipe do Comitê de Relações Exteriores do Senado, cargo que ocupou de 2002 até 2008, sua nomeação foi feita graças as suas relações com o senador Biden, e quanto este saiu candidato para a presidência em 2008 envolveu o amigo em sua campanha presidencial. Após a vitória da chapa Obama-Biden, Blinken esteve na equipe de transição dos governos.

Durante os dois mandatos de Obama, esteve intimamente ligado com o poder executivo dos EUA, pois serviu como conselheiro de segurança nacional do vice-presidente, Joe Biden, e vice assistente do presidente.

Ambos, Biden e Blinken, são figuras que estão a muito tempo no cenário bélico dos Estados Unidos. Durante todo seu mandato como Senador, mandato este que durou estrondosos 36 anos, Biden envolveu-se e promoveu todas as guerras nas quais estiveram envolvidos os EUA, já Blinken provou ser o homem de confiança do Partido Democrata, com fortes relações com o Senado onde foi nomeado Secretário de Estado Adjunto em dezembro de 2014.

Sua política sempre foi pró-bélica, elogiou o governo Trump quando este comprometeu-se a ampliar o arsenal e o uso de drones nos territórios invadidos pelos Estados Unidos. Quando Obama tomou a decisão de caçar e executar Bin Laden, Blinken foi a público apoiar o presidente alegando ser um ato de extrema bravura.
O Falcão, junto aos democratas, ajudou a elaborar a política para o Paquistão e Afeganistão durante o mandato de Obama assim como é um dos elaboradores da programa nuclear imposto ao Irã. Nos conflitos envolvendo EUA e Rússia, Antonhy Blinken defendeu uma resposta agressiva contra a política russa de retomar o território da Criméia. Apoiou a invasão da Líbia e esteve envolvido no envio de armas para Arábia Saudita, mesmo após os EUA ter se afastado do confronto entre o país e o Iêmen.

Durante o governo Trump, fundou a WestExec Advisors (2017), uma empresa privada focada em ajudar empresários do ramo bélico a vender seus produtos para o Pentágono. Ainda no setor privado, Blinken integrou o Council on Foreign Relations, um centro de pesquisas que elabora políticas externas para o governo norte americano, um órgão de confiança criado pela burguesia para garantir a agenda imperialista. Dentre seus fundadores estão diversos magnatas como John D. Rockefeller, um monopolista do ramo do petróleo e que por muito tempo foi o homem mais rico do mundo. Recentemente o CFR foi responsável por aconselhar Trump e sua política em relação à Venezuela.

Antonhy Blinken é um verdadeiro criminoso de guerra, uma das figura mais beligerantes atualmente vivas e um falcão perigoso do imperialismo norte-americano, sua nomeação mostra qual caráter terá o governo de Joe Binden, ele mesmo um dos maiores Falcões de Guerra.

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